{"id":7341,"date":"2014-06-05T18:02:49","date_gmt":"2014-06-05T18:02:49","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/06\/05\/justica-argentina-investigara-declaracoes-de-coronel-a-comissao-da-verdade\/"},"modified":"2014-06-05T18:02:49","modified_gmt":"2014-06-05T18:02:49","slug":"justica-argentina-investigara-declaracoes-de-coronel-a-comissao-da-verdade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/06\/05\/justica-argentina-investigara-declaracoes-de-coronel-a-comissao-da-verdade\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a argentina investigar\u00e1 declara\u00e7\u00f5es de coronel \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Justi\u00e7a argentina investigar\u00e1 declara\u00e7\u00f5es de coronel \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/americaeconomiabrasil.com.br\/sites\/brasil.americaeconomia.com\/files\/imagecache\/foto_nota\/paulo_malhaes-ex_agente_do_cie_marcelo_oliveira_ascom-cnv.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A Justi\u00e7a argentina ir\u00e1 investigar as declara\u00e7\u00f5es feitas em mar\u00e7o deste ano pelo coronel reformado do Ex\u00e9rcito Paulo Malh\u00e3es, de 76 anos, \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade. Nos depoimentos, Malh\u00e3es admitiu ter torturado, matado e ocultado cad\u00e1veres de presos pol\u00edticos durante a ditadura militar no Brasil, entre as d\u00e9cadas de 60 e 80. Ex-agente do Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito, Malh\u00e3es morreu um m\u00eas depois de falar \u00e0 comiss\u00e3o. Ele foi encontrado morto em seu s\u00edtio em Nova Igua\u00e7u, na Baixada Fluminense, ap\u00f3s ter a casa invadida por tr\u00eas homens.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">No depoimento prestado em mar\u00e7o deste ano, Malh\u00e3es declarou que militares brasileiros perseguiram e sequestram militantes pol\u00edticos na d\u00e9cada de 80 e fizeram opera\u00e7\u00f5es conjuntas com o Batalh\u00e3o 601, servi\u00e7o de intelig\u00eancia do Ex\u00e9rcito da Argentina, durante o governo da junta militar comandada por Leopoldo Galtieri (1981-1982). Como a morte do coronel ocorreu um m\u00eas depois da confiss\u00e3o de tortura, membros da Comiss\u00e3o da Verdade e movimentos de esquerda levantaram suspeitas de que tenha havido queima de arquivo.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">As declara\u00e7\u00f5es do coronel Malh\u00e3es, morto no dia 25 de abril de ataque card\u00edaco, quando supostos ladr\u00f5es invadiram seu s\u00edtio no estado do Rio de Janeiro, segundo informa\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia, poderiam ser inclu\u00eddas como poss\u00edveis provas no julgamento em que o Estado argentino \u00e9 acusado de crimes contra a humanidade cometidos no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Condor, como foi chamada a colabora\u00e7\u00e3o das ditaduras militares no Cone Sul.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Malh\u00e3es disse \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade que havia muitos argentinos \u201cpasseando pelo Rio de Janeiro, desfrutando a vida. Alguns eram exilados pol\u00edticos da ONU [Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas], outros, n\u00e3o\u201d. Segundo ele, a ordem na \u00e9poca foi para que todos fossem fotografados.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">As frases do coronel foram divulgadas por meio de texto publicado na \u00faltima quinta-feira (29) pela Comiss\u00e3o da Verdade, que investiga as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidos durante o per\u00edodo militar brasileiro.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Em uma outra declara\u00e7\u00e3o, o militar informou que, por ser trabalho, foi condecorado por militares argentinos. \u201cFiquei famos\u00edssimo na Argentina. Por isso, me deram uma medalha\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">O julgamento da atua\u00e7\u00e3o do Estado argentino na Opera\u00e7\u00e3o Condor come\u00e7ou em mar\u00e7o do ano passado e o Tribunal Oral Federal do pa\u00eds julga 24 ex-chefes militares. Os ju\u00edzes Ari\u00e1n Federico Grunberg, Oscar Ricardo Amirante, Pablo Laufer e Ricardo \u00c1ngel Bas\u00edlico investigam delitos contra v\u00edtimas do Cone Sul que morreram ou desapareceram no territ\u00f3rio argentino.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">O debate se divide por etapas, segundo o pa\u00eds de origem das v\u00edtimas ou dos delitos ocorridos. Primeiro, foram as v\u00edtimas e os delitos cometidos no Uruguai. At\u00e9 julho deste ano, ser\u00e3o julgados os casos chilenos e, em seguida, os paraguaios, bolivianos e brasileiros.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Na parte do Brasil, ser\u00e3o analisados tr\u00eas casos de v\u00edtimas argentinas que morreram em territ\u00f3rio brasileiro. Por fazerem parte do grupo guerrilheiro argentino Motoneros, integrantes do Batalh\u00e3o de Intelig\u00eancia 601 detiveram Horacio Domingo Campiglia e M\u00f3nica Susana Pinus de Binstock no Rio de Janeiro, quando chegavam de avi\u00e3o do Panam\u00e1, em mar\u00e7o de 1980. Ambos foram levados ao campo especial de opera\u00e7\u00f5es militares de Buenos Aires, o Campo de Mayo, e nunca mais aparecerem ou se teve not\u00edcias.<\/p>\n<p> A terceira v\u00edtima \u00e9 Norberto Habbegger, sequestrado no Rio de Janeiro em 1978 por uma opera\u00e7\u00e3o conduzida pelo Batalh\u00e3o 601.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Capital Teresina<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Justi\u00e7a argentina investigar\u00e1 declara\u00e7\u00f5es de coronel \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7341"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7341\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}