{"id":7379,"date":"2014-06-23T18:00:04","date_gmt":"2014-06-23T18:00:04","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/06\/23\/religiosa-presa-na-ditadura-militar-sofreu-assedio-sexual-diz-irmao\/"},"modified":"2014-06-23T18:00:04","modified_gmt":"2014-06-23T18:00:04","slug":"religiosa-presa-na-ditadura-militar-sofreu-assedio-sexual-diz-irmao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/06\/23\/religiosa-presa-na-ditadura-militar-sofreu-assedio-sexual-diz-irmao\/","title":{"rendered":"Religiosa presa na ditadura militar sofreu ass\u00e9dio sexual, diz irm\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Madre Maurina foi presa por esconder guerrilheiros em Ribeir\u00e3o Preto (SP). Frei Manoel Borges da Silveira prestou depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7377\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/madremaurina.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>Madre Maurina no M\u00e9xico, durante ex\u00edlio ap\u00f3s ser presa em Ribeir\u00e3o Preto, SP (Foto: Saulo Gomes\/Arquivo Pessoal)  <!--more-->  <\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><\/address>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Madre Maurina, \u00fanica religiosa presa e torturada durante o regime militar brasileiro, foi v\u00edtima de ass\u00e9dio sexual, segundo o irm\u00e3o dela, o frei Manoel Borges da Silveira, durante depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade, em Ribeir\u00e3o Preto (SP), na sexta-feira (21). Na declara\u00e7\u00e3o, Silveira desmentiu informa\u00e7\u00f5es de que a freira tenha sido estuprada ou que tenha ficado gr\u00e1vida.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO que aconteceu foi realmente um ass\u00e9dio sexual. [O torturador] ficou com ela diversas horas, passava m\u00e3o nas pernas dela, dizia que estava longe da mulher, um galanteador que n\u00e3o obteve resultado nenhum\u201d, relatou o frei durante a comiss\u00e3o. \u201cEla disse que n\u00e3o houve nenhum estupro, e consequentemente nenhum problema com menino\u201d, disse, negando qualquer hist\u00f3ria de gravidez ou aborto envolvendo Madre Maurina.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A freira foi acusada de participar do grupo guerrilheiro For\u00e7as Armadas de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (Faln). Ela foi presa em 1969 depois de ceder o por\u00e3o do orfanato Lar Santana, em Ribeir\u00e3o, para estudantes pertencentes ao grupo fazerem reuni\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7378\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/freimanoel.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Frei Manoel prestou depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o da\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Verdade (Foto: Valdinei Malaguti\/ EPTV)<\/span><\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\"><br \/><\/span><\/address>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Choques nos seios<\/strong><br \/> Segundo o depoimento de Silveira, madre Maurina contou a uma cunhada detalhes sobre o ass\u00e9dio e a tortura sofrida em uma das salas do pr\u00e9dio onde hoje funciona a Delegacia Seccional. \u201cRasgaram a blusa e deram choque nos seios\u201d, afirmou. Alguns torturadores ficaram nus durante a tortura. \u201cDisse que teve d\u00f3 de todos eles\u201d.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Quando foi transferida para o pres\u00eddio de\u00a0Trememb\u00e9 (SP), onde teve contato com outras presas pol\u00edticas, Madre Maurina ficou bastante conhecida por ajudar as outras mulheres. \u201cEla n\u00e3o foi t\u00e3o torturada como as outras. Parece que o fato dela ser irm\u00e3 a livrou e sempre ajudou muito as outras presas. Atenciosa, dava cobertura a elas\u201d, relatou o irm\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Madre Maurina ficou exilada durante nove anos no M\u00e9xico, contra sua vontade e voltou ao Brasil em 1984, com a anistia. Ela morreu em 2011, aos 84 anos, no convento da comunidade que residia, em Araraquara (SP).<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Comiss\u00e3o da Verdade<\/strong><br \/> O frei Manoel Borges da Silveira \u00e9 a segunda pessoa ouvida pela comiss\u00e3o, instalada em 3 de junho pela subse\u00e7\u00e3o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Ribeir\u00e3o Preto, a primeira criada no interior de S\u00e3o Paulo. O primeiro depoimento, no dia 13 de junho, foi do ex-presidente da OAB, Said Halah.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Segundo o presidente local da comiss\u00e3o, Feres Sabino, a comiss\u00e3o \u00e9 importante para registrar os fatos que ocorreram em Ribeir\u00e3o Preto durante o per\u00edodo militar. \u201c\u00c9 uma forma de valorizar as conquistas democr\u00e1ticas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; G1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Madre Maurina foi presa por esconder guerrilheiros em Ribeir\u00e3o Preto (SP). Frei Manoel Borges da Silveira prestou depoimento \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade. Madre Maurina no M\u00e9xico, durante ex\u00edlio ap\u00f3s ser presa em Ribeir\u00e3o Preto, SP (Foto: Saulo Gomes\/Arquivo Pessoal)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7377,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7379"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7379"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7379\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7377"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}