{"id":7401,"date":"2014-07-04T17:57:32","date_gmt":"2014-07-04T17:57:32","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/07\/04\/exposicao-em-niteroi-tem-150-documentos-ineditos-do-regime-militar\/"},"modified":"2014-07-04T17:57:32","modified_gmt":"2014-07-04T17:57:32","slug":"exposicao-em-niteroi-tem-150-documentos-ineditos-do-regime-militar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/07\/04\/exposicao-em-niteroi-tem-150-documentos-ineditos-do-regime-militar\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o em Niter\u00f3i tem 150 documentos in\u00e9ditos do regime militar"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>H\u00e1 50 anos, um dos per\u00edodos pol\u00edticos mais conturbados da hist\u00f3ria do Brasil come\u00e7ava a ser desenhado. Com o golpe militar de 1964, muitos foram os relatos de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, repress\u00e3o e viol\u00eancia. Para retratar essa \u00e9poca, tendo o estado do Rio de Janeiro como cen\u00e1rio, a exposi\u00e7\u00e3o Resson\u00e2ncias \u2013 Rio de Janeiro, 1964, leva ao Museu do Ing\u00e1, em Niter\u00f3i, registros documentais e iconogr\u00e1ficos in\u00e9ditos e depoimentos de quem sofreu persegui\u00e7\u00e3o.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Reunindo registros que passam desde cartazes de filmes carimbados pelo controle de censura at\u00e9 cadernos apreendidos de estudantes para verificar se professores faziam apologia ao comunismo, os 150 documentos que integram a mostra, entre jornais, fotografias, livros e folhetos censurados, procuram retratar como o Rio de Janeiro viveu a ditadura militar.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A exposi\u00e7\u00e3o lembra como cada margem da Ba\u00eda de Guanabara caminhou em sentidos diferentes naquele per\u00edodo. O atual estado do Rio na \u00e9poca eram dois. De um lado, o antigo estado do Rio, com capital em Niter\u00f3i e governado por Badger da Silveira, que apoiava o presidente Jo\u00e3o Goulart. Do outro lado da ba\u00eda, a hoje capital fluminense era o estado da Guanabara, onde o governador Carlos Lacerda apoiou o golpe. Um dos curadores da mostra, Paulo Knauss, diretor-geral do Arquivo P\u00fablico do estado do Rio de Janeiro, contou que a ideia \u00e9 tratar os 50 anos de um ponto de vista diferente.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u201cVamos apresentar a hist\u00f3ria pol\u00edtica do Rio de Janeiro com um panorama dessa repress\u00e3o e dos movimentos de resist\u00eancia na regi\u00e3o, enfatizando os pres\u00eddios pol\u00edticos, com depoimentos de \u00e9poca, pessoas contando como as coisas aconteciam. Os 147 nomes dos mortos e desaparecidos do estado que a Comiss\u00e3o Estadual da Verdade tem investigado tamb\u00e9m estar\u00e3o presentes, al\u00e9m do mapa dos centros de repress\u00e3o. O Rio foi um dos estados que mais teve mortos e desaparecidos, al\u00e9m de ter o maior n\u00famero de centros de repress\u00e3o\u201d, disse o diretor.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Ao longo da exposi\u00e7\u00e3o, os visitantes v\u00e3o conhecer com detalhes como a ditadura ocorreu no Rio, passando por salas que mostram manchetes de jornais anunciando o golpe, al\u00e9m da sala que mostra como a imprensa se dividiu para apoiar ou n\u00e3o o regime autoritarista. \u201cA sess\u00e3o dedicada ao movimento estudantil \u00e9 muito bacana, porque traz cartazes manuscritos que contestam as elei\u00e7\u00f5es e a militariza\u00e7\u00e3o das escolas. Outra sess\u00e3o muito interessante \u00e9 a dedicada \u00e0 censura cultural, que mostra os crit\u00e9rios estranhos do regime, que liberava filmes sensuais, por exemplo, e outras coisas de import\u00e2ncia cultural eles reprovavam\u201d, segundo Knauss.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Para o curador, a mostra contribui para que a sociedade lembre do per\u00edodo e valorize cada vez mais a democracia. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o mostra que a democracia \u00e9 uma conquista, n\u00e3o cai do c\u00e9u pronta. Isso vale para a d\u00e9cada de 80, assim como vale para os nossos dias. Mais do que a gente julgar o autoritarismo, eu acho, lembrar aquele per\u00edodo \u00e9 um bom motivo para a gente celebrar o presente. Se a democracia tem muitos defeitos, ela certamente ainda \u00e9 o melhor regime pol\u00edtico que a gente conhece. \u00c9 o regime da liberdade de express\u00e3o, das liberdades individuais, do respeito dos direitos civis\u201d, opinou.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A exposi\u00e7\u00e3o Resson\u00e2ncias \u2013 Rio de Janeiro, 1964 tem entrada franca, e vai at\u00e9 o dia 31 de agosto. As visitas podem ser feitas de ter\u00e7a a sexta-feira, das 12h \u00e0s 17h, e aos s\u00e1bados, domingos e feriados das 13h \u00e0s 17h.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 50 anos, um dos per\u00edodos pol\u00edticos mais conturbados da hist\u00f3ria do Brasil come\u00e7ava a ser desenhado. 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