{"id":7430,"date":"2014-07-23T16:51:21","date_gmt":"2014-07-23T16:51:21","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/07\/23\/comissao-da-verdade-paulista-ouvira-autoridade-mundial-em-investigacao-de-violencia-politica\/"},"modified":"2014-07-23T16:51:21","modified_gmt":"2014-07-23T16:51:21","slug":"comissao-da-verdade-paulista-ouvira-autoridade-mundial-em-investigacao-de-violencia-politica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/07\/23\/comissao-da-verdade-paulista-ouvira-autoridade-mundial-em-investigacao-de-violencia-politica\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade Paulista ouvir\u00e1 autoridade mundial em investiga\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">O antrop\u00f3logo Luis Fondebrider, presidente da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF)<\/span><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7429\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Luis-Fondebrider.jpg\" border=\"0\" width=\"192\" height=\"256\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o estadual da Verdade Rubens Paiva vai ouvir nesta ter\u00e7a-feira, 22\/7, \u00e0s 14h, no audit\u00f3rio Teot\u00f4nio Vilela, o antrop\u00f3logo forense argentino Luis Fondebrider, presidente da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) desde sua funda\u00e7\u00e3o, em 1984. A organiza\u00e7\u00e3o privada se dedica h\u00e1 30 anos \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de casos de viol\u00eancia pol\u00edtica e viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Uma das maiores autoridades mundiais nas \u00e1reas de medicina legal e tanatologia (estudo cient\u00edfico sobre a morte, suas causas e fen\u00f4menos a ela relacionados), disciplina que leciona na Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires, Fondebrider j\u00e1 participou como perito em mais de 600 investiga\u00e7\u00f5es na Argentina e em pa\u00edses como Bol\u00edvia, Paraguai, Uruguai, Chile, Brasil, Peru, Col\u00f4mbia, Venezuela, Guatemala, El Salvador, Haiti, Cro\u00e1cia, B\u00f3snia, Kosovo, Rom\u00eania, Chipre, Iraque, Filipinas, Timor Oriental, Indon\u00e9sia, \u00c1frica do Sul, Zimbabwe, Congo, Eti\u00f3pia, Nam\u00edbia e Qu\u00eania.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">No Brasil, o antrop\u00f3logo e outros peritos da EAAF realizaram miss\u00f5es curtas de exuma\u00e7\u00e3o no Araguaia, em 1996 e 2001. Para a obten\u00e7\u00e3o de resultados mais consistentes, Fondebrider ressalta que \u201c\u00e9 preciso vontade pol\u00edtica, recursos financeiros e investiga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Ossadas de Perus<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 mais de um ano, em 19\/4\/2013, a Comiss\u00e3o da Verdade Rubens Paiva recebeu relat\u00f3rio feito pela antrop\u00f3loga forense Patr\u00edcia Bernardi com an\u00e1lise de algumas das ossadas retiradas do cemit\u00e9rio de Perus em 1990. A pesquisa buscava os restos de Hiroaki Torigoe, militante do Movimento de Liberta\u00e7\u00e3o Popular (Molipo), cuja fam\u00edlia disponibilizou material gen\u00e9tico para exame.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A cofundadora da EAAF foi contratada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Anistiados Pol\u00edticos (Abap) para analisar 23 ossadas que j\u00e1 haviam sido periciadas na d\u00e9cada de 1990 por equipe da Unicamp chefiada pelo perito Badan Palhares.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A busca apontou que os restos mortais de Hiroaki Torigoe n\u00e3o estavam entre as ossadas analisadas. Al\u00e9m disso, foram constatados diversos problemas de metodologia que tornavam o estudo anterior n\u00e3o confi\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Na ocasi\u00e3o, sendo informada de que no Brasil havia apenas oito antrop\u00f3logos forenses, Patr\u00edcia Bernardia afirmou que a equipe argentina se dispunha a dar treinamento em sua \u00e1rea de expertise, como j\u00e1 fizera em diversos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A vala<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Em 4\/9\/1990 foi determinada a abertura de vala comum no Cemit\u00e9rio Dom Bosco, no bairro de Perus, onde estariam ossadas de desaparecidos pol\u00edticos. Dentre 1.049 ossadas, foi feita uma investiga\u00e7\u00e3o a pedido da fam\u00edlia de seis desaparecidos pol\u00edticos, com base nos livros de registro do cemit\u00e9rio, onde teriam sido enterrados, em alguns casos, com os nomes falsos que usavam.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Para isso, foi firmado um conv\u00eanio com a Unicamp. Logo foram identificados D\u00eanis Casemiro e Frederico Eduardo Mayr. No cemit\u00e9rio, ainda foram identificados os corpos de S\u00f4nia Maria Angel Jones, Antonio Carlos Bicalho Lana e Helber Jos\u00e9 Gomes Goulart.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Por press\u00e3o dos familiares, conseguiu-se em 1990 acesso aos arquivos do IML e, em 1992, aos do antigo Dops. Em 1999, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) abriu inqu\u00e9rito sobre o abandono das ossadas que, em 2001, foram enviadas ao columb\u00e1rio do Cemit\u00e9rio do Ara\u00e7\u00e1. Na sequ\u00eancia, foram identificados os restos mortais de Fl\u00e1vio de Carvalho Molina e Luiz Jos\u00e9 da Cunha, o Criolo, respectivamente em 2005 e 2006.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">O MPF, em 2006, entrou com a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica de responsabiliza\u00e7\u00e3o pela demora na identifica\u00e7\u00e3o das ossadas. Em 2012, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Anistiados Pol\u00edticos (Abap) doou verba para auxiliar nas identifica\u00e7\u00f5es das ossadas. Foi ent\u00e3o contratada a Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF) para avaliar as ossadas e propor um plano para sua identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Pol\u00edcia T\u00e9cnico-Cient\u00edfica<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da Assembleia paulista recebeu em 10\/9\/2013 a superintendente da Pol\u00edcia T\u00e9cnico-Cient\u00edfica do Estado de S\u00e3o Paulo, Norma Sueli Bonaccorso, para falar sobre a demora em identificar os restos mortais de desaparecidos pol\u00edticos da vala do cemit\u00e9rio Dom Bosco. A perita \u00e9 citada em a\u00e7\u00e3o de 1999 do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), que pede responsabiliza\u00e7\u00e3o das pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas que contribu\u00edram diretamente para que essas ossadas permanecessem sem identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Por conta dessa a\u00e7\u00e3o, a Secretaria da Seguran\u00e7a P\u00fablica do Estado passou a ter responsabilidade pela continuidade dos trabalhos de identifica\u00e7\u00e3o, tendo sido designado para o trabalho Daniel Mu\u00f1oz, legista do IML e professor da USP, mas nenhum relat\u00f3rio conclusivo havia sido feito.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Alesp \u2013 www.al.sp.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O antrop\u00f3logo Luis Fondebrider, presidente da Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7429,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7430"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7430"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7430\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7429"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}