{"id":7472,"date":"2014-08-08T21:34:35","date_gmt":"2014-08-08T21:34:35","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/08\/08\/neto-sequestrado-na-ditadura-argentina-fala-da-emocao-de-encontrar-avo\/"},"modified":"2014-08-08T21:34:35","modified_gmt":"2014-08-08T21:34:35","slug":"neto-sequestrado-na-ditadura-argentina-fala-da-emocao-de-encontrar-avo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/08\/08\/neto-sequestrado-na-ditadura-argentina-fala-da-emocao-de-encontrar-avo\/","title":{"rendered":"Neto sequestrado na ditadura argentina fala da emo\u00e7\u00e3o de encontrar av\u00f3"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Com tr\u00eas palavras publicadas nesta quarta-feira (7) em sua p\u00e1gina no Facebook, o m\u00fasico e compositor argentino Ignacio Hurb\u00e1n resumiu a descoberta de sua verdadeira identidade e o primeiro encontro com a av\u00f3, Estela Carlotto, presidenta da organiza\u00e7\u00e3o Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio. &#8220;Abra\u00e7o. Imensamente feliz&#8221;, escreveu Hurb\u00e1n ao comentar o primeiro encontro com a av\u00f3, que descobriu nesta semana que seu 14\u00ba neto estava vivo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7471\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/argentina65361.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>O m\u00fasico e compositor argentino Ignacio Hurb\u00e1n resumiu a descoberta de sua verdadeira identidade e o primeiro encontro com a av\u00f3, Estela Carlotto, presidenta da organiza\u00e7\u00e3o Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio.  <!--more-->  <\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A organiza\u00e7\u00e3o que Estela comanda \u00e9 integrada por mulheres de mais de 70 anos e funciona como uma verdadeira ag\u00eancia de detetives: elas buscam as 500 crian\u00e7as desaparecidas na ditadura argentina (1976-1983), muitas delas nascidas em cativeiro, que hoje s\u00e3o homens e mulheres de meia-idade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 agora, as av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio encontraram 114 netos \u2013 o \u00faltimo deles, Guido Montoya Carlotto \u2013 filho de Laura Carlotto e Walmir Montoya, dois integrantes do grupo guerrilheiro Montoneros, assassinados na ditadura. Laura, filha de Estela, estava gr\u00e1vida quando foi sequestrada, torturada e morta. O corpo dela foi entregue \u00e0 fam\u00edlia (caso raro, na Argentina da \u00e9poca, em que 30 mil opositores ao regime desapareceram sem deixar rastro). No entanto, o filho de Laura, que nasceu enquanto ela estava presa, sumiu.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Com o retorno da democracia, as av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio criaram um banco de sangue, com amostras gen\u00e9ticas de todos os parentes dos desaparecidos da ditadura, para que busca tivesse continuidade depois da morte delas. Ignacio Hurb\u00e1n, como muitos outros filhos de desaparecidos, come\u00e7ou a duvidar de suas origens e submeteu-se a um exame de DNA. Descobriu que, na verdade, era Guido e que suas duas av\u00f3s estavam vivas: Estela Carlotto, de 83 anos, em Buenos Aires, e Hortensia Montoya, de 91 anos, em Santa Cruz, no extremo sul da Patag\u00f4nia argentina.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Quarta-feira (6), um dia ap\u00f3s ter descoberto que seu d\u00e9cimo quarto neto estava vivo, Estela e seus tr\u00eas filhos se encontraram com ele. Na v\u00e9spera, ela tinha dito que sempre teve esperan\u00e7a de poder \u201cabra\u00e7\u00e1-lo antes de morrer\u201d. Estela esperou 36 anos, mas o abra\u00e7o finalmente aconteceu. Come\u00e7a agora um longo processo, em que Ignacio, com a ajuda de psic\u00f3logos da organiza\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 que assumir a nova identidade e reescrever sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Estela Carlotto pediu \u00e0 imprensa que respeite a privacidade de Ignacio \u2013 normalmente, a identidade dos netos descobertos \u00e9 mantida em segredo, at\u00e9 que eles se sintam prontos para torn\u00e1-la p\u00fablica ou em casos em que s\u00e3o obrigados a prestar depoimento na Justi\u00e7a. Pela legisla\u00e7\u00e3o argentina, o desaparecimento de pessoas e o sequestro de crian\u00e7as na ditadura s\u00e3o crimes que n\u00e3o prescrevem. Se os pais adotivos participaram direta ou indiretamente do ocultamento da verdadeira identidade das crian\u00e7as sequestradas ou sabiam que eram filhos de desaparecidos s\u00e3o considerados \u201capropriadores\u201d e processados.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por essa mesma raz\u00e3o, muitos filhos de desaparecidos, com medo de ser respons\u00e1veis pela puni\u00e7\u00e3o da \u00fanica fam\u00edlia que conheceram, temem fazer o teste de DNA ou esperam a morte dos pais adotivos para faz\u00ea-lo. No caso de Ignacio, os \u201capropriadores\u201d morreram e ele foi entregue a outro casal, que trabalhava em uma fazenda. Estela Carlotto pediu \u00e0 Justi\u00e7a que espere um tempo, antes de convocar o neto dela para depor, como costuma fazer em muitos casos, para dar \u00e0 pessoa o tempo necess\u00e1rio para assimilar a nova realidade.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com tr\u00eas palavras publicadas nesta quarta-feira (7) em sua p\u00e1gina no Facebook, o m\u00fasico e compositor argentino Ignacio Hurb\u00e1n resumiu a descoberta de sua verdadeira identidade e o primeiro encontro com a av\u00f3, Estela Carlotto, presidenta da organiza\u00e7\u00e3o Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio. &#8220;Abra\u00e7o. 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