{"id":7486,"date":"2014-08-12T11:03:16","date_gmt":"2014-08-12T11:03:16","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/08\/12\/legista-comprova-que-engenheiro-foi-torturado-e-morto-pela-ditadura\/"},"modified":"2014-08-12T11:03:16","modified_gmt":"2014-08-12T11:03:16","slug":"legista-comprova-que-engenheiro-foi-torturado-e-morto-pela-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/08\/12\/legista-comprova-que-engenheiro-foi-torturado-e-morto-pela-ditadura\/","title":{"rendered":"Legista comprova que engenheiro foi torturado e morto pela ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade do Rio apresentou na manh\u00e3 desta segunda-feira (11) documentos que comprovam que o engenheiro Raul Amaro Nin Ferreira foi torturado e morto dentro das depend\u00eancias do HCE (Hospital Central do Ex\u00e9rcito), no Rio, em 12 de agosto de 1971.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7485\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/13340132.jpeg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Documentos anteriores, muitos obtidos pela fam\u00edlia de Raul Amaro, j\u00e1 indicavam que ele fora torturado e morto no estabelecimento. Mas uma an\u00e1lise pericial realizada \u00e0 pedido da comiss\u00e3o pelo m\u00e9dico-legista Nelson Massini comprova que o engenheiro foi torturado no per\u00edodo em que foi mantido sob a tutela dos militares dentro do Hospital do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Massini, que participou da audi\u00eancia desta segunda, afirmou que o militante foi torturado ao menos duas vezes durante a semana que permaneceu no HCE. O legista comparou as informa\u00e7\u00f5es do laudo de entrada de Raul Amaro no hospital com o laudo cadav\u00e9rico. A partir das caracter\u00edsticas das les\u00f5es, especialmente a colora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Massini disse que se pode afirmar com seguran\u00e7a de que a morte sob tortura se deu dentro do hospital. &#8220;Houve agress\u00e3o logo que ele foi preso. Depois, entre os dias 6 e 7, j\u00e1 dentro do hospital. E no \u00faltimo \u00faltimo, quando ele foi interrogado e morto naquele mesmo dia&#8221;, afirmou Massini.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A m\u00e3e de Raul Amaro, Mariana Lanari Ferreira, ingressou na Justi\u00e7a para pedir a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos culpados pela morte do filho ainda em 1979, em um processo que foi julgado definitivamente apenas em 1994, com o reconhecimento de que o militante fora morto sob tortura.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A partir da\u00ed, familiares seguiram investigando os fatos que se deram com o engenheiro entre 1\u00ba de agosto de 1971, quando ele foi preso em uma opera\u00e7\u00e3o em Laranjeiras, na zona sul do Rio, e a morte no dia 12.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um documento localizado pela fam\u00edlia no Arquivo P\u00fablico do Rio no fim do ano passado comprovava que ele fora interrogado na unidade de sa\u00fade um dia antes de morrer. O levantamento nos arquivos foi produzido pelo arquiteto Felipe Nin, 27 anos, e o advogado Raul Nin, 31 anos, com apoio de Marcelo Zelic, do Tortura Nunca Mais. Eles reuniram mais de 300 p\u00e1ginas de documentos p\u00fablicos que detalham os 12 dias em que o engenheiro ficou sob poder dos \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Logo ap\u00f3s sua morte, Raul Amaro foi apontado pelo SNI (Servi\u00e7o Nacional de Informa\u00e7\u00f5es) como membro do comando nacional do MR-8, grupo que participou da luta armada contra a ditadura. A fam\u00edlia diz que ele apenas fazia parte da rede de apoio do grupo, guardando materiais e financiando algumas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>QUEM \u00c9<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Raul Amaro Nin Ferreira, engenheiro<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>TORTURA NO DOI-CODI<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Apontando pelo SNI como membro do MR-8, organiza\u00e7\u00e3o que participou da luta armada conta a ditadura, foi torturado no Doi-Codi no Rio, como revelou um ex-soldado, no come\u00e7o da d\u00e9cada de 80<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>INTERNA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Levado ao Hospital Central do Ex\u00e9rcito, ele voltou a ser interrogado, no pr\u00f3prio hospital, ap\u00f3s ficar uma semana internado. Ele morreu horas ap\u00f3s ser interrogado outra vez. Prontu\u00e1rio de entrada de Raul no hospital aponta menos (e diferentes) les\u00f5es do que o prontu\u00e1rio feito logo ap\u00f3s sua morte.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>DOCUMENTOS<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 a compara\u00e7\u00e3o entre os laudos, promovida pelo m\u00e9dico-legista Nelson Massini, o principal documento obtido pela fam\u00edlia era um of\u00edcio do Comando do 1\u00b0 Ex\u00e9rcito, comandado pelo general Sylvio Frota, \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do HCE, solicitando autoriza\u00e7\u00e3o da entrada de dois agentes do Dops para interrogarem Raul Amaro.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; FolhaPress<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Estadual da Verdade do Rio apresentou na manh\u00e3 desta segunda-feira (11) documentos que comprovam que o engenheiro Raul Amaro Nin Ferreira foi torturado e morto dentro das depend\u00eancias do HCE (Hospital Central do Ex\u00e9rcito), no Rio, em 12 de agosto de 1971.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7485,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7486"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7486"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7486\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7485"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}