{"id":7544,"date":"2014-08-29T01:41:48","date_gmt":"2014-08-29T01:41:48","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/08\/29\/escolas-podem-abordar-violacao-de-direitos-humanos-na-ditadura\/"},"modified":"2014-08-29T01:41:48","modified_gmt":"2014-08-29T01:41:48","slug":"escolas-podem-abordar-violacao-de-direitos-humanos-na-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/08\/29\/escolas-podem-abordar-violacao-de-direitos-humanos-na-ditadura\/","title":{"rendered":"Escolas podem abordar viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos na ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A C\u00e2mara dos Deputados analisa o projeto de lei que inclui no curr\u00edculo das escolas brasileiras o tema &#8220;a ditadura militar no Brasil e a viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos&#8221;. A proposta, do deputado Renato Sim\u00f5es (PT-SP), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional. Segundo o projeto, a medida valer\u00e1 para escolas p\u00fablicas e privadas dos ensinos fundamental, m\u00e9dio e da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de jovens e adultos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7543\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/escolas66647.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>\u201cComparativamente com outros pa\u00edses latino-americanos, o Brasil chega tarde nessas iniciativas\u201d, afirma o professor de Hist\u00f3ria Jos\u00e9 Ot\u00e1vio Nogueira.  <!--more-->  <\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para o deputado, as escolas devem tratar de quest\u00f5es como a tortura, as pris\u00f5es arbitr\u00e1rias, as mortes, os desaparecimentos e a censura, entre outras viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos ocorridas durante os chamados \u201canos de chumbo\u201d. Al\u00e9m disso, as escolas dever\u00e3o abordar o legado autorit\u00e1rio da ditadura para o Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na vis\u00e3o de Renato Sim\u00f5es, a hist\u00f3ria da ditadura ainda hoje \u00e9 contada nas escolas sob o vi\u00e9s da hist\u00f3ria oficial constru\u00edda durante o regime militar (1964-1985). \u201cA sociedade brasileira est\u00e1 fazendo um acerto de contas com o seu passado, atrav\u00e9s das comiss\u00f5es da verdade, que v\u00eam recontando a hist\u00f3ria verdadeira daquele per\u00edodo da ditadura militar. Isso precisa ser assegurado \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es pelo processo educacional\u201d, afirma o deputado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO projeto permitir\u00e1 que a juventude de hoje e as pessoas que vir\u00e3o depois nos bancos escolares j\u00e1 se incorporem a essa revis\u00e3o na hist\u00f3ria do Brasil\u201d, diz Sim\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Iara Iavelberg<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Se aprovado, o projeto vai dar origem \u00e0 Lei Iara Iavelberg. Militante e guerrilheira, Iara integrou a luta armada contra a ditadura militar e foi assassinada por agentes de seguran\u00e7a em 1971, mas foi enterrada como suicida.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para Renato Sim\u00f5es, a hist\u00f3ria de Iara \u00e9 um exemplo de fatos que precisam ser revistos e recontados, inclusive nas escolas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O professor do Departamento de Hist\u00f3ria da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Jos\u00e9 Ot\u00e1vio Nogueira, explica que apenas recentemente o Brasil come\u00e7ou a rever o seu processo de \u201capagamento da mem\u00f3ria\u201d do regime militar.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Nogueira, que \u00e9 coordenador de pesquisa da Comiss\u00e3o An\u00edsio Teixeira de Mem\u00f3ria e Verdade da UnB, acredita que o projeto pode ajudar nesse sentido. \u201cComparativamente com outros pa\u00edses latino-americanos, o Brasil chega tarde nessas iniciativas\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ele lembra que a Argentina j\u00e1 modificou os seus curr\u00edculos escolares e que o Paraguai recentemente criou disciplinas obrigat\u00f3rias no ensino p\u00fablico para refletir sobre o passado autorit\u00e1rio e as viola\u00e7\u00f5es aos direitos humanos cometidas naquele pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEssa iniciativa (no caso brasileiro) se insere numa s\u00e9rie de outras que visa tornar p\u00fablico o que aconteceu no Brasil nos 20 anos de ditadura militar\u201d, diz Jos\u00e9 Ot\u00e1vio Nogueira.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Fonte &#8211; Ag\u00eancia C\u00e2mara<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara dos Deputados analisa o projeto de lei que inclui no curr\u00edculo das escolas brasileiras o tema &#8220;a ditadura militar no Brasil e a viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos&#8221;. 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