{"id":7566,"date":"2014-09-03T20:11:07","date_gmt":"2014-09-03T20:11:07","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/09\/03\/pecas-sobre-ditadura-invadem-santos\/"},"modified":"2014-09-03T20:11:07","modified_gmt":"2014-09-03T20:11:07","slug":"pecas-sobre-ditadura-invadem-santos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/09\/03\/pecas-sobre-ditadura-invadem-santos\/","title":{"rendered":"Pe\u00e7as sobre ditadura invadem Santos"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Principalmente pelo idioma, \u00e0s vezes tem-se a impress\u00e3o de que o Brasil fica \u00e0 parte da Am\u00e9rica Latina. Apesar de o Pa\u00eds ser rodeado por vizinhos hisp\u00e2nicos, existe um certo distanciamento de suas culturas, o que se amplia com a enxurrada de refer\u00eancias vindas dos Estados Unidos e da Europa. A ideia do Mirada &#8211; Festival Ibero-americano de Artes C\u00eanicas de Santos \u00e9 fazer esta aproxima\u00e7\u00e3o. Bienal, o evento abre, nesta quinta-feira, 4, sua terceira edi\u00e7\u00e3o, com 40 espet\u00e1culos de companhias de 12 pa\u00edses.   <!--more-->  <\/p>\n<p> A mostra vem mantendo sua dimens\u00e3o desde o ano de estreia, em 2010. Agora, tem um crescimento modesto: passa a ocupar dois novos espa\u00e7os de Santos (a Casa Rosada e a Cidade de Containers Emiss\u00e1rio Submarino) e d\u00e1 mais espa\u00e7o para dois espet\u00e1culos. &#8220;13 Sonhos, do colombiano Teatro Odeon, \u00e9 uma ocupa\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o assistente da Ger\u00eancia de A\u00e7\u00e3o Cultural do Sesc SP, S\u00e9rgio Lu\u00eds Oliveira. <\/p>\n<p> &#8220;Teremos oito apresenta\u00e7\u00f5es com cenografia especialmente preparada para o estacionamento da unidade do Sesc em Santos.&#8221; Ele explica que o cen\u00e1rio tamb\u00e9m funcionar\u00e1 como uma exposi\u00e7\u00e3o, ficando aberto \u00e0 visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica nos momentos em que a pe\u00e7a n\u00e3o \u00e9 apresentada. <\/p>\n<p> O espet\u00e1culo infantil Ilha do Tesouro, da paulista Kompanhia do Centro da Terra, ter\u00e1 seis apresenta\u00e7\u00f5es na Fortaleza da Barra Grande, no Guaruj\u00e1. A encena\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m transforma o local, convidando os espectadores para uma ca\u00e7a ao tesouro que come\u00e7a em um p\u00eder e termina no outro lado do canal.<\/p>\n<p> A curadoria segue com o mesmo olhar. Al\u00e9m de focar nas obras ibero-americanas, com pesquisas em diversos festivais internacionais, h\u00e1 o cuidado de inserir o Mirada em um contexto que n\u00e3o o deixe experimental, nem tradicional. &#8220;\u00c9 um conjunto de obras muito pr\u00f3ximo do que chamamos de teatro contempor\u00e2neo&#8221;, informa Oliveira. &#8220;S\u00e3o montagens que, de alguma forma, se descolaram da tradi\u00e7\u00e3o, trazendo as mais novas tend\u00eancias do teatro.&#8221; A efem\u00e9ride do cinquenten\u00e1rio da ditadura no Brasil tamb\u00e9m fez com que a curadoria se concentrasse em espet\u00e1culos que tivessem esta tem\u00e1tica ou mostrassem as consequ\u00eancias atuais. Neste caso, fica mais n\u00edtida a semelhan\u00e7a entre o Brasil e os pa\u00edses vizinhos, que tamb\u00e9m tiveram seus regimes ditatoriais.<\/p>\n<p> Tr\u00eas dos espet\u00e1culos nacionais abordam o assunto. Walmor y Cacilda 64 &#8211; Robogolpe, do Teatro Oficina, rev\u00ea o peso da ditadura sobre o teatro, mesclando a \u00e9poca com a vida da atriz Cacilda Becker. O Mirada \u00e9, tamb\u00e9m, uma boa oportunidade para ver Puzzle A, que segue essa t\u00f4nica. Parte de uma trilogia (que inclui Puzzle B e Puzzle C), a pe\u00e7a foi criada por Felipe Hirsch para ser apresentada na programa\u00e7\u00e3o paralela da Feira do Livro de Frankfurt, em outubro de 2013. Depois disso, fez curta temporada em S\u00e3o Paulo. Com vi\u00e9s mais atual, a montagem traz \u00e0 tona as manifesta\u00e7\u00f5es e a pot\u00eancia das redes sociais. Por fim, Nuestra Senhora de las Nuvens, pr\u00e9-estreia do grupo potiguar Clowns de Shakespeare, conversa bem com a ideia do Mirada. O espet\u00e1culo surge da necessidade de o grupo entender as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre o Brasil e os pa\u00edses hisp\u00e2nicos. O Clowns decidiu, ent\u00e3o, adaptar a obra de Aristides Vargas, autor que fugiu para o Equador por causa da ditadura argentina. No enredo, o elenco trata das diferentes formas de ex\u00edlio.<\/p>\n<p> Pa\u00eds homenageado desta edi\u00e7\u00e3o, o Chile tem sete pe\u00e7as no evento. O teor pol\u00edtico aparece em La Imaginaci\u00f3n del Futuro, da Compa\u00f1\u00eda La Resentida &#8211; que recria os \u00faltimos dias de Salvador Allende-, e em El H\u00fasar de la Muerte, do Colectivo La Pato Gallina -, que d\u00e1 tom tragic\u00f4mico \u00e0 hist\u00f3ria da independ\u00eancia chilena.<\/p>\n<p> Al\u00e9m de Nuestra Senhora&#8230;, h\u00e1 duas outras estreias na programa\u00e7\u00e3o do Mirada. Com dire\u00e7\u00e3o de Claudia Schapira e Georgette Faddel, a Companhia S\u00e3o Jorge de Variedades mostra sua vers\u00e3o para Fausto, de Goethe. O espet\u00e1culo, que marca os 15 anos do grupo, usa coros para contar a hist\u00f3ria do homem que vende a alma ao dem\u00f4nio para conseguir mais conhecimento. Woyzeck, outro cl\u00e1ssico alem\u00e3o, ganha vers\u00e3o da cia paulista pH2: estado de teatro com a estreia de Stereo Franz. A trama mostra a rela\u00e7\u00e3o do protagonista Franz com o seu m\u00e9dico, que o escuta apenas por interm\u00e9dio da m\u00fasica, em uma dif\u00edcil comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte: Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Principalmente pelo idioma, \u00e0s vezes tem-se a impress\u00e3o de que o Brasil fica \u00e0 parte da Am\u00e9rica Latina. Apesar de o Pa\u00eds ser rodeado por vizinhos hisp\u00e2nicos, existe um certo distanciamento de suas culturas, o que se amplia com a enxurrada de refer\u00eancias vindas dos Estados Unidos e da Europa. 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