{"id":7591,"date":"2014-09-11T01:04:30","date_gmt":"2014-09-11T01:04:30","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/09\/11\/comissao-da-verdade-documentos-contradizem-alibi-de-ex-comandante-do-doi-codi\/"},"modified":"2014-09-11T01:04:30","modified_gmt":"2014-09-11T01:04:30","slug":"comissao-da-verdade-documentos-contradizem-alibi-de-ex-comandante-do-doi-codi","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/09\/11\/comissao-da-verdade-documentos-contradizem-alibi-de-ex-comandante-do-doi-codi\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade: documentos contradizem \u00e1libi de ex-comandante do DOI-Codi"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Comandante do Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi) do Rio de Janeiro na \u00e9poca em que o ex-deputado Rubens Paiva foi torturado e morto, o general Ant\u00f4nio Nogueira Belham pode ter seu \u00e1libi desmentido, caso se confirmem informa\u00e7\u00f5es contidas em um documento apresentado ontem (9) pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV).<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"line-height: 15.8079996109009px; text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_pequena\/public\/fotos\/929154-cnv_5687.jpg?itok=bQPb_bcL\" border=\"0\" width=\"277\" height=\"160\" \/><\/p>\n<address style=\"line-height: 15.8079996109009px; text-align: justify;\" \/>CNV viu &#8220;inconsist\u00eancias&#8221; no depoimento de Carlos Orlando,\u00a0 que\u00a0 fez\u00a0 o\u00a0 servi\u00e7o\u00a0 militar obrigat\u00f3rio em 1972 no Araguaia \u00a0 Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil  <!--more-->  <\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"> Conforme a folha de altera\u00e7\u00f5es do militar, ele teria recebido di\u00e1rias para trabalhar, mesmo estando de f\u00e9rias \u2013 argumento que sempre usou como \u00e1libi para dizer que n\u00e3o estava de servi\u00e7o no per\u00edodo em que Paiva foi preso. De acordo com a comiss\u00e3o, o deputado morreu entre os dias 19 e 20 de janeiro de 1971.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A folha de altera\u00e7\u00f5es traz os registros da trajet\u00f3ria funcional de Belham. Dela consta que, apesar das f\u00e9rias iniciadas no dia 18, o militar foi deslocado, \u201cem car\u00e1ter sigiloso\u201d, entre os dias 17 de janeiro e 13 de fevereiro, tendo recebido di\u00e1rias inclusive no dia 20. Segundo o coordenador da comiss\u00e3o, Pedro Dallari, no depoimento que prestou hoje (9) de manh\u00e3, o militar n\u00e3o soube explicar por que recebeu di\u00e1rias durante as f\u00e9rias.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO general Belham n\u00e3o conseguiu refutar de maneira consistente os documentos que, de posse da comiss\u00e3o, indicam que ele estava presente no DOI-Codi quando o parlamentar foi assassinado. E mais do que isso: que ele teve acesso e manipulou cadernetas apreendidas durante a pris\u00e3o de Rubens Paiva\u201d, disse Dallari.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com o coordenador da CNV, tudo leva a crer que Belham n\u00e3o s\u00f3 era comandante, como tamb\u00e9m esteve presente no momento em que Rubens Paiva foi morto. \u201cEssa \u00e9 a convic\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o, que deu a ele oportunidade de contestar as informa\u00e7\u00f5es\u201d, disse Dallari. Ele ressaltou, no entanto, que isso n\u00e3o prova qualquer participa\u00e7\u00e3o direta do militar nos atos de\u00a0 tortura cometidos contra o parlamentar.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cSalvo algumas poucas palavras, Belham optou pelo sil\u00eancio durante o depoimento, o que n\u00e3o nos deu outra alternativa, que n\u00e3o manter a vers\u00e3o que temos at\u00e9 agora. Em diversos momentos, Belham recusou-se a responder a nossas perguntas. Sobre a folha de altera\u00e7\u00f5es, ele apenas disse que as informa\u00e7\u00f5es apresentadas no documento estavam incorretas. Em outros momentos, para se esquivar das perguntas, respondeu que nada tinha a declarar\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Outro a depor hoje foi Carlos Orlando Fonseca de Souza. Na \u00e9poca, 1972, Souza era soldado que prestava servi\u00e7o militar obrigat\u00f3rio no Araguaia, regi\u00e3o onde ocorreram diversos conflitos entre militares e guerrilheiros. Atualmente, ele \u00e9 advogado da Uni\u00e3o aposentado e professor da Universidade Federal do Par\u00e1. Ele foi convocado para apresentar sua vers\u00e3o sobre a morte da ex-guerrilheira Elenira Rezende, cujo codinome era F\u00e1tima.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com Dallari, alguns dos relatos feitos por Souza apresentaram inconsist\u00eancias. \u201cPareceu estranha a alega\u00e7\u00e3o de que teria havido troca de tiros por tr\u00eas dias consecutivos, em um cerco da guerrilha ao comando militar. Isso n\u00e3o se coaduna com as informa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o dispon\u00edveis sobre o que houve na Guerrilha do Araguaia\u201d, disse Pedro Dallari.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEle [Souza] sustentou uma vers\u00e3o diferente das que constam at\u00e9 agora dos registros, segundo os quais Elenira foi torturada depois de ter sido atingida. Essa \u00e9 a vers\u00e3o revelada por testemunhas. Na vers\u00e3o dele, ela teria sido morta em combate, ao qual n\u00e3o sobreviveu. Portanto, n\u00e3o poderia ter sido torturada. Agora, a comiss\u00e3o ter\u00e1 de analisar essas diferentes vers\u00f5es, para identificar qual \u00e9 a que tem maior consist\u00eancia\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo Dallari, a Guerrilha do Araguaia foi a que gerou maior n\u00famero de desaparecidos. \u201cS\u00e3o 70 pessoas sobre as quais n\u00e3o se sabe onde est\u00e3o os corpos.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sem entrar em detalhes, Dallari informou que, em outra frente de investiga\u00e7\u00e3o da CNV, representantes de empresas nacionais e estrangeiras acusadas de ter colaborado com a ditadura militar dever\u00e3o ser interrogados. \u201cEm um primeiro momento, queremos apenas informa\u00e7\u00f5es sobre supostas espionagens feitas [tendo como foco seus trabalhadores, \u00e0 \u00e9poca]\u201d, explicou.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comandante do Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi) do Rio de Janeiro na \u00e9poca em que o ex-deputado Rubens Paiva foi torturado e morto, o general Ant\u00f4nio Nogueira Belham pode ter seu \u00e1libi desmentido, caso se confirmem informa\u00e7\u00f5es contidas em um documento apresentado ontem (9) pela Comiss\u00e3o Nacional [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7591"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7591"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7591\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7591"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7591"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7591"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}