{"id":7608,"date":"2014-09-15T01:10:20","date_gmt":"2014-09-15T01:10:20","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/09\/15\/para-filha-de-jk-morte-de-juscelino-sempre-foi-um-acidente\/"},"modified":"2014-09-15T01:10:20","modified_gmt":"2014-09-15T01:10:20","slug":"para-filha-de-jk-morte-de-juscelino-sempre-foi-um-acidente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/09\/15\/para-filha-de-jk-morte-de-juscelino-sempre-foi-um-acidente\/","title":{"rendered":"Para filha de JK, morte de Juscelino sempre foi um acidente"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Maristela Kubitschek diz que n\u00e3o concordou com a investiga\u00e7\u00e3o das causas da morte de seu pai pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, e que o povo brasileiro n\u00e3o teria coragem de matar um l\u00edder t\u00e3o carism\u00e1tico e que amava tanto<\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>  <!--more-->  <\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><\/address>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Dia 22 de agosto de 1976, faltavam cinco minutos para as seis da tarde. Na agitada via Dutra, que liga a cidade de S\u00e3o Paulo ao Rio de Janeiro, o Opala de placa NW-9326 \u00e9 atingido na traseira por um \u00f4nibus de turismo, e, desgovernado, invade a contram\u00e3o e bate em cheio na dianteira do caminh\u00e3o Scania placa ZR-0398. Os dois passageiros do ve\u00edculo de passeio morrem na hora: o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira \u2013 que estava prestes a completar 74 anos \u2013 e seu motorista, Geraldo Ribeiro. Desse momento at\u00e9 o m\u00eas de abril de 2014, o Brasil viveu por quase 38 anos com uma incerteza: JK sofrera um acidente ou havia sido v\u00edtima de um atentado cometido pelo regime militar que governava o pa\u00eds?<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio deste ano, a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade \u2013 criada pela Lei 12528, de 2011, e que tem por finalidade apurar viola\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos ocorridas entre 18 de setembro de 1946 e 5 de outubro de 1988 \u2013 anunciou o relat\u00f3rio sobre a investiga\u00e7\u00e3o das causas da morte de JK. &#8220;O ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira e seu motorista Geraldo Ribeiro morreram em decorr\u00eancia de les\u00f5es contundentes sofridas quando da colis\u00e3o frontal. N\u00e3o h\u00e1 nos documentos, laudos e fotografias trazidos para a presente an\u00e1lise qualquer elemento material que, sequer, sugira que o ex-presidente e seu motorista tenham sido assassinados, v\u00edtimas de homic\u00eddio doloso. O conjunto de vest\u00edgios materiais indicam que eles morreram em virtude de um acidente de tr\u00e2nsito&#8221;, diz o laudo divulgado pela comiss\u00e3o no dia 22 de abril.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Um ponto que deixava a teoria de assassinato mais cr\u00edvel foi a descoberta de um fragmento met\u00e1lico no cr\u00e2nio do motorista de JK, na \u00e9poca em que foi realizada a exuma\u00e7\u00e3o de seu corpo, em 1996. A Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, por\u00e9m, enviou o material para a per\u00edcia da pol\u00edcia federal, que concluiu se tratar de um cravo usado para sustentar a tampa do caix\u00e3o de Geraldo Ribeiro. Coincid\u00eancias tamb\u00e9m ajudaram a culpar a ditadura militar, j\u00e1 que entre os anos de 1976 e 1977, tr\u00eas grandes nomes da pol\u00edtica brasileira morreram de forma s\u00fabita: Kubitschek, no acidente de carro; Jo\u00e3o Goulart, que teria sofrido um infarto; e Carlos Lacerda, que fora internado com pneumonia.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">&#8220;Eu acredito nos des\u00edgnios de Deus, e segundo as condi\u00e7\u00f5es do acidente em que papai morreu, seria quase imposs\u00edvel ser um atentado. Nem James Bond conseguiria fazer algo t\u00e3o exato. Al\u00e9m disso, na \u00e9poca de sua morte, n\u00e3o havia mais o clima de persegui\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Ao contr\u00e1rio, ele poderia at\u00e9 ajudar na redemocratiza\u00e7\u00e3o do Brasil, de forma pac\u00edfica&#8221;, diz a arquiteta Maristela Kubitschek, filha de Juscelino. Para ela, o povo brasileiro poderia fazer de tudo, menos assassinar o presidente que tanto amava. &#8220;O impacto da morte de papai foi muito grande, e as pessoas preferiam acreditar no ato de viol\u00eancia contra ele, do que em acidente. N\u00e3o queriam pensar que estivesse morto&#8221;, conclui.<\/span><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"> Em 2013, a Comiss\u00e3o da Verdade de S\u00e3o Paulo chegou a analisar o mesmo caso, e o parecer foi acompanhado de 90 provas materiais para afirmar que o acidente, na verdade, teria sido proposital, ou seja, um atentado. O presidente da comiss\u00e3o, o vereador Gilberto Natalini (PV), lembrou que muitos passageiros do \u00f4nibus de turismo disseram, na \u00e9poca da morte de JK, que n\u00e3o sentiram a colis\u00e3o com o Opala.<\/p>\n<p> Independente de quem est\u00e1 com a raz\u00e3o, Maristela Kubitschek diz ter sido contra a investiga\u00e7\u00e3o do caso pelas comiss\u00f5es. &#8220;Ainda durante o regime militar, foi feita uma an\u00e1lise do acidente, com o mesmo resultado. N\u00e3o cheguei a ver os pareceres da Comiss\u00e3o da Verdade de S\u00e3o Paulo e da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade. Mas recebi um telefonema com o resultado da investiga\u00e7\u00e3o, antes de ser divulgado. Disseram que papai realmente havia morrido devido a um acidente. Isso \u00e9 o que eu sempre soube&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Correio Web<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Maristela Kubitschek diz que n\u00e3o concordou com a investiga\u00e7\u00e3o das causas da morte de seu pai pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, e que o povo brasileiro n\u00e3o teria coragem de matar um l\u00edder t\u00e3o carism\u00e1tico e que amava tanto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7608"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7608"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7608\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7608"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7608"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7608"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}