{"id":7638,"date":"2014-09-23T13:29:03","date_gmt":"2014-09-23T13:29:03","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/09\/23\/qditadura-nao-tem-um-lado-bomq-diz-sergio-britto-apresentador-da-tv-brasil\/"},"modified":"2014-09-23T13:29:03","modified_gmt":"2014-09-23T13:29:03","slug":"qditadura-nao-tem-um-lado-bomq-diz-sergio-britto-apresentador-da-tv-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/09\/23\/qditadura-nao-tem-um-lado-bomq-diz-sergio-britto-apresentador-da-tv-brasil\/","title":{"rendered":"&#8220;Ditadura n\u00e3o tem um lado bom&#8221;, diz S\u00e9rgio Britto, apresentador da TV Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No \u00faltimo dia 10 de setembro, a TV Brasil estreou a miniss\u00e9rie especial em sete epis\u00f3dios \u201cEx\u00edlio e Can\u00e7\u00f5es\u201d, sobre a m\u00fasica, cultura e hist\u00f3rias dos brasileiros que foram for\u00e7ados pela ditadura militar a viver fora do Pa\u00eds. A atra\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentada pelo m\u00fasico S\u00e9rgio Britto, da banda de rock Tit\u00e3s.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7637\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Sem%20Ttulo1.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>S\u00e9rgio Britto, do Tit\u00e3s, atua pela primeira vez como apresentador de TV  <!--more-->  <\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A ideia surgiu da parceria entre Britto e o cineasta Ot\u00e1vio Juliano, que dirigiu os videoclipes das m\u00fasicas \u201cPurabossanova\u201d, com participa\u00e7\u00e3o de Rita Lee, e \u201cAqui Neste Lugar\u201d, com Negra Li. O cantor \u00e9 filho de Almino Affonso, primeiro ministro do Trabalho do governo Jo\u00e3o Goulart, com quem viveu exilado no Chile por oito anos ap\u00f3s o golpe militar no Brasil, de 1965 a 1973.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEle tinha me contado dessa experi\u00eancia no ex\u00edlio e como isso influenciou a m\u00fasica dele, do rock chileno e das m\u00fasicas de protesto latinas\u201d, lembra o diretor Ot\u00e1vio Juliano. \u201cCome\u00e7amos a pensar nos outros artistas que tamb\u00e9m passaram por essa experi\u00eancia e trouxeram essa outra cultura para a arte deles depois, n\u00e3o s\u00f3 na \u00e9poca do ex\u00edlio.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O programa recebe, semanalmente, artistas de diferentes g\u00eaneros para falar sobre os tempos de ditadura e a influ\u00eancia musical e cultural da \u00e9poca. Al\u00e9m do pr\u00f3prio pai, Britto recebeu tamb\u00e9m o core\u00f3grafo e bailarino Ciro Barcelos, a documentarista Marta Nehring, a escritoras Ana Maria Machado, a jornalista Rosiska Darcy de Oliveira e o autor e diretor de teatro Jos\u00e9 Celso Martinez Corr\u00eaa.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 uma experi\u00eancia nova para mim\u201d, diz o m\u00fasico sobre a fun\u00e7\u00e3o de apresentador e entrevistador na TV. \u201cDe cara, achei um pouco estranho. N\u00e3o estava nos meus planos. [risos] Mas s\u00e3o duas coisas que fazem parte do meu universo, com as quais tenho intimidade, tanto essa hist\u00f3ria do ex\u00edlio quanto can\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, resolvi topar e fico muito feliz de ter aceitado. Ficou melhor do que eu imaginava\u201d, conta.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Reviver os tempos de ditadura e ex\u00edlio com seu pai n\u00e3o foram um problema, revela Britto: a lembran\u00e7a, ele diz, nunca vai embora. \u201cLembrar \u00e9 uma coisa que a gente fez e faz constantemente. Foi um per\u00edodo importante na nossa vida. Na minha fam\u00edlia, quando a gente se encontra, essas coisas v\u00eam \u00e0 tona. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 algo que eu tenha deixado no passado. \u00c9 algo que faz parte da minha vida, e acho que \u00e9 assim para todos os que passaram por uma experi\u00eancia marcante assim.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO programa vai muito por esse lado da m\u00fasica e da cultura. \u00c9 muito clara a liga\u00e7\u00e3o dos exilados com a m\u00fasica, que fazia com que eles pensassem no Brasil, tivessem essa saudade e vissem o que estava acontecendo aqui\u201d, acrescenta Ot\u00e1vio. Segundo o diretor, \u00e9 fundamental fazer esse resgate da import\u00e2ncia da m\u00fasica no cen\u00e1rio social e pol\u00edtico brasileiro, especialmente para as novas gera\u00e7\u00f5es, que se acostumaram ao conte\u00fado \u201cenlatado\u201d da televis\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Os epis\u00f3dios s\u00e3o disponibilizados na \u00edntegra no <a href=\"http:\/\/tvbrasil.ebc.com.br\/exilio-e-cancoes\">site<\/a> da TV Brasil logo ap\u00f3s sua exibi\u00e7\u00e3o, toda quarta-feira, \u00e0s 23h. Segundo o diretor, uma segunda temporada j\u00e1 est\u00e1 nos planos da equipe.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A tem\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Britto diz que o tom musical e cultural do programa foi determinante para que ele participasse do projeto. \u201cSe fosse de outra maneira, eu n\u00e3o me sentiria a vontade. Acho que essa coisa de trazer as can\u00e7\u00f5es, tocar e tentar fazer com que os convidados cantem um pouco \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 nada dif\u00edcil, diga-se de passagem \u2013 \u00e9 bacana porque traz para o programa uma cara diferente. D\u00e1 esse aspecto mais emocional, diferente da maioria dos programas de entrevista. Acho que diferente de todos, para falar a verdade\u201d, comenta o m\u00fasico.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para Britto, falar sobre uma hist\u00f3ria recente do Brasil, a qual muitas pessoas &#8220;n\u00e3o conhecem direito&#8221;, \u00e9 fundamental. De acordo com o cantor, discute-se muito hoje em dia o valor da democracia representativa \u2013 \u201ctudo \u00e9 question\u00e1vel e questionado\u201d, diz. Mas, para ele, o debate s\u00f3 tem a ganhar quando as pessoas conseguem imaginar o que \u00e9 viver sob um regime ditatorial.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cTalvez falte \u00e0s pessoas ter uma consci\u00eancia mais real do que \u00e9 ter seus direitos individuais amea\u00e7ados, sua liberdade e sua integridade f\u00edsica amea\u00e7ada s\u00f3 porque voc\u00ea pensa de maneira diferente. \u00c9 importante que essas coisas todas se fixem no subconsciente do brasileiro: uma ditadura n\u00e3o tem um lado bom. Pelo menos \u00e9 essa a minha vis\u00e3o. E acho que, se o programa puder contribuir para isso, j\u00e1 ter\u00e1 feito algo de valor\u201d, finaliza o m\u00fasico.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Portal Imprensa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No \u00faltimo dia 10 de setembro, a TV Brasil estreou a miniss\u00e9rie especial em sete epis\u00f3dios \u201cEx\u00edlio e Can\u00e7\u00f5es\u201d, sobre a m\u00fasica, cultura e hist\u00f3rias dos brasileiros que foram for\u00e7ados pela ditadura militar a viver fora do Pa\u00eds. A atra\u00e7\u00e3o \u00e9 apresentada pelo m\u00fasico S\u00e9rgio Britto, da banda de rock Tit\u00e3s. 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