{"id":7694,"date":"2014-11-02T19:14:34","date_gmt":"2014-11-02T19:14:34","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/11\/02\/ato-ecumenico-no-dia-de-finados-lembra-mortos-e-desaparecidos\/"},"modified":"2014-11-02T19:14:34","modified_gmt":"2014-11-02T19:14:34","slug":"ato-ecumenico-no-dia-de-finados-lembra-mortos-e-desaparecidos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/11\/02\/ato-ecumenico-no-dia-de-finados-lembra-mortos-e-desaparecidos\/","title":{"rendered":"Ato ecum\u00eanico no Dia de Finados lembra mortos e desaparecidos"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos, religiosos e movimentos da sociedade aproveitaram o Dia de Finados, hoje (2), para lembrar os mortos e desaparecidos do regime militar, entre 1964 e 1985,\u00a0 al\u00e9m de v\u00edtimas de tortura e morte sum\u00e1ria pelo Estado, como o caso Amarildo de Souza. O ajudante de pedreiro foi torturado e morto por policiais militares da Unidade de Pol\u00edcia Pacificadora (UPP), da Rocinha, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, em 2013.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_grande\/public\/img_20141102_111246726_hdr.jpg?itok=inFu93zD\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A homenagem \u00e0s v\u00edtimas ocorreu com uma celebra\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica, no Cemit\u00e9rio de Ricardo de Albuquerque, na zona norte, onde est\u00e1 o monumento pelo Grupo Tortura Nunca Mais em mem\u00f3ria a 14 militantes enterrados ali. No local, durante o regime, havia uma vala onde as ossadas dos ativistas foram enterradas, misturadas com os restos mortais de 2 mil indigentes, de acordo com a presidenta do grupo, Vict\u00f3ria Grabois, que teve acesso a documentos oficiais.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Segundo ela, o ato tamb\u00e9m cobra a abertura dos arquivos da ditadura para que sejam revelados os paradeiros de todos os mortos e desaparecidos, cerca de 500 pessoas. \u201cTudo o que temos at\u00e9 hoje s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es pontuais. Levamos anos para saber [do paradeiro] de um, mais n\u00e3o sei quantos anos para saber de outro\u201d, disse. \u201cO Estado precisa ter a coragem de abrir os arquivos, para que saibamos o que aconteceu e interrompamos esse ciclo de\u00a0 viol\u00eancia,\u00a0 consequ\u00eancia da ditadura, com puni\u00e7\u00e3o para quem matou torturou e ocultou cad\u00e1ver\u201d, completou.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Ao cobrar a responsabiliza\u00e7\u00e3o de agentes do Estado envolvidos nos crimes da ditadura militar, as organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos apostam em mudan\u00e7as nas institui\u00e7\u00f5es militares hoje, defende a pedagoga F\u00e1tima Silva, do Movimento Candel\u00e1ria Nunca Mais \u2013 criado em refer\u00eancia aos oito jovens mortos por policiais militares nas proximidades da Igreja da Candel\u00e1ria, no Rio, em 1993.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u201cPercebemos que a viol\u00eancia, a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas para as crian\u00e7as e os adolescentes, o preconceito social e o racismo, resultam em v\u00e1rias mortes, sobretudo de jovens negros de favelas\u201d, disse F\u00e1tima que, durante a cerim\u00f4nia, citou mais de dez chacinas no estado do Rio.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">No ato ecum\u00eanico, parentes de jovens mortos por PMs tamb\u00e9m cobraram a\u00e7\u00f5es para conter a viol\u00eancia do Estado. M\u00e3e do adolescente Johnata de Oliveira de Lima, de 19 anos, baleado em maio, em Manguinhos, na zona norte, Ana Paula Gomes de Oliveira criticou a trucul\u00eancia dos agentes e a banaliza\u00e7\u00e3o de mortes sum\u00e1rias dentro das comunidades pobres.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Ana Paula tamb\u00e9m desabafou que a estrat\u00e9gia de desqualifica\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas, pela Pol\u00edcia Militar, que tenta associar os jovens ao tr\u00e1fico de drogas, segundo ela, \u00e9 perversa, porque passa a ser repetida pela m\u00eddia e n\u00e3o enfrenta a raiz do problema. \u201cA imprensa deveria ter o cuidado de n\u00e3o reproduzir a vers\u00e3o da pol\u00edcia sem o conhecimento dos fatos. No caso do meu filho, foi alegado v\u00edtima em confronto, mas um exame de [res\u00edduo de] p\u00f3lvora diria que Johnata n\u00e3o portava nenhuma arma. Tinha ido deixar a namorada em casa\u201d, desabafou.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Os acusados pelas mortes de Amarildo e Johnata est\u00e3o sendo julgados pelo Tribunal de Justi\u00e7a Estado do Rio de Janeiro. A Justi\u00e7a j\u00e1 condenou os envolvidos na chacina da Candel\u00e1ria e colocou um dos sobreviventes em programa de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s testemunhas, fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; EBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos, religiosos e movimentos da sociedade aproveitaram o Dia de Finados, hoje (2), para lembrar os mortos e desaparecidos do regime militar, entre 1964 e 1985,\u00a0 al\u00e9m de v\u00edtimas de tortura e morte sum\u00e1ria pelo Estado, como o caso Amarildo de Souza. 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