{"id":7755,"date":"2014-12-01T11:10:57","date_gmt":"2014-12-01T11:10:57","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/12\/01\/obra-olimpica-e-vizinha-de-cemiterio-de-presos-na-ditadura-e-jacares\/"},"modified":"2014-12-01T11:10:57","modified_gmt":"2014-12-01T11:10:57","slug":"obra-olimpica-e-vizinha-de-cemiterio-de-presos-na-ditadura-e-jacares","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/12\/01\/obra-olimpica-e-vizinha-de-cemiterio-de-presos-na-ditadura-e-jacares\/","title":{"rendered":"Obra ol\u00edmpica \u00e9 vizinha de cemit\u00e9rio de presos na ditadura e jacar\u00e9s"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Parque Radical de Deodoro \u00e9 constru\u00eddo em antiga \u00e1rea de treinamento militar, cuja fauna ainda resiste. Terreno de obras suspensas do aut\u00f3dromo fica ao lado<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"line-height: 15.8079996109009px; text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7751\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/obrasolimpicas-andredurao-16.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"line-height: 15.8079996109009px; text-align: justify;\" \/>\n<address>Monumento aos mortos na \u00e9poca da ditadura (Foto: Andre Dur\u00e3o)<\/address>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Um cemit\u00e9rio aonde presos pol\u00edticos da ditadura militar foram desovados junto a indigentes. A \u00e1rea de treinamento de combate do Ex\u00e9rcito, chamada pelos militares de &#8220;favelinha&#8221;. Um lago habitado por uma fam\u00edlia de jacar\u00e9s. E o terreno no qual a constru\u00e7\u00e3o do novo aut\u00f3dromo da cidade est\u00e1 suspenso. \u00c9 no meio destes locais que est\u00e1 sendo constru\u00edda a obra mais complexa dos Jogos Ol\u00edmpicos de 2016, o circuito de canoagem slalom, que formar\u00e1 o Parque Radical ao lado das pista de BMX e de mountain bike.\u00a0As obras come\u00e7aram em agosto, com cerca de um ano de atraso, depois que o governo estadual transferiu a responsabilidade da constru\u00e7\u00e3o para a prefeitura, e tem previs\u00e3o de t\u00e9rmino para o quarto trimestre de 2015.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7139\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/10.jpg\" border=\"0\" width=\"690\" height=\"470\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Obras do circuito de canoagem slalom com o cemit\u00e9rio de Ricardo de Albuquerque ao fundo (Foto: Andre Dur\u00e3o)<\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Do alto do mirante da obra observa-se o movimento de oper\u00e1rios, tratores e caminh\u00f5es do circuito por onde cerca de 80 cano\u00edstas descer\u00e3o as correntezas formadas por um volume de 26 mil\u00a0m\u00b3 de \u00e1gua &#8211; o equivalente a 10 piscinas ol\u00edmpicas. Logo atr\u00e1s est\u00e1 o Cemit\u00e9rio de Ricardo de Albuquerque, no bairro de mesmo nome criado h\u00e1 cerca de 100 anos, e que faz limite com o munic\u00edpio de Nil\u00f3polis, na Baixada Fluminense. \u00daltima moradia de uma popula\u00e7\u00e3o de classe m\u00e9dia baixa, o cemit\u00e9rio de jazigos simples e covas rasas recebeu os corpos de 14 presos pol\u00edticos entre 1971 e 1973, per\u00edodo dos anos de chumbo da ditadura militar. Eles foram enterrados como indigentes e anos depois seus restos mortais foram levados para uma vala clandestina com cerca de 2.000 ossadas tamb\u00e9m de indigentes. \u00a0\u00a0<\/p>\n<p> O trabalho de exuma\u00e7\u00e3o das ossadas come\u00e7ou em 1991, por iniciativa do Grupo Tortura Nunca Mais. A localiza\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o das ossadas foi poss\u00edvel gra\u00e7as a registros dos institutos M\u00e9dico Legal e Carlos \u00c9boli. Quando chovia, algumas ossadas da cova rasa boiavam e se espalhavam al\u00e9m do limite do cemit\u00e9rio. Tanto que o campo de futebol ao lado, hoje em dia separado por um muro, ganhou a alcunha de \u201ctoca da caveira\u201d. Aquele per\u00edodo foi tema de uma tese de mestrado do professor de geografia R\u00f4mulo de Oliveira Costa.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; Acredito que as pessoas sabiam ou desconfiavam do que acontecia, mas n\u00e3o falavam por medo de repress\u00e3o. Ali foram enterrados os mortos em um aparelho da repress\u00e3o da Pra\u00e7a de Sentinela, em Jacarepagu\u00e1. Os cemit\u00e9rios de Cacuia, na Ilha do Governador, e de Santa Cruz tamb\u00e9m recebiam corpos de presos pol\u00edticos. Eram perif\u00e9ricos, mais afastados da cidade e tinham menor visibilidade \u2013 conta o professor do Col\u00e9gio Pedro II, que a exemplo de gera\u00e7\u00f5es passadas de sua fam\u00edlia continua morando no bairro.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em homenagem aos mortos, o Tortura Nunca Mais idealizou um memorial constru\u00eddo pela Prefeitura do Rio e inaugurado em 2011. S\u00e3o 14 totens espelhados que levam os nomes dos perseguidos pela ditadura. Suas ossadas foram depositadas em caixas, dentro de um grande t\u00famulo de granito. Diretora do Tortura Nunca Mais, Vict\u00f3ria Grabois ressalta a import\u00e2ncia da obra:<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; Foi o primeiro monumento no Brasil em homenagem aos mortos pol\u00edticos. Aquela parte do cemit\u00e9rio, a \u00e1rea das covas rasas, era um lugar insalubre. Com a constru\u00e7\u00e3o do memorial, a prefeitura fez obras para o escoamento da \u00e1gua.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7139\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/04\/10.jpg\" border=\"0\" width=\"690\" height=\"470\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Cemit\u00e9rio de Ricardo de Albuquerque com as obras do Parque Radical em Deodoro ao fundo (Foto: Andr\u00e9 Dur\u00e3o)<\/address>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\"><strong>01<\/strong><\/p>\n<p class=\"p7\" style=\"text-align: justify;\"><strong>CEMIT\u00c9RIO EM CRISE<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"> No ano passado, um esquema fraudulento de vendas e constru\u00e7\u00f5es ilegais de sepulturas pela Santa Casa de Miseric\u00f3rdia, institui\u00e7\u00e3o que administrava 13 cemit\u00e9rios no Rio, foi descoberto pelo Fant\u00e1stico, da TV Globo. A crise atingiu Ricardo de Albuquerque. Funcion\u00e1rios ficaram sem receber sal\u00e1rios por cinco meses e a concess\u00e3o do local passou da Santa Casa para o Cons\u00f3rcio Reviver. Administrador do cemit\u00e9rio h\u00e1 10 meses, Luis Salgado conseguiu resolver o problema dos pagamentos, mas ainda sofre com os atos do ex-provedor da Santa Casa, Dahas Zarur, que morreu este m\u00eas. Uma competi\u00e7\u00e3o ol\u00edmpica ao lado motiva a recupera\u00e7\u00e3o do local.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; Desde que vimos essa proximidade, de saber que os olhos do mundo estar\u00e3o voltados para c\u00e1, tentamos deixar o cemit\u00e9rio mais digno.<\/p>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\"><strong>02<\/strong><\/p>\n<p class=\"p7\" style=\"text-align: justify;\"><strong>OLIMP\u00cdADAS DE SOCHI ESCONDEU CEMIT\u00c9RIO<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7752\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/cemiterionoparqueolimpicodesochi_amandakestelman1.jpg\" border=\"0\" width=\"400\" height=\"250\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Cemit\u00e9rio No Parque Ol\u00edmpico De Sochi (Foto: Amanda Kestelman)<\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O caso lembra as Olimp\u00edadas de Inverno de Sochi, este ano. A organiza\u00e7\u00e3o dos Jogos tentou retirar o cemit\u00e9rio aonde est\u00e3o enterrados ancestrais da regi\u00e3o, localizado bem no meio do Parque Ol\u00edmpico. A Justi\u00e7a negou e a solu\u00e7\u00e3o foi escond\u00ea-lo cercando-o de \u00e1rvores e de containers. A proximidade do Parque Radical com o cemit\u00e9rio de Ricardo de Albuquerque n\u00e3o preocupa o Comit\u00ea Rio 2016. O departamento de Desenvolvimento de Instala\u00e7\u00f5es da entidade acredita que a pista de BMX e as arquibancadas v\u00e3o &#8220;tampar&#8221; a vis\u00e3o para o cemit\u00e9rio.<\/p>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\"><strong>03<\/strong><\/p>\n<p class=\"p7\" style=\"text-align: justify;\"><strong>PIADAS COM JACAR\u00c9S E CEMIT\u00c9RIO NOS JOGOS<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Uma fam\u00edlia de jacar\u00e9s habita um lago bem ao lado de onde est\u00e1 sendo constru\u00eddo o Parque Radical. Funcion\u00e1rios do cemit\u00e9rio de Ricardo de Albuquerque contam que eles ficam camuflados no que restou de vegeta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o in\u00edcio da constru\u00e7\u00e3o, em um lago repleto de troncos, resultado da derrubada da mata. Entre eles circulam piadas com a proximidade do circuito de slalom. Dizem que nas Olimp\u00edadas os jacar\u00e9s v\u00e3o invadir o local e descer a correnteza. E que os cano\u00edstas v\u00e3o cair dentro do cemit\u00e9rio. Capivaras tamb\u00e9m fazem parte da fauna local.\u00a0<\/p>\n<p> &#8211; Outro dia uma delas foi at\u00e9 a frente do cemit\u00e9rio e voltou. Sabemos de uma fam\u00edlia de jacar\u00e9s com a m\u00e3e e quatro filhotes. N\u00e3o conhecemos o pai. Muitos bichos sa\u00edram dali com as obras &#8211; contou Luis Salgado, administrador do cemit\u00e9rio.<\/p>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\"><strong>04<\/strong><\/p>\n<p class=\"p7\" style=\"text-align: justify;\"><strong>TREINO MILITAR PARA O HAITI<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7753\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/arena-deodoro-canoagem-autodramo-andredurao-10.jpg\" border=\"0\" width=\"690\" height=\"470\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Arena Deodoro, Canoagem, Arena Aut\u00f3dromo (Foto: Andre Dur\u00e3o)<\/address>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O mirante de onde se v\u00ea as obras faz parte de um conjunto de ru\u00ednas de casas habitadas por militares at\u00e9 o ano 2000. Desde ent\u00e3o passou a servir de local para treinamento de militares em \u00e1reas edificadas at\u00e9 o in\u00edcio das obras para as Olimp\u00edadas. Na &#8220;favelinha&#8221;, como a localidade ficou conhecida entre os militares, homens aprimoravam suas t\u00e9cnicas, t\u00e1ticas e procedimentos. Militares enviados para opera\u00e7\u00f5es de pacifica\u00e7\u00e3o como as do Haiti e das comunidades cariocas, como o Complexo da Mar\u00e9, passaram antes por ali.<\/p>\n<p class=\"p6\" style=\"text-align: justify;\"><strong>05<\/strong><\/p>\n<p class=\"p7\" style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c1REA DO AUT\u00d3DROMO QUASE DESCONTAMINADA<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7754\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/autodromo_2.jpg\" border=\"0\" width=\"400\" height=\"250\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Projeto de aut\u00f3dromo de Deodoro, suspenso\u00a0(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/span><\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\"><br \/><\/span><\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Olhando \u00e0 direita no mirante, do outro lado da Avenida Marechal Alencastro, \u00e9 poss\u00edvel visualizar parte do terreno aonde ainda se planeja construir o Aut\u00f3dromo de Deodoro. O circuito seria o substituto do Aut\u00f3dromo de Jacarepagu\u00e1, extinto para a constru\u00e7\u00e3o do Parque Ol\u00edmpico. O projeto, por\u00e9m, <a href=\"http:\/\/globoesporte.globo.com\/motor\/noticia\/2014\/11\/construcao-do-autodromo-de-deodoro-e-suspensa-por-tempo-indeterminado.html\">est\u00e1 suspenso temporariamente<\/a>. A decis\u00e3o do Minist\u00e9rio do Esporte, que financiaria a obra, foi tomada a partir de uma decis\u00e3o judicial do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio de Janeiro, que exigiu a realiza\u00e7\u00e3o de um Estudo de Impacto Ambiental\/Relat\u00f3rio de Impacto ao Meio Ambiente (EIA\/RIMA) na \u00e1rea de Mata Atl\u00e2ntica aonde seria o circuito. O terreno tamb\u00e9m est\u00e1 repleto de bombas usadas em treinamento do Ex\u00e9rcito. De acordo com a\u00a0assessoria de comunica\u00e7\u00e3o do Comando Militar Leste, a limpeza do terreno est\u00e1 na fase final.<\/p>\n<p class=\"p8\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p7\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Globo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Parque Radical de Deodoro \u00e9 constru\u00eddo em antiga \u00e1rea de treinamento militar, cuja fauna ainda resiste. Terreno de obras suspensas do aut\u00f3dromo fica ao lado Monumento aos mortos na \u00e9poca da ditadura (Foto: Andre Dur\u00e3o)<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7755"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7755"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7755\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7755"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7755"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7755"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}