{"id":7765,"date":"2014-12-05T10:54:06","date_gmt":"2014-12-05T10:54:06","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/12\/05\/comissao-da-verdade-aponta-79-mortos-e-desaparecidos-em-mg-na-ditadura\/"},"modified":"2014-12-05T10:54:06","modified_gmt":"2014-12-05T10:54:06","slug":"comissao-da-verdade-aponta-79-mortos-e-desaparecidos-em-mg-na-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/12\/05\/comissao-da-verdade-aponta-79-mortos-e-desaparecidos-em-mg-na-ditadura\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade aponta 79 mortos e desaparecidos em MG na ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Relat\u00f3rio parcial que ser\u00e1 divulgado na pr\u00f3xima semana pela Comiss\u00e3o da Verdade de Minas Gerais aponta o assassinato e o desaparecimento de 79 pessoas no Estado durante a ditadura militar (1964-1985).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/imguol.com\/c\/noticias\/2014\/12\/04\/4dez2014---de-acordo-com-a-comissao-da-verdade-de-minas-gerais-angela-eliane-martins-foi-assassinada-aos-tres-meses-de-idade-em-7-de-outubro-de-1963-no-colo-de-sua-mae-antonieta-francisca-da-conceicao-1417713030216_300x300.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>\u00c2ngela Eliane Martins foi assassinada aos tr\u00eas meses de idade em 7 de outubro de 1963, no colo de sua m\u00e3e, Antonieta Francisca da Concei\u00e7\u00e3o Martins. A Comiss\u00e3o da Verdade de Minas Gerais tamb\u00e9m investiga mortes cometidas antes do golpe de 64  <!--more-->  <\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Do total, 52 tiveram suas mortes confirmadas, seis foram declarados mortos, embora seus corpos n\u00e3o tenham sido localizados, por meio da lei 9140\/95, e 21 deles continuam desaparecidos. Por essa lei, mesmo que o corpo nao tenha sido encontrado, a Justi\u00e7a considera a pessoa morta.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das circunst\u00e2ncias dessas mortes, o relat\u00f3rio registra os nomes dos agentes p\u00fablicos, ou pessoas atuando em nome do Estado, que cometeram os crimes de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo a professora C\u00e9res Pimenta Sp\u00ednola Castro, integrante da comiss\u00e3o, o grupo de sete pessoas busca o esclarecimento de &#8220;graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos praticados por agentes p\u00fablicos, pessoas a seu servi\u00e7o, com apoio ou interesse no Estado, identificando as institui\u00e7\u00f5es, as estruturas e as circunst\u00e2ncias delas&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A publica\u00e7\u00e3o ainda relaciona, al\u00e9m de mortos e desaparecidos, os atentados terroristas praticados pela extrema direita em Minas Gerais no per\u00edodo p\u00f3s-1964 contra os opositores do regime militar. O documento identifica tamb\u00e9m os locais de tortura no Estado, os representantes pol\u00edticos cassados e com direitos pol\u00edticos suspensos e os servidores p\u00fablicos (sendo a maior parte professores) demitidos ou aposentados por meio dos atos de exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Foram identificados pela comiss\u00e3o onze centros de tortura em Minas Gerais: nove em Belo Horizonte e dois em Juiz de Fora. Entre eles, o Col\u00e9gio Militar de Belo Horizonte (do Ex\u00e9rcito) e o Departamento de Instru\u00e7\u00e3o da PM (Pol\u00edcia Militar) de Minas Gerais, tamb\u00e9m na capital mineira.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio ainda aponta que 33 representantes pol\u00edticos de Minas Gerais, a maior parte deputados estaduais e federais, foram cassados e tiveram seus direitos pol\u00edticos suspensos. Foram identificados 18 professores universit\u00e1rios demitidos ou aposentados pelo regime, entre eles o reitor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) \u00e0 \u00e9poca, Gerson de Brito Melo Boson, aposentado por meio de medida de exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">C\u00e9res explica que agora a comiss\u00e3o vai se debru\u00e7ar para investigar e buscar esclarecer o assassinato de 82 pessoas, v\u00edtimas do regime militar no campo, a maior parte pequenos agricultores. As investiga\u00e7\u00f5es chegaram \u00e0s circunst\u00e2ncias da morte de somente seis dessas pessoas, entre elas, as dos agricultores Augusto Soares da Cunha e de seu pai Ot\u00e1vio Soares Ferreira da Cunha, mortos por policiais recrutados por fazendeiros de Governador Valadares.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7764\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/10mai2013---o-coronel-reformado-e-ex-comandante-do-doi-codi-em-sao-paulo-carlos-alberto-brilhante-ustra-presta-depoimento-a-comissao-da-verdade-em-brasilia-1417618579539_956x500.jpg\" border=\"0\" width=\"478\" height=\"250\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\"><strong>Comiss\u00e3o da Verdade investiga viola\u00e7\u00f5es cometidas na ditadura<\/strong><br \/><\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\">3.dez.2014 &#8211; A Justi\u00e7a Federal de S\u00e3o Paulo reverteu nesta segunda (1\u00ba) decis\u00e3o da primeira inst\u00e2ncia e vai julgar o coronel reformado do Ex\u00e9rcito Carlos Alberto Brilhante Ustra, 81, pelo crime de oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver de um militante morto na ditadura (1964\u00ad-1985). Ustra e o delegado aposentado Alcides Singillo foram denunciados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal sob a acusa\u00e7\u00e3o de ocultar o corpo de Hirohaki Torigoe, 27, assassinado pela repress\u00e3o pol\u00edtica, em S\u00e3o Paulo, em janeiro de1972 <\/span><span class=\"s1\" style=\"line-height: 1.3em;\">Leia mais<\/span><span style=\"line-height: 1.3em;\"> <\/span><span class=\"s1\" style=\"line-height: 1.3em;\">S\u00e9rgio Lima\/FolhaPress<\/span><\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\" style=\"line-height: 1.3em;\"><br \/><\/span><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Procurada pela reportagem do UOL, a assessoria de imprensa do Minist\u00e9rio de Defesa informou que n\u00e3o comenta os andamentos da Comiss\u00e3o Nacional e das comiss\u00f5es estaduais da verdade. Informa ainda que o Minist\u00e9rio da Defesa tem colaborado com as apura\u00e7\u00f5es dessas comiss\u00f5es quando requisitado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a assessoria de imprensa da PM (Pol\u00edcia Militar) de Minas Gerais afirmou tamb\u00e9m que n\u00e3o comentaria o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Mortes antes da ditadura<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com o relat\u00f3rio, divulgado um ano ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o, oito pessoas listadas no relat\u00f3rio foram mortas antes do golpe de mar\u00e7o de 1964, no caso que ficou conhecido como Massacre de Ipatinga, em 7 de outubro de 1963. Entre elas, \u00c2ngela Eliane Martins, de tr\u00eas meses, morta no colo da m\u00e3e.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Uma paralisa\u00e7\u00e3o de empregados da ent\u00e3o estatal Usiminas \u00e0 \u00e9poca foi brutalmente reprimida pela PM de Minas. Trinta e tr\u00eas pessoas teriam sido mortas, mas as investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o avan\u00e7aram no per\u00edodo. O Estado era governado por Jos\u00e9 de Magalh\u00e3es Pinto (1909-1996), pol\u00edtico da UDN e l\u00edder civil do regime instalado no pa\u00eds em 1964, tendo governado Minas Gerais entre 1961 e 1966.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Dessas 82 pessoas que foram mortas no campo, seis casos j\u00e1 foram esclarecidos e constam do relat\u00f3rio. Agora, o trabalho da Comiss\u00e3o daqui para frente \u00e9 investigar esses outros casos e os desdobramentos de outros, que ainda precisam de complementa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o dados ainda preliminares. Precisamos ampliar as informa\u00e7\u00f5es&#8221;, diz a professora.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Pr\u00f3ximos passos<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo C\u00e9res, o objetivo da Comiss\u00e3o da Verdade de Minas Gerais com o relat\u00f3rio \u00e9 acompanhar e subsidiar a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade nos esclarecimentos sobre as viola\u00e7\u00f5es de direitos fundamentais praticadas entre 18 de setembro de 1946 at\u00e9 a data da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o brasileira, em outubro de 1988.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ela explica que, embora ainda parcial, o relat\u00f3rio ser\u00e1 enviado tamb\u00e9m para a Procuradoria da Rep\u00fablica em Minas Gerais e para o Grupo de Justi\u00e7a de Transi\u00e7\u00e3o da 2\u00aa C\u00e2mara de Coordena\u00e7\u00e3o e Revis\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal para a tomada de provid\u00eancias cab\u00edveis, tendo em vista a suspeita de pr\u00e1tica de crimes contra a humanidade, graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos e crimes de desaparecimento for\u00e7ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Uol<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio parcial que ser\u00e1 divulgado na pr\u00f3xima semana pela Comiss\u00e3o da Verdade de Minas Gerais aponta o assassinato e o desaparecimento de 79 pessoas no Estado durante a ditadura militar (1964-1985). \u00a0 \u00c2ngela Eliane Martins foi assassinada aos tr\u00eas meses de idade em 7 de outubro de 1963, no colo de sua m\u00e3e, Antonieta Francisca [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7765"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7765\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}