{"id":7822,"date":"2014-12-14T23:49:55","date_gmt":"2014-12-14T23:49:55","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/12\/14\/historias-da-epoca-da-ditadura-no-ceara-ainda-precisarao-ser-contadas\/"},"modified":"2014-12-14T23:49:55","modified_gmt":"2014-12-14T23:49:55","slug":"historias-da-epoca-da-ditadura-no-ceara-ainda-precisarao-ser-contadas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2014\/12\/14\/historias-da-epoca-da-ditadura-no-ceara-ainda-precisarao-ser-contadas\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias da \u00e9poca da ditadura no Cear\u00e1 ainda precisar\u00e3o ser contadas"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As primeiras an\u00e1lises sobre o relat\u00f3rio da comiss\u00e3o nacional da verdade identificam lacunas sobre circunst\u00e2ncias e personagens da ditadura militar no Cear\u00e1<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7821\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/apagando-a-memoria1.gif\" border=\"0\" width=\"236,1\" height=\"208,0\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Procurar, procurar, e n\u00e3o achar. Para v\u00edtimas cearenses da ditadura militar e parentes de ex-presos pol\u00edticos desaparecidos, folhear o relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) tem sido um ato de busca por relatos que parecem ter se perdido nas mais de quatro mil p\u00e1ginas do documento. A satisfa\u00e7\u00e3o pela conclus\u00e3o do trabalho, aguardado h\u00e1 d\u00e9cadas por quem se diz lesado pela repress\u00e3o, mistura-se a doses de frustra\u00e7\u00e3o, ao se perceberem lacunas naquele apanhado de mem\u00f3rias.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Segundo Maria Eliana de Castro Pinheiro, irm\u00e3 do cearense Teodoro de Castro \u2013 capturado e morto na Guerrilha do Araguaia, cujos restos mortais jamais foram encontrados \u2013, as refer\u00eancias ao epis\u00f3dio que durou cerca de sete anos somam apenas 38 p\u00e1ginas. \u201cPara um epis\u00f3dio de import\u00e2ncia descomunal na hist\u00f3ria do Pa\u00eds, o documento n\u00e3o foi inovador, embora a gente saiba que h\u00e1 inova\u00e7\u00f5es. Falam de todos (os que morreram), fazem uma biografia, mas n\u00e3o fizeram descobertas de buscas, pra tentar descobrir as circunst\u00e2ncias da morte e os autores\u201d, avalia Eliana \u2013 que, ainda hoje, participa de expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 regi\u00e3o do Araguaia.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na lista dos 377 respons\u00e1veis por crimes contra a humanidade, deixaram de figurar nomes de cearenses apontados como torturadores \u2013 alguns deles, confessos \u2013 em relat\u00f3rios de grupos como o Tortura Nunca Mais, das comiss\u00f5es de direitos humanos da Assembleia Legislativa e da C\u00e2mara Municipal, e do Projeto Brasil: Nunca Mais, desenvolvido por Dom Paulo Evaristo Arns e Jaime Wright. O Cear\u00e1 aparece na lista com men\u00e7\u00f5es ao ex-presidente da Rep\u00fablica Humberto Castello Branco e o delegado de pol\u00edcia federal Jo\u00e3o Lucena Leal.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Os \u201cburacos\u201d na representa\u00e7\u00e3o do Estado nas p\u00e1ginas do relat\u00f3rio s\u00e3o apontados pelo presidente da Comiss\u00e3o Especial de Anistia Wanda Sidou, M\u00e1rio Albuquerque, como poss\u00edvel reflexo de dois problemas: as dificuldades de organiza\u00e7\u00e3o interna e de metodologia na CNV \u2013 que acabou atrasando os trabalhos e embaralhando o processo \u2013 e a aus\u00eancia de uma comiss\u00e3o da verdade unificada, com poder de Estado, no Cear\u00e1.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cFez muita falta uma organiza\u00e7\u00e3o estadual unificada, para organizar o material, e o resultado \u00e9 um documento muito distante de contemplar toda a realidade. Aqui n\u00f3s temos comiss\u00f5es das universidades p\u00fablicas, que ainda n\u00e3o divulgaram relat\u00f3rio final, e a do Sindicato dos Jornalistas, que vai divulgar o relat\u00f3rio final no pr\u00f3ximo dia 20, al\u00e9m do comit\u00ea da Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a, da Assembleia. Faltou uma integra\u00e7\u00e3o maior. E acho que n\u00f3s fomos pouco demandados pela CNV, que pediu informa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas\u201d, diagnosticou Albuquerque, que tamb\u00e9m \u00e9 conselheiro da Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O sentimento identificado entre os entrevistados pelo O POVO, no entanto, \u00e9 menos de des\u00e2nimo do que de expectativa e cobran\u00e7as pela continuidade do trabalho. M\u00e1rio Albuquerque lembra que a cria\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o estadual da verdade foi colocada como compromisso do governador eleito Camilo Santana (PT). \u201cO relat\u00f3rio de conclus\u00e3o \u00e9 o in\u00edcio, e n\u00e3o o fim. O trabalho ter\u00e1 de ser continuado\u201d, alerta.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00daMEROS<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">10<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Locais de tortura no Cear\u00e1 foram apontados no relat\u00f3rio da CNV. Nos documentos disponibilizados at\u00e9 agora, no entanto, n\u00e3o h\u00e1 detalhes sobre o que ocorria em cada um dos pontos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; O Povo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As primeiras an\u00e1lises sobre o relat\u00f3rio da comiss\u00e3o nacional da verdade identificam lacunas sobre circunst\u00e2ncias e personagens da ditadura militar no Cear\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7821,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7822"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7822"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7822\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7821"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}