{"id":7942,"date":"2015-05-05T02:28:12","date_gmt":"2015-05-05T02:28:12","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/05\/05\/projeto-cultural-resgata-historias-de-artistas-nos-arquivos-do-dops-em-pernambuco\/"},"modified":"2015-05-05T02:28:12","modified_gmt":"2015-05-05T02:28:12","slug":"projeto-cultural-resgata-historias-de-artistas-nos-arquivos-do-dops-em-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/05\/05\/projeto-cultural-resgata-historias-de-artistas-nos-arquivos-do-dops-em-pernambuco\/","title":{"rendered":"Projeto cultural resgata hist\u00f3rias de artistas nos arquivos do Dops em Pernambuco"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>O Obscuro Fich\u00e1rio de Artistas Mundanos pesquisa fichas e prontu\u00e1rios de artistas entre 1934 e 1954<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"font-size: 12.1599998474121px; line-height: 15.8079996109009px; text-align: justify;\" \/>Em meados do s\u00e9culo XX, viver da arte, da divers\u00e3o e do entretenimento no Brasil era, literalmente, caso de pol\u00edcia. Um testemunho precioso desse per\u00edodo s\u00e3o as fichas e prontu\u00e1rios do antigo Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops), armazenados no Arquivo P\u00fablico Estadual Jord\u00e3o Emerenciano. Parte dessa hist\u00f3ria \u00e9 resgatada no projeto Obscuro Fich\u00e1rio de Artistas Mundanos, que traz \u00e0 tona verbetes de pessoas registradas como artistas pelo Dops entre 1934 e 1954. Cantores, atores, artistas circenses e at\u00e9 empreendimentos art\u00edsticos e estabelecimentos comerciais ligados \u00e0 \u00e1rea foram acompanhados de perto pela m\u00e1quina policial e repressiva da \u00e9poca.  <!--more-->  <\/p>\n<div><\/div>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7939\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/20150430164749200328o.jpg\" border=\"0\" width=\"620\" height=\"413\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/20150430164749200328o.jpg 620w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/20150430164749200328o-300x200.jpg 300w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/20150430164749200328o-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Ficha da cantora Dalva de Oliveira, em sua passagem por Pernambuco. Cr\u00e9dito: Projeto Obscuro Fich\u00e1rio\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/address>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12.1599998474121px; line-height: 1.3em;\">O projeto foi idealizado pela jornalista e produtora cultural Clarice Hoffmann, que entrou em contato com esse material pela primeira vez ainda em 2004, como pesquisadora contratada para colher material para o livro Hist\u00f3ria das mulheres guerreiras no Brasil. \u201cNa \u00e9poca o acervo era fechado, mas foi a partir de uma indica\u00e7\u00e3o que ouvi falar de um fich\u00e1rio do Dops que continha nomes de artistas. Tamb\u00e9m cresci ouvindo a hist\u00f3ria de que minha av\u00f3, cujo nome art\u00edstico era Gusta Gamer, tinha sido fichada, no Rio de Janeiro, por ser atriz. Ocasionalmente, o fich\u00e1rio me vinha \u00e0 cabe\u00e7a, mas s\u00f3 recentemente decidi retom\u00e1-lo, pois queria estar em um projeto do qual realmente gostasse muito\u201d.<\/span><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">O projeto tem quatro etapas e est\u00e1, atualmente, em sua primeira fase, que est\u00e1 prevista inicialmente para durar at\u00e9 o fim do ano: a de pesquisa e sistematiza\u00e7\u00e3o do material presente no acervo do DOPS em Pernambuco, em cruzamento com consultas a jornais da \u00e9poca para obter mais informa\u00e7\u00f5es sobre os fichados. A segunda etapa \u00e9 o lan\u00e7amento do site, com previs\u00e3o para o in\u00edcio do segundo semestre. A terceira etapa \u00e9 uma convocat\u00f3ria para que artistas inscrevam projetos inspirados na documenta\u00e7\u00e3o encontrada. A ideia \u00e9 que esses trabalhos sejam feitos em m\u00eddias digitais para alimentar o site, que tamb\u00e9m vai estar aberto a novas informa\u00e7\u00f5es sobre os artistas fichados pelo DOPS. A quarta etapa compreende o lan\u00e7amento desses trabalhos art\u00edsticos, duas palestras, uma em S\u00e3o Paulo e outra no Recife, al\u00e9m do lan\u00e7amento do cat\u00e1logo. O projeto tem como assessor hist\u00f3rico o professor Durval Muniz de Albuquerque J\u00fanior, historiador da UFRN e como pesquisadores convidados o professor Alexandre Figueir\u00f4a, do curso de jornalismo da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco (Unicap), e Marc\u00edlia Gama, professora do departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Ufrpe).<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">Uma das dificuldades da pesquisa, aprovada pelo Ita\u00fa Cultural e pelo Funcultura, \u00e9 a incompletude das informa\u00e7\u00f5es. O fich\u00e1rio tem apenas os nomes de artistas de M a Z. A parte que continha os verbetes de A a L, com mais de 700 fichas, se perdeu. \u201cPrimeiro, as pessoas eram classificadas somentes como artistas e, depois, come\u00e7ou uma especifica\u00e7\u00e3o maior, registrando as pessoas como cantores e atores, por exemplo\u201d, detalha Clarice. Para tentar recuperar mais informa\u00e7\u00f5es, a equipe do projeto procurou os nomes dos c\u00f4njuges em outras fontes de informa\u00e7\u00e3o. Esses dados tamb\u00e9m foram verificados em peri\u00f3dicos da \u00e9poca como o Di\u00e1rio da Manh\u00e3, o Jornal Pequeno e A Provincia. O Diario de Pernambuco tamb\u00e9m vai se tornar uma das fontes de material.<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com Clarice, a inten\u00e7\u00e3o, com o projeto, \u00e9 fazer uma homenagem a esses artistas e mostrar como o acervo do Dops conta tanto a hist\u00f3ria da repress\u00e3o policial quanto da vida art\u00edstica do Recife nos anos 30, 40 e 50. \u201cO que nos interessa \u00e9 que as pessoas acessem a documenta\u00e7\u00e3o. O que se l\u00ea nas fichas e prontu\u00e1rios \u00e9 a vers\u00e3o da pol\u00edcia, n\u00e3o necessariamente a verdade. Queremos lembrar essas pessoas que estavam \u00e0 margem do moral e do poder da \u00e9poca\u201d.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>DADOS<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; Foram encontradas 404 fichas de artistas do per\u00edodo entre 1934 e 1954. Ao todo, s\u00e3o 14 mil prontu\u00e1rios dessa \u00e9poca<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; 60% das fichas s\u00e3o de mulheres<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; Aproximadamente 40% dos fichados eram estrangeiros \u2013 argentinos, cubanos, russos, franceses, h\u00fangaros e mais uma dezena de outras nacionalidades<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; A maioria dos artistas estava em tr\u00e2nsito. Nomes de hot\u00e9is, pens\u00f5es, endere\u00e7os de casas de c\u00f4modos e, muitas vezes, do pr\u00f3prio local de trabalho constam nas fichas como \u201clocal de resid\u00eancia&#8221;<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">&#8211; Em aproximadamente 25% das fichas, consta como proced\u00eancia o Rio de Janeiro, na \u00e9poca capital do pa\u00eds<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>HIST\u00d3RIAS*<\/strong><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7940\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/20150430165158853875a.jpg\" border=\"0\" width=\"420\" height=\"592\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/20150430165158853875a.jpg 420w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/20150430165158853875a-213x300.jpg 213w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Fotografia do argentino Sixto Gallo, apresentado artisticamente como o menor homem do mundo. Cr\u00e9dito: Projeto Obscuro Fich\u00e1rio\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/address>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Sixto Argentino Gallo, o menor homem do mundo<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u201cFichado pela Delegacia de Ordem Social e Pol\u00edtica de Pernambuco, Sixto Argentino Gallo era uma das 200 atra\u00e7\u00f5es do Circo Hispano-Americano armado em 1950, no Parque 13 de Maio, no centro do Recife. De acordo com an\u00fancio e nota publicados no Di\u00e1rio da Manh\u00e3, o Circo Hispano-Americano, em turn\u00ea pelas Am\u00e9ricas, chegava para apresentar o mais moderno espet\u00e1culo circense j\u00e1 visto na capital pernambucana. Entre n\u00fameros inteiramente desconhecidos da plateia local estavam Richard e suas leoas africanas, o cavalo Sult\u00e3o, os 4 Diabos do Ar, realizando o cruzamento da morte, os bailarinos exc\u00eantricos Adolfo e Nat\u00e1lio e os Irm\u00e3os Gallo, os menores homens do mundo\u201d.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Rita Gouillaux, bailarina e contorcionista<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;A documenta\u00e7\u00e3o encontrada no Fundo DOPS-PE sobre a bailarina e contorcionista Rita Helene Gouillaux revela uma das t\u00e1ticas usualmente adotadas por diversos personagens do Obscuro Fich\u00e1rio para escapar do controle das Delegacias de Ordem Pol\u00edtica e Social existentes em diversos estados brasileiros. Entre os documentos analisados no prontu\u00e1rio criado para a artista, h\u00e1 um of\u00edcio enviado no dia 15 de junho de 1943 pelo delegado da DOPS de Minas Gerais solicitando com urg\u00eancia \u00e0 pol\u00edcia de Pernambuco informa\u00e7\u00f5es a seu respeito. Nele, fica evidente as d\u00favidas sobre a real identidade de Rita, que nem sempre declarava aos investigadores os mesmos dados. Na documenta\u00e7\u00e3o produzida pelas duas DOPS, ora ela aparece como francesa, ora como italiana, algumas vezes solteira, outras casada, em alguns momentos como dom\u00e9stica e em outros artista, sem falar no uso de diferentes nomes. Jacque Line Rolland foi um deles&#8221;<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Dalva de Oliveira, cantora<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Entre as estrelas da m\u00fasica brasileira fichadas pela Delegacia de Ordem Social e Pol\u00edtica de Pernambuco, est\u00e1 Dalva de Oliveira. Ao lado de Herivelto Martins e Nilo Chagas, a cantora formava o Trio de Ouro, contratado para se apresentar em mar\u00e7o de 1948 na R\u00e1dio Clube de Pernambuco, a famosa P.R.A. 8. Na ocasi\u00e3o, al\u00e9m de Dalva, Nilo tamb\u00e9m foi fichado pela DOPS\/PE. Quanto a Herivelto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar o mesmo. O Obscuro Fich\u00e1rio \u00e9 composto apenas por verbetes de artistas cujo primeiro nome se inicia entre as letras M e Z. Em algum momento dif\u00edcil de precisar mais de 700 fichas foram perdidas&#8221;<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">*Informa\u00e7\u00f5es gentilmente cedidas pelo projeto Obscuro Fich\u00e1rio<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>+Curiosidades<\/strong><\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-7941\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/20150430165209328702i.jpg\" border=\"0\" width=\"482\" height=\"595\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/20150430165209328702i.jpg 482w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/20150430165209328702i-243x300.jpg 243w\" sizes=\"(max-width: 482px) 100vw, 482px\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Card\u00e1pio bil\u00edngue do Restaurante Leite, encontrado nos arquivos do Dops em Pernambuco. Cr\u00e9dito: Projeto Obscuro Fich\u00e1rio\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/address>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">A m\u00e1quina de repress\u00e3o do DOPS registrava coisas curiosas, como o card\u00e1pio bil\u00edngue do Restaurante Leite, na \u00e9poca, ainda batizado com o nome de seu fundador, o portugu\u00eas Manoel Leite. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a tentativa de funda\u00e7\u00e3o da Tamoio Filmes, empresa formada por oper\u00e1rios, entre 1944 e 1946. O prontu\u00e1rio conta com 12 documentos, entre ficha cadastral de associados e lista de presen\u00e7a de assembleias. Segundo os investigadores, o empreendimento estava fadado ao fracasso por \u201cn\u00e3o dispor de elementos de n\u00edvel intelectual ao menos med\u00edocre\u201d.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>+Contribui\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">A equipe do projeto Obscuro Fich\u00e1rio est\u00e1 aberta ao envio de mais material sobre pessoas, locais ou atividades que tenham a ver com a pesquisa. Quem tiver mais informa\u00e7\u00f5es, pode entrar em contato pelo blog www.obscurofichario.com.br, pelo email obscurofichario@gmail.com ou pelo Facebook, em www.facebook.com\/obscurofichario. No blog, est\u00e1 dispon\u00edvel a lista com nomes pesquisados. Entre os estabelecimentos que precisam de mais dados, est\u00e3o o Cassino Imp\u00e9rio, o Cine Siri, o Cineclube Charles Chaplin, o Circo-Teatro S\u00e1, o Teatro de Variedades da Festa da Mocidade, o Taco de Ouro e o Imperial Cassino.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\"><strong>+Arquivo P\u00fablico<\/strong><\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">O local onde os arquivos est\u00e3o \u00e9 o Arquivo P\u00fablico Estadual Jord\u00e3o Emerenciano, localizado no bairro de Santo Ant\u00f4nio e apoiador institucional do projeto. Os documentos referentes ao DOPS no Estado foram encaminhados para l\u00e1 em 1991. \u201cS\u00e3o aproximadamente 145 mil fichas e cerca de 70 mil prontu\u00e1rios. \u00c9 o segundo maior acervo do pa\u00eds. Se coloc\u00e1ssemos nossos documentos em linha reta, ter\u00edamos 13 quil\u00f4metros\u201d, afirma o coordenador geral do APEJE, Pedro Moura. Isso equivale \u00e0 dist\u00e2ncia entre os centros de Recife e Camaragibe. Os itens se referem a documentos, peri\u00f3dicos, jornais, manuscritos, fotografias e \u00e0 hemeroteca. O material est\u00e1 dispon\u00edvel totalmente ao p\u00fablico desde a san\u00e7\u00e3o da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, em 2011.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p5\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Obscuro Fich\u00e1rio de Artistas Mundanos pesquisa fichas e prontu\u00e1rios de artistas entre 1934 e 1954 Em meados do s\u00e9culo XX, viver da arte, da divers\u00e3o e do entretenimento no Brasil era, literalmente, caso de pol\u00edcia. 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