{"id":803,"date":"2012-05-29T03:34:10","date_gmt":"2012-05-29T03:34:10","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/29\/leonidas-ameaca-um-novo-golpe-general-volte-as-pantufas-2\/"},"modified":"2012-05-29T03:34:10","modified_gmt":"2012-05-29T03:34:10","slug":"leonidas-ameaca-um-novo-golpe-general-volte-as-pantufas-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/29\/leonidas-ameaca-um-novo-golpe-general-volte-as-pantufas-2\/","title":{"rendered":"Le\u00f4nidas amea\u00e7a um novo golpe. General, volte \u00e0s pantufas!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Aos 91 anos, o general Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves, oficial da artilharia e ministro do Ex\u00e9rcito do Governo Sarney, recrudesceu: tirou o pijama, trocou a pantufa pelo coturno, armou o canh\u00e3o, mirou a presidente Dilma Rousseff e bombardeou a Comiss\u00e3o da Verdade. Tudo isso numa entrevista \u00e0 rep\u00f3rter T\u00e2nia Monteiro, de\u00a0O Estado de S.Paulo\u00a0(18 de maio), que funcionou como fogo de barragem para os velhos companheiros de farda envolvidos com a repress\u00e3o, a tortura e o desaparecimento de presos durante a ditadura ardorosamente defendida pelo general quase centen\u00e1rio. \u00c9 a voz militar mais graduada a contestar a determina\u00e7\u00e3o presidencial de investigar a verdade e \u00e9 a opini\u00e3o mais desastrada no coro cada vez mais idoso de velhos radicais que ainda respiram o ar saturado da Guerra Fria.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-776\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Leonidas-300x145.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"145\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address>As pantufas lhe caem melhor<\/address>\n<address \/>  <!--more-->  <\/address>\n<address><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \">Le\u00f4nidas defendeu o Ex\u00e9rcito (\u201csumariamente julgado e punido\u201d), os militares (\u201cinjusti\u00e7ados\u201d), o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (\u201cele se colocava\u201d) e atacou a presidente da Rep\u00fablica (\u201cdeveria ter a mod\u00e9stia de esquecer o passado e\u00a0 olhar para a frente\u201d), a Comiss\u00e3o da Verdade (\u201cuma moeda falsa, que s\u00f3 tem um lado\u201d) e os que clamam pelo fim da impunidade aos torturadores (\u201c\u00e9 imposs\u00edvel mexer na Lei da Anistia, fruto de um acordo no passado e que foi chancelada pelo Supremo Tribunal Federal\u201d).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \">A bomba mais explosiva ficou para a resposta final, em tom de amea\u00e7a: \u201cSe quiserem fazer press\u00e3o no Supremo, o Poder Moderador tem que entrar em atua\u00e7\u00e3o no pa\u00eds\u201d. O general n\u00e3o fazia, aqui, uma men\u00e7\u00e3o nost\u00e1lgica \u00e0 bonomia dos monarcas da Casa de Bragan\u00e7a, que ocupou no Imp\u00e9rio brasileiro a posi\u00e7\u00e3o de \u00e1rbitro entre os poderes para dar estabilidade pol\u00edtica \u00e0 na\u00e7\u00e3o durante 67 anos, at\u00e9 o advento da Rep\u00fablica.\u00a0 Le\u00f4nidas n\u00e3o clamava pelo imp\u00e9rio da modera\u00e7\u00e3o, mas brandia a amea\u00e7a da rep\u00fablica da repress\u00e3o, que quebrou a ordem constitucional em 1964 e imp\u00f4s a anarquia ilegal da ditadura militar durante 21 anos de treva.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-779\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Congresso_Nacional_Bras%C3%ADlia.jpg\" border=\"0\" width=\"560\" height=\"270\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address>Le\u00f4nidas: o &#8220;poder moderador&#8221; fechou por tr\u00eas vezes o Congresso Nacional a partir de 64<\/address>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \"><strong>Exerc\u00edcio do cinismo<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \">Um regime que teve muito poder e, como bem sabe o general Le\u00f4nidas, nada teve de moderador. Fechou o Congresso tr\u00eas vezes, prendeu, torturou, sequestrou e matou milhares de opositores, violou a soberania da universidade e a independ\u00eancia dos tribunais, cassou mandatos pol\u00edticos e\u00a0 aposentou professores, baniu e exilou opositores, fechou sindicatos e calou sindicalistas, amorda\u00e7ou a imprensa e sufocou as artes, imp\u00f4s o medo e jogou o pa\u00eds no por\u00e3o de uma longa e nada branda ditadura de duas d\u00e9cadas, uma das mais sangrentas do Cone Sul do continente. O nost\u00e1lgico general Le\u00f4nidas agora quer repetir tudo aquilo, outra vez, sob o pretexto de \u00a0\u2018proteger\u2019 o Supremo? Conta outra, general!\u2026<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \">A mem\u00f3ria seletiva e prec\u00e1ria do general esquece que a Lei da Anistia, ao contr\u00e1rio do que ele diz, n\u00e3o foi \u201cfruto de um acordo\u201d. Passou apertado, raspando, por apenas cinco votos (206 a 201) num Congresso dominado pelo partido da ditadura, a Arena, que mantinha sua maioria a ferro e fogo, \u00e0 custa das cassa\u00e7\u00f5es de mandatos e da viol\u00eancia do AI-5, para controlar o irrefre\u00e1vel crescimento da legenda da oposi\u00e7\u00e3o, o MDB. A lei foi votada e formatada sob o arb\u00edtrio do general Figueiredo, em agosto de 1979, seis anos antes da queda do regime, num texto lapidado cuidadosamente pelos comandantes militares para acomodar uma esdr\u00faxula inven\u00e7\u00e3o jur\u00eddica: o \u201ccrime conexo de sangue\u201d, vil esperteza dos quart\u00e9is para equiparar torturados e torturadores com a mesma anistia \u2014 indiscriminada, desigual e injusta. Uma anistia costurada sob o molde caviloso da repress\u00e3o para estender o espesso manto da impunidade sobre os crimes de quem nunca foi acusado, julgado, processado e condenado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \">Com o cinismo que a idade avan\u00e7ada n\u00e3o desbotou, o general Le\u00f4nidas tenta justificar os abusos de seus velhos companheiros de farda e trucul\u00eancia: \u201cO soldado \u00e9 um cidad\u00e3o de uniforme para o exerc\u00edcio c\u00edvico da viol\u00eancia\u201d, disse em entrevista a Geneton Moraes Neto da Globo News, sem explicar onde escavou este sofisticado racioc\u00ednio que nivela todos os ex\u00e9rcitos pela vala comum do arb\u00edtrio. O general ignora os exemplos na Hist\u00f3ria de for\u00e7as armadas que se mobilizaram, em momentos cruciais, pela preserva\u00e7\u00e3o de valores perenes da democracia e da civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \"><strong>F\u00e3 clube do Reich<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \">Um ex\u00e9rcito, esquece o c\u00ednico Le\u00f4nidas, pode ser a reuni\u00e3o de homens fardados que lutam pelo exerc\u00edcio da liberdade contra o nazifascismo. Pode, por exemplo, ser a for\u00e7a armada que se levanta em defesa da Constitui\u00e7\u00e3o, como fez o III Ex\u00e9rcito ao cerrar fileiras com o governador Leonel Brizola e o povo ga\u00facho na Campanha da Legalidade de 1961. Pode tamb\u00e9m se al\u00e7ar pela afirma\u00e7\u00e3o da autoridade constitucional do presidente, como fez o marechal Henrique Lott para sufocar a quartelada golpista de 1955 que tentava bloquear a posse de Juscelino Kubitschek.\u00a0 O general Le\u00f4nidas, aparentemente, devia ser na sua tenra \u00a0juventude um cidad\u00e3o fardado que se imaginava autorizado ao exerc\u00edcio c\u00edvico da viol\u00eancia contra a ordem constitucional e os direitos fundamentais da pessoa humana. Faz sentido.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-784\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/O-tenente-Le%C3%B4nidas-e-o-chefe-general-%C3%81lcio-Souto-matin%C3%AA-para-admirar-a-blitzkrieg-do-Reich..jpg\" border=\"0\" width=\"552\" height=\"294\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address>O tenente Le\u00f4nidas e o chefe, general \u00c1lcio Souto: matin\u00ea para admirar a blitzkrieg do Reich<\/address>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"p1\"><span style=\"text-align: justify;\">Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves perdeu a chance de ser um dos her\u00f3is brasileiros da luta da For\u00e7a Expedicion\u00e1ria Brasileira contra o III Reich, na campanha na Segunda Guerra Mundial, simplesmente porque estava do lado errado. Aos 23 anos, foi alijado da FEB porque teve o azar de ser, na \u00e9poca, ajudante de ordens do coronel \u00c1lcio Souto, um not\u00f3rio simpatizante da Alemanha que o Brasil combateria, com seus pracinhas, na frente de batalha da It\u00e1lia. No livro A Ditadura Derrotada, o jornalista Elio Gaspari conta que Souto, ent\u00e3o comandante da Escola Militar do Realengo e chefe de Le\u00f4nidas, costumava levar seus cadetes nos primeiros anos da guerra a um cinema do sub\u00farbio carioca onde o adido militar da embaixada de Adolf Hitler costumava exibir filmes sobre os avan\u00e7os avassaladores da\u00a0blitzkrieg da Reich alem\u00e3o. O filho Alvir, general reformado, negou tempos atr\u00e1s estas empolgadas matin\u00eas, dizendo que o pai n\u00e3o era nazista: \u201cEle n\u00e3o admirava o Reich, mas sim o Ex\u00e9rcito alem\u00e3o\u201d, justificou, como se fosse poss\u00edvel separar uma coisa e outra.<\/span><\/p>\n<div><span style=\"text-align: justify;\"><br \/><\/span><\/div>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-787\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Filinto-Muller-a-pol%C3%ADcia-de-Get%C3%BAlio-faz-est%C3%A1gio-na-Gestapo-de-Hitler-e-Himmler.jpg\" border=\"0\" width=\"566\" height=\"194\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address>Filinto Muller: a pol\u00edcia de Get\u00falio faz est\u00e1gio na Gestapo de Hitler e Himmler<\/address>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \"><strong>Geisel e seu \u00eddolo<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \">O filonazismo verde-amarelo n\u00e3o era uma exclusividade do comandante do ent\u00e3o tenente Le\u00f4nidas, mas era extensivo aos chefes supremos do regime do Estado Novo, que se espelhava na p\u00e1tria da Wehrmacht hitlerista. O major de artilharia Affonso Henrique de Miranda Corr\u00eaa, o segundo homem de Filinto Muller na chefia de pol\u00edcia da ditadura de Get\u00falio Vargas, foi mandado \u00e0 Alemanha para um est\u00e1gio de um ano na Gestapo, onde acabou condecorado por seu chefe, Heinrich Himmler, o mentor da \u2018solu\u00e7\u00e3o final\u2019 dos campos de concentra\u00e7\u00e3o. Os dois maiores l\u00edderes militares do pa\u00eds, os generais Eurico Gaspar Dutra (ministro da Guerra) e G\u00f3is Monteiro (chefe do Estado Maior do Ex\u00e9rcito), n\u00e3o escondiam sua admira\u00e7\u00e3o pelo Reich.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-788\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Benito-Mussolini-e-um-admirador-o-ex-capit%C3%A3o-Ernesto-Geisel.jpg\" border=\"0\" width=\"495\" height=\"190\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify; \">\u00a0<\/p>\n<address>Benito Mussolini e um admirador: o ex-capit\u00e3o Ernesto Geisel<\/address>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Dutra comemorou a queda de Paris sob o tac\u00e3o nazista com uma festa em sua casa. Meses antes, G\u00f3is Monteiro fazia as malas para chefiar uma comitiva de oficiais que viajaria a Berlim para conhecer a \u201cgigantesca obra de reconstru\u00e7\u00e3o nacional\u201d da Alemanha quando o embarque foi abortado. As divis\u00f5es Panzer de Hitler acabavam de cruzar a fronteira da Pol\u00f4nia, dando in\u00edcio \u00e0 Segunda Grande Guerra. Um dos oficiais da comitiva que perdeu a instrutiva viagem foi um capit\u00e3o chamado Ernesto Geisel, que se confessava um admirador do l\u00edder fascista italiano Benito Mussolini. No Brasil, a afei\u00e7\u00e3o de Geisel era reservada ao chefe de Le\u00f4nidas, coronel \u00c1lcio Souto, que chegou ao generalato como chefe do gabinete militar do presidente Dutra, o simpatizante nazista que se rejubilou com o desfile das tropas hitleristas sob o Arco do Triunfo parisiense.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-789\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Le%C3%B4nidas-e-Herzog-%E2%80%9CUm-homem-assustado-faz-qualquer-coisa.-At%C3%A9-se-mata%E2%80%9D.jpg\" border=\"0\" width=\"473\" height=\"299\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address>Le\u00f4nidas e Herzog: \u201cUm homem assustado faz qualquer coisa. At\u00e9 se mata\u201d<\/address>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Susto e chocolate<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Foi neste festivo entorno nacional-socialista que o futuro cidad\u00e3o de uniforme Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves forjou o seu c\u00edvico esp\u00edrito da viol\u00eancia. \u201cNa hora de dar chocolate, n\u00e3o se d\u00e1 tiro. E, na hora de dar tiro, n\u00e3o se d\u00e1 chocolate\u201d, filosofou o general Le\u00f4nidas na Globo News. Debochado, o ex-ministro do Ex\u00e9rcito desdenha das v\u00edtimas da repress\u00e3o: \u201cQuem come\u00e7a guerra n\u00e3o pode lamentar morte\u201d.\u00a0 Ironiza as den\u00fancias (\u201cHoje todo mundo diz que foi torturado para receber a bolsa-ditadura\u201d) e duvida do assassinato do jornalista Vladimir Herzog sob torturas no DOI-CODI de S\u00e3o Paulo, em 1975: \u201cEu n\u00e3o tenho convic\u00e7\u00e3o de que Herzog tenha sido morto\u2026 um homem n\u00e3o preparado e assustado faz qualquer coisa. At\u00e9 se mata\u201d, explicou a Geneton Moraes Neto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-790\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Prestes-Jo%C3%A3o-Goulart-Leonel-Brizola-%E2%80%9CSa%C3%ADram-porque-quiseram.-S%C3%A3o-fugitivos-n%C3%A3o-exilados%E2%80%9D.jpg\" border=\"0\" width=\"560\" height=\"207\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<address><span style=\"color: #666666; font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px; line-height: 11px; text-align: -webkit-auto; background-color: #f3f3f3;\">Prestes, Jo\u00e3o Goulart, Leonel Brizola: \u201cSa\u00edram porque quiseram. S\u00e3o fugitivos, n\u00e3o exilados\u201d<\/span><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O Le\u00f4nidas que bate em Dilma e na Comiss\u00e3o da Verdade com espartana disciplina desenvolveu a ex\u00f3tica teoria de que os maiores l\u00edderes do regime deposto \u2014 Jango, Brizola, Prestes, Arraes \u2014 n\u00e3o foram exilados. \u201cEles sa\u00edram do Brasil porque quiseram. Eram fugitivos\u201d, zombou o general, que tem a absurda certeza dos justos no regime injusto da ditadura: \u201cN\u00f3s nunca prendemos ningu\u00e9m que n\u00e3o tenha feito nada. De todas as pessoas presas, ningu\u00e9m era inocente. Todos eles tinham alguma coisa que estavam cometendo de errado\u201d. Na l\u00f3gica cartesiana de Le\u00f4nidas, a simples pris\u00e3o j\u00e1 era, por si s\u00f3, a condena\u00e7\u00e3o, l\u00edquida e certa. Os \u00eddolos nazistas dos velhos comandantes de Le\u00f4nidas ficariam orgulhosos do provecto general, ainda rijo na sua p\u00e9trea subordina\u00e7\u00e3o ao autoritarismo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Desafio aos desaparecidos<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Durante quase tr\u00eas anos da fase mais turbulenta da ditadura, de abril de 1974 a fevereiro de 1977, Le\u00f4nidas foi o chefe do Estado-Maior do I Ex\u00e9rcito, sediado no Rio de Janeiro. Como tal, era o comandante imediato do DOI-CODI baseado no quartel da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito na afamada rua Bar\u00e3o de Mesquita, um dos endere\u00e7os mais sinistros da repress\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Quando o quartel general do I Ex\u00e9rcito esteve sob o comando do general linha-dura Sylvio Frota,\u00a0 entre julho de 1972 e mar\u00e7o de 1974, conforme apurou o jornal O Globo, o DOI-CODI carioca era um centro de morte. Naquele espa\u00e7o de 21 meses, contou o jornal, morreram 29 presos nas suas masmorras, ent\u00e3o sob a administra\u00e7\u00e3o do not\u00f3rio major Adyr Fiuza de Castro, um dos radicais mais temidos do regime. Pois bastou que ele chegasse ali em abril de 1974, diz o general Le\u00f4nidas, e a paz celestial dos anjos se instalou naquele antro de terror e viol\u00eancia. \u201cN\u00e3o houve tortura na minha \u00e1rea\u201d, jurou ele na Globo News. Na semana passada, n\u2019O Estado de S.Paulo, o general voltou a desafiar: \u201cNunca apareceu nada, nem ningu\u00e9m, que tivesse alegado ter sido torturado. Eu j\u00e1 desafiei que algu\u00e9m se apresentasse na TV e nunca apareceu nada\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-791\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Joaquim-Pires-Cerveira-Rubens-Paiva-e-Eduardo-Collier-incinerados-desaparecidos.jpg\" border=\"0\" alt=\"Joaquim Pires Cerveira, Rubens Paiva e Eduardo Collier: incinerados, desaparecidos\" width=\"549\" height=\"192\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Joaquim-Pires-Cerveira-Rubens-Paiva-e-Eduardo-Collier-incinerados-desaparecidos.jpg 549w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/Joaquim-Pires-Cerveira-Rubens-Paiva-e-Eduardo-Collier-incinerados-desaparecidos-300x105.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 549px) 100vw, 549px\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<address>Joaquim Pires Cerveira, Rubens Paiva e Eduardo Collier: incinerados, desaparecidos<\/address>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o apareceu, talvez, porque os desaparecidos jamais reapareciam, naqueles tempos amargos em que n\u00e3o se dava chocolate na hora de dar tiro. De acordo com o Dossi\u00ea Ditadura \u2014 Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos no Brasil 1964-1985, publicado em 2009, a lista oficial de 138 desaparecidos pol\u00edticos no pa\u00eds registra 31 nomes que se evaporaram no Rio de Janeiro entre 1970 e 1978. Desses, seis desapareceram justamente nos anos de 1974 e 1975, quando o DOI-CODI do Rio, que coordenava a repress\u00e3o na \u00e1rea, estava sob o comando direto do general Le\u00f4nidas. Integram a lista Armando Teixeira Frutuoso, Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, Jayme Amorim Miranda, Orlando da Silva Rosa Bonfim J\u00fanior, Thomaz Ant\u00f4nio da Silva Meirelles Neto e Eduardo Collier Filho, que jamais poder\u00e3o desmentir o general porque est\u00e3o irremediavelmente desaparecidos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Morte no entorno do general<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Sabe-se agora o destino final de apenas um deles: o jovem pernambucano Eduardo Collier Filho, 25 anos, foi preso pelo DOI-CODI carioca em 23 de fevereiro de 1974, dois meses antes da providencial chegada do general Le\u00f4nidas ao Rio, e acabou tempos depois virando cinzas num forno de uma usina de a\u00e7\u00facar de Campos, interior fluminense, usada pela repress\u00e3o para eliminar vest\u00edgios dos desaparecidos. A confiss\u00e3o foi feita pelo ex-delegado do DOPS capixaba Cl\u00e1udio Guerra, que acaba de lan\u00e7ar Mem\u00f3rias de Uma Guerra Suja,\u00a0 um livro devastador sobreas atrocidades do regime que dava pouco chocolate e muito tiro.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Outros seis militantes da esquerda, da lista carioca de 31 desaparecidos, sumiram em 1973, um ano antes de Le\u00f4nidas desembarcar no DOI-CODI do Rio.\u00a0 Entre eles, Caiupy Alves de Castro, Ramires Maranh\u00e3o do Vale, Umberto Albuquerque C\u00e2mara Neto, Vitorino Alves Moitinho, Honestino Monteiro Guimar\u00e3es \u2014 e o ex-major do Ex\u00e9rcito Joaquim Pires Cerveira, 50 anos, sequestrado em Buenos Aires pela \u2018Opera\u00e7\u00e3o Condor\u2019 e trazido ao Brasil clandestinamente pelo delegado S\u00e9rgio Fleury, do DOPS paulista. Cerveira foi visto no DOI-CODI da Bar\u00e3o de Mesquita, duramente torturado, e acabou tamb\u00e9m incinerado no forno da usina, conforme den\u00fancia do delegado Guerra.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-792\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/A-estilista-Zuzu-Angel-e-Stuart-Jones-%E2%80%9Cse-aparecer-morta-obra-dos-assassinos-de-meu-filho%E2%80%9D.1.jpg\" border=\"0\" width=\"560\" height=\"190\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address>A estilista Zuzu Angel e Stuart Jones: \u201cSe aparecer morta, ser\u00e1 obra dos assassinos de meu filho\u201d.<\/address>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No ano da gra\u00e7a de 1971, sumiram outros 10 militantes da lista de 31 desaparecidos do Rio, incluindo o deputado Rubens Paiva e Stuart Edgar Angel Jones, 26 anos, filho da estilista Zuzu Angel. Ela passou os cinco anos seguintes denunciando ao mundo a responsabilidade direta da ditadura brasileira na tortura e morte do jovem. Fez isso, incans\u00e1vel, at\u00e9 a estranha madrugada de abril de 1976 em que o carro que dirigia, um Karmann-Ghia, capotou no t\u00fanel Dois Irm\u00e3os e despencou na ladeira da Estrada da G\u00e1vea, morrendo na hora \u2014 um acidente forjado pelo DOI-CODI carioca do achocolatado general Le\u00f4nidas, conforme den\u00fancia do ex-delegado Cl\u00e1udio Guerra. Uma semana antes do acidente, Zuzu deixara na casa do compositor Chico Buarque de Holanda um documento em que escreveu:. \u201cSe eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, ter\u00e1 sido obra dos assassinos do meu amado filho\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A nostalgia de 1964<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Quando essas coisas sinistras aconteceram, o general Le\u00f4nidas era o chefe imediato da central de repress\u00e3o mais ativa e bem informada do Rio de Janeiro. Mas as cenas estranhas que atormentavam a cidade e a alma brasileira pareciam n\u00e3o dizer respeito ao chefe do Estado-Maior a que se subordinava o DOI-CODI, que o general Le\u00f4nidas garantia estar subitamente domado em sua pac\u00edfica administra\u00e7\u00e3o. Os desaparecimentos que teimavam em acontecer nas redondezas e nos por\u00f5es, aparentemente, n\u00e3o quebravam a imaculada mansid\u00e3o de seu comando: \u201cDesafio, desafiei l\u00e1 e desafio agora algu\u00e9m que tenha sido torturado, ou tenha sofrido qualquer restri\u00e7\u00e3o maior do que as t\u00e9cnicas nos prometiam, que era o isolamento\u201d, repete Le\u00f4nidas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-793\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/O-general-e-a-%E2%80%98Chacina-da-Lapa%E2%80%99-%E2%80%9CPagamos-pela-dela%C3%A7%C3%A3o-da-c%C3%BApula-do-PCdoB%E2%80%9D.jpg\" border=\"0\" width=\"560\" height=\"223\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address>O general e a \u2018Chacina da Lapa\u2019: \u201cPagamos pela dela\u00e7\u00e3o da c\u00fapula do PCdoB\u201d<\/address>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O general n\u00e3o nega, com a vaidade previs\u00edvel, a responsabilidade direta pela chamada \u201cChacina da Lapa\u201d, a morte da c\u00fapula do PCdoB numa casa do bairro paulistano onde o partido se reunia em dezembro de 1976 para avaliar a guerrilha do Araguaia. A revela\u00e7\u00e3o nasceu no comando de Le\u00f4nidas, que admitiu ter pago R$ 150 mil \u00e0 filha de um ex-dirigente da organiza\u00e7\u00e3o, Manoel Jover Telles, para delatar o dia e o local do encontro. A opera\u00e7\u00e3o de cerco e exterm\u00ednio foi planejada na central de repress\u00e3o da rua Bar\u00e3o de Mesquita pelo coronel Freddie Perdig\u00e3o, chefe da Ag\u00eancia Rio do SNI e bra\u00e7o executor (lato sensu) do DOI-CODI, conforme denuncia o ex-delegado Guerra. \u201cPagamos aos presos para eles delatarem os outros\u201d, explicou-se o general Le\u00f4nidas, com a convic\u00e7\u00e3o do soldado dedicado ao exerc\u00edcio c\u00edvico da viol\u00eancia. Ele n\u00e3o se arrepende do que enfrentou: \u201cGuerra \u00e9 guerra\u201d, disse na Globo News. \u201cGuerra n\u00e3o tem nada de bonito \u2014 s\u00f3 a vit\u00f3ria. E n\u00f3s tivemos. A vit\u00f3ria foi nossa. Porque este pa\u00eds caiu na democracia que n\u00f3s quer\u00edamos\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Agora, assustado com a apari\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade que amea\u00e7a dissecar a \u2018democracia\u2019 e o ciclo de viol\u00eancia em que caiu o pa\u00eds que queriam os militares em 1964, o general Le\u00f4nidas amea\u00e7a resistir \u00e0 press\u00e3o da verdade com o surrado tacape do \u2018poder moderador\u2019. Algu\u00e9m precisa avisar ao veterano golpista dos idos de 64 que a democracia brasileira j\u00e1 n\u00e3o teme cara feia, nem se assusta com fantasmas do passado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Mais consolador ainda seria ouvir dele um educado e cabal pedido de desculpas ao pa\u00eds pela grosseria. Na sua idade, o velho e imoderado chefe militar n\u00e3o merece nada mais do que um chocolate. Por favor, general Le\u00f4nidas, volte \u00e0s pantufas!<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">* Luiz Cl\u00e1udio Cunha \u00e9 jornalista<span class=\"s1\"><br \/> <\/span>[cunha.luizclaudio@gmail.com]<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A lista dos 31 desaparecidos no Rio de Janeiro, segundo o Dossi\u00ea Ditadura \u2014 Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos no Brasil 1964-1985, publicado em 2009:<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Ant\u00f4nio Joaquim Machado, 31 anos, desaparecido em 1971<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Armando Teixeira Frutuoso, 54, desaparecido em 30\/8\/1975<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Boanerges de Souza Massa, 34, desaparecido em 1972<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Caiupy Alves de Castro, 45, desaparecido em 21\/11\/1973<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Carlos Alberto Soares de Freitas, 32, desaparecido em 1971<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Celso Gilberto de Oliveira, 25, desaparecido em 10\/12\/1970<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Eduardo Collier Filho, 26, desaparecido em 23\/2\/1974<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>F\u00e9lix Escobar Sobrinho, 47, desaparecido em agosto de 1971<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, desaparecido em 1974<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Heleny Telles Ferreira Guariba, 30, desaparecida em 1971<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Honestino Monteiro Guimar\u00e3es, 26, desaparecido em 1973<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>\u00cdsis Dias de Oliveira, 30, desaparecida em 1972<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Ivan Mota Dias, 28, desaparecido em 1971<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Jayme Amorim Miranda, 48, desaparecido em 1975<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Joaquim Pires Cerveira, 50, desaparecido em 1973<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Joel Vasconcelos Santos, 23, desaparecido em 1971<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Jorge Leal Gon\u00e7alves Pereira, 31, desaparecido em 1970<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Mariano Joaquim da Silva, 41, desaparecido em 1971<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Norberto Armando Habeger, 29, desaparecido em 1978<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Orlando da Silva Rosa Bonfim J\u00fanior, 60, desaparecido em 1975<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Paulo C\u00e9sar Botelho Massa, 26, desaparecido em 1972<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Paulo Costa Ribeiro Bastos, 27, desaparecido em 1972<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Paulo de Tarso Celestino da Silva, 27, desaparecido em 1971<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Ramires Maranh\u00e3o do Vale, 22, desaparecido em 1973<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Rubens Beirodt Paiva, 41, desaparecido em 1971<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>S\u00e9rgio Landulfo Furtado, 21, desaparecido em 1972<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Stuart Edgar Angel Jones, 26, desaparecido em 1971<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Thomaz Ant\u00f4nio da Silva Meirelles Neto, 36, desaparecido em 1974<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Umberto Albuquerque C\u00e2mara Neto, 26, desaparecido em 1973<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Vitorino Alves Moitinho, 24, desaparecido em 1973<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><span> <\/span>.<span> <\/span>Walter Ribeiro Novaes, 31, desaparecido em 1971<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Sul 21<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 91 anos, o general Le\u00f4nidas Pires Gon\u00e7alves, oficial da artilharia e ministro do Ex\u00e9rcito do Governo Sarney, recrudesceu: tirou o pijama, trocou a pantufa pelo coturno, armou o canh\u00e3o, mirou a presidente Dilma Rousseff e bombardeou a Comiss\u00e3o da Verdade. 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