{"id":811,"date":"2012-05-29T16:31:55","date_gmt":"2012-05-29T16:31:55","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/29\/o-mapa-da-tortura-na-capital-2\/"},"modified":"2012-05-29T16:31:55","modified_gmt":"2012-05-29T16:31:55","slug":"o-mapa-da-tortura-na-capital-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/29\/o-mapa-da-tortura-na-capital-2\/","title":{"rendered":"O MAPA DA TORTURA NA CAPITAL"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Projeto Marcas da Mem\u00f3ria quer tornar p\u00fablico os locais em Porto Alegre, como a Ilha do Pres\u00eddio, que, entre 1964 e 1985, foram utilizados pela ditadura militar para a pr\u00e1tica de tortura e pris\u00e3o dos contr\u00e1rios ao regime.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/multimidia2.correiodopovo.com.br\/thumb.aspx?Caminho=multimidia\/2012\/05\/26\/262262.JPG&#038;Tamanho=250&#038;HW=2\" border=\"0\" width=\"250\" height=\"282\" style=\"vertical-align: middle;\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\n<p class=\"p1\">Para a HIST\u00d3RIA n\u00e3o ser esquecida<\/p>\n<p class=\"p2\">Uma corrida contra o tempo foi iniciada com o objetivo de marcar as \u00e1reas que, entre 1964 a 1985, foram utilizadas em Porto Alegre pela ditadura militar para torturar e prender pessoas contr\u00e1rias ao regime pol\u00edtico.<\/p>\n<p class=\"p2\">O presidente do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke, estima que 75% da atual popula\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o era nascida quando ocorreu o golpe. Por isso, os locais est\u00e3o sendo identificados antes que a hist\u00f3ria se perca. Os primeiros 12 devem receber, at\u00e9 2013, placas padronizadas ou totens com inscri\u00e7\u00f5es que mostrar\u00e3o um pouco do que ocorreu durante os &#8220;Anos de Chumbo&#8221;.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O projeto, denominado Marcas da Mem\u00f3ria, foi idealizado atrav\u00e9s de um conv\u00eanio entre a prefeitura e o MJDH. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 tornar de conhecimento p\u00fablico todos os espa\u00e7os que foram centros de deten\u00e7\u00e3o ou que tinham rela\u00e7\u00e3o com a ditadura. Outros locais devem ser inclu\u00eddos na lista, em um prazo de 24 meses &#8211; per\u00edodo de dura\u00e7\u00e3o do conv\u00eanio. &#8220;Sempre quando se mexe nessas hist\u00f3rias, surgem novas informa\u00e7\u00f5es. N\u00f3s n\u00e3o sabemos o que realmente aconteceu e queremos montar o quebra-cabe\u00e7as&#8221;, afirma Jair Krischke, que \u00e9 ativista dos direitos humanos desde a d\u00e9cada de 1960.<\/p>\n<p class=\"p2\">Ele avalia a rela\u00e7\u00e3o do Brasil com outros pa\u00edses do Cone Sul.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Com a Argentina e com o Uruguai, que cultivam a hist\u00f3ria, o Brasil pouco produziu na literatura a respeito da \u00e9poca.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O Rio Grande do Sul foi um Estado estrat\u00e9gico e se tornou foco da repress\u00e3o, por ser fronteira. Al\u00e9m disso, o Ex\u00e9rcito e a Pol\u00edcia ga\u00facha trabalhavam em sintonia &#8211; rela\u00e7\u00e3o diferente do restante do pa\u00eds. Essa \u00e9 uma das explica\u00e7\u00f5es para a Capital abrigar o primeiro centro de tortura clandestino do Brasil, localizado na rua Santo Ant\u00f4nio. O im\u00f3vel, que \u00e9 um dos s\u00edmbolos mapeados pelo MJDH, era comandado por militares, mas policiais tamb\u00e9m atuavam ali, investigando supostos conspiradores. Pelo menos quatro pessoas que trabalharam no endere\u00e7o j\u00e1 foram identificadas: um delegado de Pol\u00edcia, um m\u00e9dico, um economista e um professor de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica. Alguns deles teriam, inclusive, tentado incorporar o per\u00edodo que estiveram na casa ao tempo de servi\u00e7o para a aposentadoria.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Segundo Krischke, o uso da tortura n\u00e3o era uma pr\u00e1tica militar no Brasil, ent\u00e3o o regime importou da Fran\u00e7a procedimentos utilizados depois da 2 Guerra Mundial. Estrangeiros chegaram a vir para Porto Alegre para ensinar a obter informa\u00e7\u00f5es por meio da for\u00e7a. Um dos lugares que teria sido escola para esse fim \u00e9 o Pal\u00e1cio da Pol\u00edcia. Com a iniciativa, quem visitar a Capital, saber\u00e1 que a cidade guarda, al\u00e9m de belas paisagens, uma triste hist\u00f3ria que n\u00e3o pode ser esquecida.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>PRA\u00c7A RAUL PILLA<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Onde hoje est\u00e1 a pra\u00e7a Raul Pilla (m\u00e9dico e ex-deputado federal), na rua Duque de Caxias, ficava um pr\u00e9dio do quartel da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito (PE), usado como pris\u00e3o pol\u00edtica. O coronel Alfredo Ribeiro Daudt, av\u00f4 de Brizola Neto, foi um dos que ficou detido no local. A idealiza\u00e7\u00e3o do viaduto Jos\u00e9 Loureiro da Silva, inaugurado na d\u00e9cada de 1970, fez com que o edif\u00edcio precisasse ser destru\u00eddo.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>PAL\u00c1CIO DA POL\u00cdCIA<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>A sede do Dops em Porto Alegre funcionava no Pal\u00e1cio da Pol\u00edcia. H\u00e1 suspeitas de que, no edif\u00edcio, funcionou uma escola de tortura.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>PRES\u00cdDIO CENTRAL<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Pouco antes da desativa\u00e7\u00e3o da Ilha das Pedras Brancas, conhecida como Ilha do Pres\u00eddio, na d\u00e9cada de 1980, dezenas de detidos pol\u00edticos foram transferidos para o Pres\u00eddio Central. A unidade foi adaptada para receber aquelas pessoas, que ficavam em uma ala reservada.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>REGIMENTO DE INFANTARIA<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>As celas do 18\u00b0 Regimento de Infantaria abrigavam acusados de crimes contra a seguran\u00e7a nacional. Hoje, o local \u00e9 sede do Tecnopuc.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>CAIS DO PORTO<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O Cais do Porto era um dos lugares de embarque para os condenados pelo Tribunal Militar que seguiam para o c\u00e1rcere, rodeado pelas \u00e1guas do Gua\u00edba. Uma pequena embarca\u00e7\u00e3o fazia a viagem da margem at\u00e9 a ilha.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>DOI-CODI<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi) em Porto Alegre foi um dos \u00faltimos a ser criado no Brasil, no final da d\u00e9cada de 1970, depois da desativa\u00e7\u00e3o do &#8220;Dopinha&#8221;. A sede foi instalada no quartel do Ex\u00e9rcito, localizado na rua Luiz Afonso. Poucas pessoas ficaram presas no local, que servia, especialmente, para espionagem.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>ANTIGA FEBEM<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>A antiga Febem recebia as mulheres e os dirigentes sindicais. Em uma parte do complexo, em frente ao est\u00e1dio Beira-Rio, ficavam os jovens infratores e, em outra, os presos pol\u00edticos. At\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe, ao certo, quantos estiveram enclausurados no local.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>ILHA DO PRES\u00cdDIO<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Para a Ilha das Pedras Brancas, que ficou conhecida como Ilha do Pres\u00eddio, iam os homens considerados mais perigosos.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>12\u00ba RCMEC<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O quartel do 12\u00b0 Regimento de Cavalaria Mecanizado abrigava uma pris\u00e3o para os supostos subversivos presos pelo regime militar da \u00e9poca. \u00c0 beira do Gua\u00edba, muitos eram torturados, tendo a cabe\u00e7a afundada na \u00e1gua.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>VILA ASSUN\u00c7\u00c3O<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>O pr\u00e9dio onde hoje \u00e9 Daer era um dos lugares de onde partiam barcas que levavam os presos e os seus familiares \u00e0 Ilha do Pres\u00eddio.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto Marcas da Mem\u00f3ria quer tornar p\u00fablico os locais em Porto Alegre, como a Ilha do Pres\u00eddio, que, entre 1964 e 1985, foram utilizados pela ditadura militar para a pr\u00e1tica de tortura e pris\u00e3o dos contr\u00e1rios ao regime.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/811"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=811"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/811\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}