{"id":8113,"date":"2015-08-21T02:40:04","date_gmt":"2015-08-21T02:40:04","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/08\/21\/ministerio-publico-federal-recebe-614-ossadas-de-possiveis-desaparecidos-politicos-da-ditadura\/"},"modified":"2015-08-21T02:40:04","modified_gmt":"2015-08-21T02:40:04","slug":"ministerio-publico-federal-recebe-614-ossadas-de-possiveis-desaparecidos-politicos-da-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/08\/21\/ministerio-publico-federal-recebe-614-ossadas-de-possiveis-desaparecidos-politicos-da-ditadura\/","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal recebe 614 ossadas de poss\u00edveis desaparecidos pol\u00edticos da ditadura"},"content":{"rendered":"<address style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12.1599998474121px; font-style: normal; line-height: 15.8079996109009px;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) recebeu 614 ossadas que estavam em vala clandestina do cemit\u00e9rio de Perus, na zona noroeste da capital paulista. Os restos mortais de poss\u00edveis desaparecidos pol\u00edticos da ditadura ficar\u00e3o armazenados em sala-cofre no subsolo do MPF em S\u00e3o Paulo at\u00e9 que a reforma no laborat\u00f3rio da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) esteja conclu\u00edda, e as ossadas possam ser transferidas para a institui\u00e7\u00e3o. O material foi recebido pelo MPF no \u00faltimo s\u00e1bado. O Cemit\u00e9rio P\u00fablico Municipal de Perus foi usado durante a ditadura militar para enterrar secretamente militantes pol\u00edticos assassinados e outras v\u00edtimas de viol\u00eancia no regime.<\/span><\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-8112\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/ossadas_de_desaparecidos2.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/><span style=\"font-size: 12.1599998474121px; font-style: italic; line-height: 15.8079996109009px;\" \/>O ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SDH\/PR), Pepe Vargas, visita local onde est\u00e3o armazenadas as ossadas de Perus. (Foto: Marcelo Camargo\/Ag\u00eancia Brasil)  <!--more-->  <\/span><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">No laborat\u00f3rio da universidade, j\u00e1 h\u00e1 433 ossadas, o que fez atingir a capacidade m\u00e1xima do local, que s\u00f3 deve ser ampliada ap\u00f3s a reforma. O conte\u00fado de 385 caixas j\u00e1 foi aberto e verificado. Por meio de an\u00e1lise antropol\u00f3gica, arque\u00f3logos estimaram o perfil biol\u00f3gico das ossadas, como sexo, estatura, faixa et\u00e1ria e poss\u00edveis traumas.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Do total j\u00e1 verificado, 85% s\u00e3o ossadas do sexo masculino. Existe tamb\u00e9m um percentual de 5% de crian\u00e7as. Em 22% das caixas, havia mais de um indiv\u00edduo, o que significa que o n\u00famero de pessoas a serem identificadas pode ser maior que o estimado. Participam do trabalho de identifica\u00e7\u00e3o arque\u00f3logos, m\u00e9dicos, dentistas e geneticistas da Unifesp.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Laborat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Segundo o ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Pepe Vargas, o minist\u00e9rio est\u00e1 em processo de contrata\u00e7\u00e3o de um laborat\u00f3rio internacional que tamb\u00e9m se dedicar\u00e1 \u00e0 an\u00e1lise gen\u00e9tica das ossadas. O valor a ser gasto gira em torno de R$ 2 milh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">O Cemit\u00e9rio P\u00fablico Municipal de Perus foi usado durante a ditadura para enterrar secretamente militantes pol\u00edticos assassinados e outras v\u00edtimas de viol\u00eancia no regime. \u201cO direito \u00e0 mem\u00f3ria \u00e9 fundamental e deve ser garantido pelo Estado e pela pr\u00f3pria sociedade. A busca da verdade \u00e9 tarefa fundamental de um Estado democr\u00e1tico. Isso \u00e9 fundamental tanto para que a sociedade compreenda a forma como a repress\u00e3o se estabeleceu, quanto para que isso n\u00e3o se repita\u201d, declarou nesta quarta-feira o ministro.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">O cemit\u00e9rio foi inaugurado em abril de 1971. Algumas ossadas foram descobertas na d\u00e9cada de 1990 pelo Departamento de Medicina-Legal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em 1992, foram identificados dois presos pol\u00edticos cujos restos mortais estavam na vala clandestina de Perus: D\u00eanis Ant\u00f4nio Casemiro e Frederico Eduardo Mayr. Naquela \u00e9poca, foram encontradas mais de mil ossadas enterradas na vala clandestina, colocadas em 1.049 caixas.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Em 2014, foram transferidas 433 ossadas para o laborat\u00f3rio da Unifesp, mas a perman\u00eancia das 614 ossadas no cemit\u00e9rio ainda preocupava o Grupo de Trabalho de Perus. Na sala-cofre do MPF, segundo a Procuradora Regional da Rep\u00fablica Eug\u00eania Gonzaga, que tamb\u00e9m \u00e9 presidente da Comiss\u00e3o Especial sobre Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos, as ossadas ficam seguras e armazenadas com a climatiza\u00e7\u00e3o e umidade adequadas.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A estimativa \u00e9 que a identifica\u00e7\u00e3o dos restos mortais feita pela Unifesp e pelo \u00f3rg\u00e3o internacional a ser contratado termine at\u00e9 o final de 2016.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) recebeu 614 ossadas que estavam em vala clandestina do cemit\u00e9rio de Perus, na zona noroeste da capital paulista. 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