{"id":8154,"date":"2015-10-08T02:31:02","date_gmt":"2015-10-08T02:31:02","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/10\/08\/lucas-figueiredo-mostra-os-bastidores-da-ditadura\/"},"modified":"2015-10-08T02:31:02","modified_gmt":"2015-10-08T02:31:02","slug":"lucas-figueiredo-mostra-os-bastidores-da-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/10\/08\/lucas-figueiredo-mostra-os-bastidores-da-ditadura\/","title":{"rendered":"Lucas Figueiredo mostra os bastidores da ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O trabalho da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) terminou, oficialmente, no ano passado, com a publica\u00e7\u00e3o de tr\u00eas volumes que contam boa parte do mais recente per\u00edodo da ditadura militar no Brasil (1964-85). Mas tudo, tudo mesmo, foi analisado? Ser\u00e1 que os documentos que comprovam viola\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos, pris\u00f5es e persegui\u00e7\u00f5es de militantes pol\u00edticos e assassinatos em instala\u00e7\u00f5es do Estado, por exemplo, foram disponibilizados? O jornalista e escritor mineiro Lucas Figueiredo se debru\u00e7ou sobre o tema, e comprova que, mesmo ap\u00f3s o trabalho da CNV, uma importante parte da hist\u00f3ria do pa\u00eds ainda est\u00e1 escondida.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-197\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/image.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"480\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O resultado da pesquisa pode ser conferido no livro \u201cLugar nenhum &#8211; Militares e civis na oculta\u00e7\u00e3o dos documentos da ditadura\u201d, que ser\u00e1 lan\u00e7ado nesta quarta-feira (7), \u00e0s 18h30, no Memorial Minas Gerais Vale, na Pra\u00e7a da Liberdade, em Belo Horizonte. O autor far\u00e1 um debate com o jornalista Jo\u00e3o Paulo Cunha, al\u00e9m de autografar a obra rec\u00e9m-lan\u00e7ada.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A investiga\u00e7\u00e3o de Lucas comprova que ainda milhares de documentos das For\u00e7as Armadas, principalmente da Marinha, foram microfilmados antes de serem destru\u00eddos. No entanto, eles ainda n\u00e3o forma disponibilizados, apensar de o Brasil ter tido seis presidentes civis desde 1988.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 um peda\u00e7o na nossa hist\u00f3ria t\u00e3o nebuloso. Imaginar que a ditadura acabou h\u00e1 30 anos, e a gente est\u00e1 numa transi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o acaba. Hoje a gente nem fala mais em corpo. Ningu\u00e9m pode desaparecer sem hist\u00f3ria. \u00c9 por isso que a gente precisa continuar escrevendo e continuar lendo\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A maior parte da apura\u00e7\u00e3o realizada para o livro foi feita enquanto Lucas coordenou um grupo de jornalistas para a CNV, supervisionado pela professora Heloisa Starling, da Universidade Federal de Minas Gerais. A miss\u00e3o era levantar o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis sobre o per\u00edodo, junto a arquivos p\u00fablicos e privados.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente conseguiu localizar documentos, e conseguimos comprovar que o Ex\u00e9rcito, a Marinha e a Aeron\u00e1utica microfilmaram uma quantidade significativa de documentos. At\u00e9 ent\u00e3o, o que aparecia \u00e9 que tinham destru\u00eddo, queimado, e que n\u00e3o tinha registro. Pelo o que a gente viu, o que aconteceu foi que o arquivo em papel migrou para o microfilme. Houve uma opera\u00e7\u00e3o mutio grande para preservar. Dentro dessa documenta\u00e7\u00e3o tem um prontu\u00e1rio de \u201cpessoa mortas\u201d. Mais de 40 mil p\u00e1ginas \u2013 a maioria na d\u00e9cada de 1970 \u2013 e que as For\u00e7as Armadas dizem que n\u00e3o t\u00eam informa\u00e7\u00e3o\u201d, explicou. S\u00f3 na Marinha, de acordo com Lucas, foram mais de 1,2 milh\u00e3o de p\u00e1ginas microfilmadas.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para o autor, \u201cfica muito claro que as For\u00e7as Armadas destruiram uma quantidade grande de material. Foi uma destrui\u00e7\u00e3o calculada. E isso pode ser considerado crime. Quem diz n\u00e3o sou eu, \u00e9 a legisla\u00e7\u00e3o de salvaguarda, que \u00e9 citada pelos pr\u00f3prios documentos. A gente conseguiu comprovar, at\u00e9 2013, uma parcela significativa n\u00e3o tinha sido destruida, e era mantida pelas For\u00e7as Armadas\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Na opini\u00e3o de Lucas, se eles tivessem destru\u00eddo tudo, seria uma confiss\u00e3o de culpa.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O trabalho da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV) terminou, oficialmente, no ano passado, com a publica\u00e7\u00e3o de tr\u00eas volumes que contam boa parte do mais recente per\u00edodo da ditadura militar no Brasil (1964-85). Mas tudo, tudo mesmo, foi analisado? 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