{"id":816,"date":"2012-05-29T16:39:12","date_gmt":"2012-05-29T16:39:12","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/29\/igreja-catolica-admite-que-sabia-de-crimes-da-ditadura-argentina-2\/"},"modified":"2012-05-29T16:39:12","modified_gmt":"2012-05-29T16:39:12","slug":"igreja-catolica-admite-que-sabia-de-crimes-da-ditadura-argentina-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/29\/igreja-catolica-admite-que-sabia-de-crimes-da-ditadura-argentina-2\/","title":{"rendered":"Igreja Cat\u00f3lica admite que sabia de crimes da ditadura argentina"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>A Igreja Cat\u00f3lica argentina confirmou perante a Justi\u00e7a que, desde 1978, sabia que a ditadura assassinava as pessoas detidas-desaparecidas, coisa que nunca havia admitido publicamente. A admiss\u00e3o tardia foi produzida com o reconhecimento da autenticidade do documento publicado no jornal P\u00e1gina\/12, no dia 6 de maio, sobre o di\u00e1logo secreto com o ditador Jorge Videla, de 10 de maio de 1978. Em que pese a gravidade da revela\u00e7\u00e3o, tanto o Episcopado como o Vaticano e a grande imprensa guardam um estrondoso sil\u00eancio a respeito do epis\u00f3dio. O artigo \u00e9 de Horacio Verbitsky.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A Igreja Cat\u00f3lica confirmou pela primeira vez perante a Justi\u00e7a que, pelo menos desde 1978, sabia que a ditadura militar assassinava as pessoas detidas-desaparecidas, coisa que jamais tinha tornado p\u00fablica, e que as suas m\u00e1ximas autoridades discutiram com o chefe supremo da ditadura a respeito de como administrar a informa\u00e7\u00e3o sobre esses crimes. A admiss\u00e3o tardia produziu-se com o reconhecimento da autenticidade do\u00a0<a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/carta2.jpg\">documento publicado pelo P\u00e1gina\/12<\/a> no dia 6 de maio \u00faltimo, sobre o di\u00e1logo secreto com o ditador Jorge Videla, de 10 de maio de 1978, depois de um almo\u00e7o do qual participaram os tr\u00eas membros da Comiss\u00e3o Executiva que conduzia a institui\u00e7\u00e3o. Em que pese a gravidade das revela\u00e7\u00f5es, tanto o Episcopado como o Vaticano e a grande imprensa guardam um escandaloso sil\u00eancio a respeito.<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\"><span class=\"s1\"> <br \/> <\/span><strong>A quest\u00e3o das listas<\/strong><span class=\"s1\"><br \/> <\/span>A judicializa\u00e7\u00e3o do documento eclesi\u00e1stico produziu-se no processo aberto para determinar o que aconteceu com os restos mortais de Roberto Santucho, a pedido de sua fam\u00edlia, representada pelo advogado Pablo Llonto. Santucho foi abatido por um grupo do Ex\u00e9rcito em 19 de julho de 1976, e seu corpo exibido \u00e0 imprensa no Campo de Maio, mas logo desapareceu sem explica\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s a confiss\u00e3o de Videla a um jornalista espanhol e a outro argentino sobre os assassinatos dos detidos-desaparecidos, a ju\u00edza federal de San Mart\u00edn, Martina Forns, respons\u00e1vel pela causa, citou o ex-ditador. Videla disse que ele tinha decidido ocultar o destino dos restos mortais de Santucho para evitar homenagens, mas que quem sabia o que se tinha feito com eles era o ent\u00e3o chefe do Campo de Maio, general Santiago Riveros.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Diante do cuidadoso interrogat\u00f3rio preparado por Forns, Videla respondeu as suas perguntas por mais de tr\u00eas horas. Sem eufemismos, disse que os detidos-desaparecidos eram \u201ccondenados\u201d e \u201cexecutados\u201d e que esse m\u00e9todo tinha sido adotado por comodidade, porque acreditavam que \u201cn\u00e3o provocaria o impacto de um fuzilamento p\u00fablico\u201d, que \u201ca sociedade n\u00e3o toleraria\u201d. Acrescentou que \u201cera dif\u00edcil pensar que tantas pessoas podiam ser julgadas e a Justi\u00e7a estava assustada com a persegui\u00e7\u00e3o que os ju\u00edzes tinham sofrido\u201d pelo Camar\u00f3n, o tribunal especial que atuou entre 1971-73, durante a pen\u00faltima ditadura.\u00a0<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Quando Forns o interrogou sobre as listas de pessoas detidas-desaparecidas, Videla respondeu que essas listas eram incompletas e que n\u00e3o as publicaram integralmente porque continham erros e inexatid\u00f5es e n\u00e3o houve acordo entre as tr\u00eas For\u00e7as Armadas que compartilhavam o governo. Acrescentou que a informa\u00e7\u00e3o sobre o destino de cada pessoa \u00e9 \u201cuma obriga\u00e7\u00e3o moral\u201d, mas que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil cumprir com ela, \u201cdada a forma clandestina como se procedia e em alguns caos n\u00e3o h\u00e1 rastros dessas atividades para publica\u00e7\u00e3o\u201d.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span><strong>Um di\u00e1logo entre amigos<\/strong><span class=\"s1\"><br \/> <\/span>Mas durante o almo\u00e7o com o cardeal Ra\u00fal Primatesta, arcebispo de C\u00f3rdoba, o arcebispo de Santa F\u00e9, Vicente Zazpe, e o de Buenos Aires, cardeal Juan Aramburu, que eram os presidente e vice-presidente do Episcopado, Videla deu outra explica\u00e7\u00e3o, muito mais sincera, a respeito da publica\u00e7\u00e3o das listas e do que se passou \u00e0s pessoas detidas-desaparecidas. Isso consta numa minuta para o Vaticano, que os tr\u00eas eclesi\u00e1sticos redigiriam ap\u00f3s esse almo\u00e7o e que foi reproduzida neste jornal, h\u00e1 tr\u00eas domingos, na nota: \u201cPerguntas sem Resposta\u201d.\u00a0<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Num clima que Aramburu descreveu como cordial, Videla disse que n\u00e3o era f\u00e1cil admitir que os desaparecidos estavam mortos, porque isso daria lugar a perguntas a respeito de onde estavam e quem os tinha matado.\u00a0<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Primatesta fez refer\u00eancia \u00e0s \u00faltimas desapari\u00e7\u00f5es produzidas durante a P\u00e1scoa de 1978, \u201cnum procedimento muito similar ao utilizado quando\u00a0<a href=\"http:\/\/http\/www.cartamaior.com.br\/templates\/materiaMostrar.cfm?materia_id=18814\">sequestraram as duas religiosas francesas<\/a>\u201d. Videla respondeu que \u201cseria o mais \u00f3bvio dizer que estes j\u00e1 estavam mortos, seria o caso tra\u00e7ar uma linha divis\u00f3ria e estes desapareceram e n\u00e3o est\u00e3o [mortos].\u00a0<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Mesmo que isso pare\u00e7a o mais claro a ser feito, d\u00e1 cabimento a uma s\u00e9rie de perguntas sobre onde est\u00e3o sepultados: \u00e9 uma fossa comum? Neste caso, quem os p\u00f4s na fossa? Uma s\u00e9rie de perguntas a que a autoridade do governo n\u00e3o pode responder sinceramente por conta das consequ\u00eancias disso sobre as pessoas\u201d, quer dizer, sobre os sequestradores e assassinos. Primatesta insistiu na necessidade de se encontrar uma solu\u00e7\u00e3o, porque previa que o m\u00e9todo da desapari\u00e7\u00e3o de pessoas produzia \u201cmaus efeitos\u201d de longo prazo, dada \u201ca amargura que deixa em muitas fam\u00edlias\u201d. Referia-se de forma impl\u00edcita \u00e0 carta que, nesta mesma manh\u00e3 o presidente fundador do\u00a0<a href=\"http:\/\/http\/www.cels.org.ar\">CELS<\/a> e uma das mais altas personalidades laicas do catolicismo argentino, Emilio Mignone, pai da detida-desaparecida M\u00f3nica Candelaria Mognone tinha lhe enviado.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Mignone tinha sido ministro da Educa\u00e7\u00e3o na prov\u00edncia de Buenos Aires na d\u00e9cada de 1940 e vice-ministro da Educa\u00e7\u00e3o nacional, na de 1960. O fundador do CELS escreveu a Primatesta que o sistema de sequestro, roubo, tortura e assassinato \u201ctinha se agravado com a negativa de se entregar os cad\u00e1veres aos parentes, com a sua elimina\u00e7\u00e3o por meio da crema\u00e7\u00e3o ou de seus lan\u00e7amentos ao mar, ou aos rios ou em sepulturas an\u00f4nimas e fossas comuns\u201d e se realizava em nome da \u201csalva\u00e7\u00e3o da \u2018civiliza\u00e7\u00e3o crist\u00e3\u2019, a salvaguarda da Igreja Cat\u00f3lica\u201d. Agregou ainda que o desespero e o \u00f3dio estavam ganhando muitos cora\u00e7\u00f5es.\u00a0<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>No dia seguinte ao almo\u00e7o, Zazpe informou a Mignone que a Comiss\u00e3o Executiva havia transmitido a Videla \u201ctudo o que a sua carta disse\u201d. Disse-lhe que tinham sido \u201ctremendamente sinceros e n\u00e3o recorremos a uma linguagem aproximativa\u201d, mas advertiu-lhe, como se tratasse de uma quest\u00e3o t\u00e9cnica acess\u00f3ria, que havia uma \u201cdiverg\u00eancia a respeito de sua carta\u201d a respeito da publicidade ou n\u00e3o desta entrevista. \u201cNesta ocasi\u00e3o se voltou a recorrer \u00e0 reserva\u201d, que dura at\u00e9 hoje. Primatesta informou depois \u00e0 Assembleia Plen\u00e1ria que os bispos levaram a Videla os casos assinalados na carta de Mignone, de presos que, na apar\u00eancia, recuperavam sua liberdade mas na realidade eram assassinados; que estavam interessados nos sacerdotes desaparecidos, como Pablo Gazzarri, Carlos Bustos e Mauricio Silva, e em outros detidos cuja liberdade e envio ao exterior eram demandados.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Mas o desenvolvimento completo do di\u00e1logo s\u00f3 consta na s\u00edntese para o Vaticano. Quando Primatesta advertiu sobre as amargas consequ\u00eancias do m\u00e9todo das desapari\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, Videla consentiu. Ele tamb\u00e9m advertia a respeito, mas n\u00e3o encontrava solu\u00e7\u00e3o, disse. Zazpe perguntou: \u201cO que respondemos \u00e0s pessoas? Porque no fundo h\u00e1 uma verdade\u201d. Segundo o ent\u00e3o arcebispo de Santa F\u00e9, Videla \u201cadmitiu o problema\u201d. Aramburu explicou que \u201co problema \u00e9 o que responder para que as pessoas n\u00e3o sigam perguntando\u201d.\u00a0<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Segundo Aramburu, quando Videla repetiu que \u201cn\u00e3o encontrava solu\u00e7\u00e3o, uma resposta satisfat\u00f3ria, eu lhe sugeri que, ao menos, dissessem que n\u00e3o estavam em condi\u00e7\u00f5es de informar, que dissessem que estavam desaparecidos, for os nomes a que j\u00e1 tinham dado publicidade\u201d. Primatesta explicou que \u201ca Igreja quer compreender, cooperar, que est\u00e1 consciente do estado ca\u00f3tico em que estava o seu pa\u00eds\u201d e que media cada palavra porque conhecia muito bem \u201co dano que se pode causar ao governo, com respeito ao bem comum, se n\u00e3o se preserva o devido volume\u201d.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Depois da publica\u00e7\u00e3o, a ju\u00edza Forns solicitou a entrega do documento \u00e0 Confer\u00eancia Episcopal. Sem atraso, recebeu uma c\u00f3pia. Assim, os dirigentes m\u00e1ximos cat\u00f3licos da Argentina corroboraram de forma oficial e num expediente judicial que tanto a Igreja argentina como a Santa S\u00e9, para quem se confeccionou esta minuta, estavam a par tanto do assassinato das pessoas cuja desapari\u00e7\u00e3o era denunciada por seus familiares e pelos organismos dos direitos humanos.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span><strong>C\u00f3pia Fiel<\/strong><span class=\"s1\"><br \/> <\/span>O\u00a0<a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/carta2.jpg\">fac-s\u00edmile que se publica na figura 1<\/a> foi o que se obteve de forma sub-rept\u00edcia na sede da rua Suipacha, que o pr\u00f3prio Videla deu \u00e0 Confer\u00eancia Episcopal antes de deixar o poder, em 1981. No da\u00a0<a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2012\/05\/carta4.jpg\">figura 2<\/a> se pode observar o n\u00famero com que est\u00e1 arquivado, o que d\u00e1 uma ideia da magnitude desse arquivo, cuja exist\u00eancia mesma a Igreja negou, numa nota que, no ano 2000, dirigiu-me o seu presidente, o cardeal Estanislao Karlic. A figura 2 \u00e9 aquele que a atual dire\u00e7\u00e3o episcopal, dirigida pelo arcebispo de Santa F\u00e9, Jos\u00e9 Arancedo remeteu \u00e0 ju\u00edza Forns. Nela se l\u00ea \u201c\u00c9 c\u00f3pia fiel\u201d e abaixo, \u00e0 direita, consta o selo da Confer\u00eancia Episcopal Argentina.\u00a0<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Em ambos os exemplares desse documento secreto se observa que a afirma\u00e7\u00e3o de Videla sobre a prote\u00e7\u00e3o a quem cumpriu as suas ordens criminais est\u00e1 completada a m\u00e3o por Primatesta. Em que pese a enorme transcend\u00eancia deste reconhecimento demorado, nenhuma autoridade eclesi\u00e1stica fez a menor refer\u00eancia p\u00fablica ao tema, ainda que a Comiss\u00e3o Executiva tenha se reunido em 16 de maio \u00faltimo e tenha emitido um documento, questionando a lei de morte digna sancionada pelo Congresso.\u00a0<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Como se a enormidade do fato lhes cortasse a palavra, tampouco os di\u00e1rios Clar\u00edn, La Naci\u00f3n e Perfil deram-se por informados da publica\u00e7\u00e3o desse documento fundamental para estabelecer o grau a que chegou a cumplicidade da Igreja Cat\u00f3lica com a ditadura militar e sua pol\u00edtica criminosa.<span class=\"s1\"><\/p>\n<p> <\/span>Trinta e cinco anos depois, o encobrimento continua. Quando o jornalista espanhol Ricardo Angoso o entrevistou na pris\u00e3o que o Servi\u00e7o Penitenci\u00e1rio Federal mant\u00e9m no Campo de Maio, Videla disse que \u201cminha rela\u00e7\u00e3o com a Igreja Cat\u00f3lica foi excelente, muito cordial, sincera e aberta\u201d, porque \u201cfoi prudente\u201d, n\u00e3o criou problemas nem seguiu \u201ca tend\u00eancia esquerdista e terceiro-mundista\u201d de outros Episcopados. Condenava \u201calguns excessos\u201d, mas \u201csem romper rela\u00e7\u00f5es\u201d. Com Primatesta at\u00e9 \u201cchegamos a ser amigos\u201d. Nota-se.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p4\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Carta Maior<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Igreja Cat\u00f3lica argentina confirmou perante a Justi\u00e7a que, desde 1978, sabia que a ditadura assassinava as pessoas detidas-desaparecidas, coisa que nunca havia admitido publicamente. A admiss\u00e3o tardia foi produzida com o reconhecimento da autenticidade do documento publicado no jornal P\u00e1gina\/12, no dia 6 de maio, sobre o di\u00e1logo secreto com o ditador Jorge Videla, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":805,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/816"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=816"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/816\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/805"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}