{"id":8160,"date":"2015-10-16T20:32:40","date_gmt":"2015-10-16T20:32:40","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/10\/16\/relatorio-da-comissao-da-verdade-da-cut-traz-18-novos-nomes-de-trabalhadores-mortos\/"},"modified":"2015-10-16T20:32:40","modified_gmt":"2015-10-16T20:32:40","slug":"relatorio-da-comissao-da-verdade-da-cut-traz-18-novos-nomes-de-trabalhadores-mortos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/10\/16\/relatorio-da-comissao-da-verdade-da-cut-traz-18-novos-nomes-de-trabalhadores-mortos\/","title":{"rendered":"Relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o da Verdade da CUT traz 18 novos nomes de trabalhadores mortos"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Apresenta\u00e7\u00e3o do trabalho coincidiu com a morte de Ustra. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 o que comemorar. Ele tinha de estar preso&#8221;, afirma sindicalista. Para ele, impunidade se reflete em chacinas recentes<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/trabalho\/2015\/10\/relatorio-da-comissao-da-verdade-da-cut-traz-18-novos-nomes-de-trabalhadores-mortos-4571.html\/rela.jpg\/image_preview\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address \/>Ap\u00f3s apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, militantes e dirigentes exibem seus exemplares  <!--more-->  <\/address>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">No pen\u00faltimo dia de seu congresso nacional, a CUT apresentou ontem (15) relat\u00f3rio da comiss\u00e3o da verdade da pr\u00f3pria central, listando outros nomes de v\u00edtimas da ditadura e cobrando responsabiliza\u00e7\u00e3o de empresas que colaboraram com a repress\u00e3o. A apresenta\u00e7\u00e3o do trabalho coincidiu com a not\u00edcia da morte, aos 83 anos, do coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos principais nomes ligados \u00e0 tortura no regime autorit\u00e1rio. O an\u00fancio foi feito em plen\u00e1rio pelo ex-ministro dos Direitos Humanos Paulo Vannuchi.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o houve comemora\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o vamos fazer festa. N\u00e3o vamos fazer como os que invadiram o vel\u00f3rio do Jos\u00e9 Eduardo Dutra, fundador da CUT&#8221;, pediu Vannuchi. E n\u00e3o havia mesmo o que comemorar, mas a lamentar, afirma o secret\u00e1rio de Pol\u00edticas Sociais da central (respons\u00e1vel pelo relat\u00f3rio, junto com o Centro de Documenta\u00e7\u00e3o e Mem\u00f3ria &#8211; Cedoc), Expedito Solaney. &#8220;Ele tinha de estar preso pelos crimes que cometeu. Muitos lutadores tombaram em suas m\u00e3os&#8221;, disse o sindicalista, para quem mesmo as chacinas de hoje refletem a impunidade dos agentes do Estado respons\u00e1veis por crimes de lesa-humanidade durante a ditadura. Impunidade garantida pela Lei da Anistia, acrescenta. &#8220;At\u00e9 hoje eles se protegem por a\u00ed.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio da CUT traz 18 nomes de trabalhadores mortos que n\u00e3o foram inclu\u00eddos no texto final da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade. O foco \u00e9 a morte em consequ\u00eancia da participa\u00e7\u00e3o em manifesta\u00e7\u00f5es. Entre eles, tr\u00eas v\u00edtimas de conflitos envolvendo pol\u00edcia e trabalhadores rurais nas cidades paulistas de Leme e Guariba, nos anos 1980. A central tamb\u00e9m quer apura\u00e7\u00f5es de casos envolvendo garimpeiros em Serra Pelada, no Par\u00e1, em 1987. &#8220;Entendemos que o massacre de Serra Pelada deve ser foco de estudo, deve ser investigado e apurado.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A entidade, que atuou com outras centrais na comiss\u00e3o nacional, insiste no pedido de que empresas reconhe\u00e7am sua participa\u00e7\u00e3o no financiamento a atividades de repress\u00e3o durante a ditadura, inclusive em f\u00e1bricas. Um nome destacado foi o da Volkswagen \u2013 segundo Solaney, a representa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores na empresa est\u00e1 se mobilizando para que isso aconte\u00e7a.\u00a0&#8220;O reconhecimento e o pedido de desculpas, para n\u00f3s, \u00e9 muito importante. A repara\u00e7\u00e3o deriva disso. Mas primeiro voc\u00ea resgata a hist\u00f3ria e a mem\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio \u00e9 divido em quatro partes: viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos, atividades de sindicatos e inst\u00e2ncias da CUT desde 2012, quando foi formada a comiss\u00e3o nacional, recomenda\u00e7\u00f5es feitas \u00e0 CNV e artigos de especialistas sobre as consequ\u00eancias da ditadura. O documento ser\u00e1 entregue \u00e0 Comiss\u00e3o de Anistia, do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o do trabalho coincidiu com a morte de Ustra. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 o que comemorar. Ele tinha de estar preso&#8221;, afirma sindicalista. 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