{"id":8184,"date":"2015-11-19T10:06:45","date_gmt":"2015-11-19T10:06:45","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/11\/19\/ministerio-de-direitos-humanos-coleta-amostras-de-dna-dos-parentes-de-desaparecidos-na-ditadura\/"},"modified":"2015-11-19T10:06:45","modified_gmt":"2015-11-19T10:06:45","slug":"ministerio-de-direitos-humanos-coleta-amostras-de-dna-dos-parentes-de-desaparecidos-na-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/11\/19\/ministerio-de-direitos-humanos-coleta-amostras-de-dna-dos-parentes-de-desaparecidos-na-ditadura\/","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio de Direitos Humanos coleta amostras de DNA dos parentes de desaparecidos na ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\"> <\/address>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/><span style=\"font-size: 12.16px; line-height: 1.3em;\" \/>Aos 102 anos de idade, dona Elzita Santa Cruz n\u00e3o possui nem a mem\u00f3ria, nem a for\u00e7a de antes, mas, em seu corpo resiste um sinal de esperan\u00e7a. \u00c9 de seu sangue que surge uma das \u00faltimas cartadas para descobrir o paradeiro do seu filho, Fernando Santa Cruz, que hoje teria 66 anos e desapareceu no dia 23 de mar\u00e7o de 1974, no Rio de Janeiro, num dos casos mais sombrios envolvendo um pernambucano no regime militar (1964-1985). Hoje, o coordenador de buscas do Minist\u00e9rio das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Ivan Seixas, coleta amostras de DNA de Elzita, do seu filho Marcelo Santa Cruz e de parentes de outros dois desaparecidos durante a repress\u00e3o. A tentativa \u00e9 de localizar esses corpos e dar um destino final \u00e0 hist\u00f3ria dos que lutaram pelo estabelecimento da democracia no pa\u00eds.\u00a0  <!--more-->  <\/span><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"> Desta vez, al\u00e9m dos parentes de Fernando Santa Cruz, ser\u00e3o coletadas amostras de DNA dos parentes do alagoano Luiz Almeida Ara\u00fajo, desaparecido em junho de 1973, e do pernambucano Edgar Aquino Duarte, cujo paradeiro \u00e9 desconhecido desde junho de 1973. \u201c\u00c9 um banco de DNA que j\u00e1 existia mas est\u00e1 sendo refeito por causa das ossadas de Perus (distrito localizado na zona noroeste de S\u00e3o Paulo). Estamos renovando esse banco e coletando novas amostras n\u00e3o apenas de parentes diretos, mas daqueles que s\u00e3o da segunda gera\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias\u201d, contou Ivan Seixas ao Diario. Ivan foi coordenador da Comiss\u00e3o da Verdade de S\u00e3o Paulo e estar\u00e1 acompanhado, em sua visita ao Recife, do perito do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a Samuel Ferreira. Da capital pernambucana, segue para Natal, no Rio Grande do Norte, com a mesma miss\u00e3o. <\/p>\n<p> A militante dos direitos humanos Amparo Ara\u00fajo, de 65 anos, \u00e9 irm\u00e3 de Luiz Almeida de Ara\u00fajo. Sua hist\u00f3ria \u00e9 marcada pela perda de amigos e parentes durante a ditadura. Al\u00e9m do irm\u00e3o, Amparo perdeu tr\u00eas companheiros no per\u00edodo. \u201cA partir do momento que esse banco esteja surgindo aumenta a minha esperan\u00e7a de poder enterrar meu irm\u00e3o\u201d. Al\u00e9m de Amparo, a equipe do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos far\u00e1 a coleta do sangue de sua m\u00e3e, Maria Jos\u00e9 de Ara\u00fajo, de 89 anos, em Macei\u00f3, e de seu irm\u00e3o Pedro, no Recife. Luiz Almeida era da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional (ALN) e desapareceu em S\u00e3o Paulo numa a\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje n\u00e3o esclarecida.<\/p>\n<p> Ap\u00f3s uma investiga\u00e7\u00e3o recente, um grupo de especialistas da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) identificou 139 pessoas nas ossadas do Cemit\u00e9rio Dom Bosco, em Perus. Especula-se que entre esses, 20 sejam de militantes pol\u00edticos. Gra\u00e7as a uma emenda parlamentar de R$ 2 milh\u00f5es, de autoria da deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), estudos est\u00e3o sendo realizados, como as t\u00e9cnicas de antropometria, que define, por exemplo, altura, sexo e etnia do cad\u00e1ver. A esperan\u00e7a \u00e9 cruzar essa informa\u00e7\u00f5es e partir para o exame de DNA. A lista de mortes na ditadura chega a 434, sendo 210 dessas desaparecidas. <\/p>\n<p> O vereador de Olinda Marcelo Santa Cruz (PT), irm\u00e3o de Fernando Santa Cruz, que tamb\u00e9m ter\u00e1 seu sangue coletado, diz que a busca encampada pelo minist\u00e9rio servir\u00e1 para outras eventuais descobertas e defende um legado pol\u00edtico: \u201cNo momento em que manifesta\u00e7\u00f5es pedem a volta da ditadura, mostramos o lado mais cruel do regime, o dos desaparecidos. \u00c9 um direito universal enterrar seus mortos. Minha m\u00e3e (dona Elzita) d\u00e1 uma demonstra\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Saiba mais<br \/> Fernando Santa Cruz <\/strong><\/p>\n<p> &#8211; Nasceu em Olinda, em 20 de<br \/> fevereiro de 1949. Foi <br \/> estudante e militante pol\u00edtico e <br \/> se converteu num dos <br \/> s\u00edmbolos de resist\u00eancia contra <br \/> a ditadura no Brasil. <br \/> Desapareceu no Rio de Janeiro, <br \/> em 23 de mar\u00e7o de 1974<\/p>\n<p><strong> Luiz Almeida de Ara\u00fajo<\/strong><\/p>\n<p> &#8211; Nasceu em Alagoas em 27 de<br \/> agosto de 1943. Foi um <br \/> militante da ALN e <br \/> desapareceu em 24 de junho <br \/> de 1971. Sua irm\u00e3 Amparo <br \/> Ara\u00fajo, que mora no Recife, foi <br \/> uma das \u00faltimas pessoas a v\u00ea-<br \/> lo antes do desaparecimento<\/p>\n<p><strong> Edgar de Aquino Duarte<\/strong><\/p>\n<p> &#8211; Nasceu no munic\u00edpio de Bom<br \/> Jardim, em Pernambuco, em <br \/> 28 de fevereiro de 1941. Era <br \/> membro da Marinha do Brasil <br \/> quando aconteceu o golpe <br \/> militar no pa\u00eds. Por conta de <br \/> suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, foi <br \/> obrigado a se exilar, mas <br \/> retornou ao pa\u00eds na <br \/> clandestinidade. Desapareceu <br \/> em 22 de junho de 1973<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Di\u00e1rio de Pernambuco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Aos 102 anos de idade, dona Elzita Santa Cruz n\u00e3o possui nem a mem\u00f3ria, nem a for\u00e7a de antes, mas, em seu corpo resiste um sinal de esperan\u00e7a. \u00c9 de seu sangue que surge uma das \u00faltimas cartadas para descobrir o paradeiro do seu filho, Fernando Santa Cruz, que hoje teria 66 anos e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8184"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8184"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8184\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}