{"id":8194,"date":"2015-12-03T12:56:20","date_gmt":"2015-12-03T12:56:20","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/12\/03\/volta-de-geraldo-vandre-ao-brasil-foi-encenada-diz-biografia-cantor-nega\/"},"modified":"2015-12-03T12:56:20","modified_gmt":"2015-12-03T12:56:20","slug":"volta-de-geraldo-vandre-ao-brasil-foi-encenada-diz-biografia-cantor-nega","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2015\/12\/03\/volta-de-geraldo-vandre-ao-brasil-foi-encenada-diz-biografia-cantor-nega\/","title":{"rendered":"Volta de Geraldo Vandr\u00e9 ao Brasil foi encenada, diz biografia; cantor nega"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-8192\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/geraldo-vandre-canta-caminhando-no-festival-internacional-da-cancao-em-1968-1448971045435_615x300.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"180\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/><span style=\"font-size: 12.16px; line-height: 1.3em;\" \/>Geraldo Vandr\u00e9 \u00e9 ovacionado ao cantar &#8220;Caminhando&#8221; no Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o em 1968; a can\u00e7\u00e3o ficou em 2\u00b0 lugar e transformou a vida do compositor  <!--more-->  <\/span><\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Voc\u00ea \u00e9 jornalista?&#8221;, pergunta Geraldo Vandr\u00e9 \u00e0 reportagem do UOL. &#8220;Ent\u00e3o n\u00e3o vai ser dif\u00edcil voc\u00ea compreender. A biografia \u00e9 propriedade do artista, faz parte da comercializa\u00e7\u00e3o da sua arte. Essas pessoas est\u00e3o se apropriando indevidamente de direitos da personalidade&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi assim que Vandr\u00e9 se manifestou a respeito de &#8220;Geraldo Vandr\u00e9 &#8211; Uma Can\u00e7\u00e3o Interrompida&#8221; (Ed. Kuarup), do jornalista Vitor Nuzzi. O livro ser\u00e1 lan\u00e7ado na pr\u00f3xima semana como uma das primeiras biografias n\u00e3o autorizadas a ganhar as prateleiras ap\u00f3s a decis\u00e3o un\u00e2nime do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do biografado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Louco, revolucion\u00e1rio, traidor. A vida de Vandr\u00e9 sempre foi cercada por nebulosas defini\u00e7\u00f5es. Autor da can\u00e7\u00e3o mais emblem\u00e1tica do per\u00edodo da ditadura militar, &#8220;Caminhando (Pra N\u00e3o Dizer que N\u00e3o Falei das Flores)&#8221;, o compositor de 80 anos, completados em setembro, n\u00e3o tem vontade de esclarecer sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao pedido de Nuzzi para que participasse do livro, Vandr\u00e9 foi categ\u00f3rico: &#8220;N\u00e3o tenho o menor interesse no que voc\u00ea est\u00e1 fazendo&#8221;. J\u00e1 para o UOL, com a voz calma e pausada, ele descredenciou, como tem feito ao longo dos anos, as hist\u00f3rias que contam sobre ele: &#8220;\u00c9 coisa rasa, est\u00e1 tudo errado. Dados errados, completamente&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa de f\u00f4lego tenta decifrar a esfinge: um artista recluso, do qual apenas o corpo voltou do ex\u00edlio. Em suas raras apari\u00e7\u00f5es, ele evita falar do passado e faz quest\u00e3o de demonstrar uma boa rela\u00e7\u00e3o com os militares, exibindo bon\u00e9 da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira ou dedicando um poema \u00e0s For\u00e7as Armadas. O mist\u00e9rio em torno do paraibano, no entanto, \u00e9 resqu\u00edcio do truculento regime militar nos anos 1960 e 1970.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o raros os registros de Vandr\u00e9 em v\u00eddeo e \u00e1udio daquela \u00e9poca. N\u00e3o h\u00e1 imagens de sua consagra\u00e7\u00e3o no Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o de 1968, quando apresentou &#8220;Caminhando&#8221;, nem o registro da sua controversa volta ao Brasil em 1973, ap\u00f3s cinco anos de um auto ex\u00edlio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nuzzi v\u00ea ind\u00edcios de que o regime tentou apagar a imagem do artista da mem\u00f3ria nacional. &#8220;Por algum per\u00edodo, Vandr\u00e9 foi proscrito mesmo. Ele virou, para alguns, o inimigo p\u00fablico n\u00famero um por causa da can\u00e7\u00e3o&#8221;, observa o bi\u00f3grafo, em conversa com o UOL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prova disso foi uma suposta reportagem exibida no &#8220;Jornal Nacional&#8221;, da TV Globo, no dia 18 de agosto de 1973. &#8220;O cantor e compositor Geraldo Vandr\u00e9 acaba de voltar ao Brasil&#8221;, dizia a narra\u00e7\u00e3o. A descri\u00e7\u00e3o que consta no livro conta que, cercado de homens engravatados e uma claque com faixas que o saudavam, um cabisbaixo Vandr\u00e9 dizia que suas can\u00e7\u00f5es n\u00e3o eram denunciativas, que ele n\u00e3o fazia parte de nenhum partido pol\u00edtico e que, por fim, estava &#8220;arrependido&#8221; pela rea\u00e7\u00e3o que sua can\u00e7\u00e3o despertou no crep\u00fasculo do AI-5. [Leia, com exclusividade, o cap\u00edtulo sobre o festival]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Teria sido uma encena\u00e7\u00e3o: Vandr\u00e9 j\u00e1 estava no Brasil havia um m\u00eas. &#8220;Ele ficou esse per\u00edodo prestando depoimento, ao mesmo tempo em que circularam recadinhos nas reda\u00e7\u00f5es orientando para n\u00e3o falar do m\u00fasico. A &#8216;Veja&#8217; e o &#8216;Jornal do Brasil&#8217; furaram esse bloqueio e publicaram uma notinha. Gra\u00e7as a isso, sabemos que ele voltou antes&#8221;, relata Nuzzi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o epis\u00f3dio, Vandr\u00e9 \u00e9 curto e grosso: &#8220;N\u00e3o dei entrevista no aeroporto. Cheguei e fui direto para casa&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O livro, no entanto, refor\u00e7a a tese de que a entrevista forjada teria sido uma condi\u00e7\u00e3o para a volta de Vandr\u00e9. Em depoimento ao livro, o cinegrafista Evil\u00e1sio Carneiro, que teria registrado as imagens, afirma que n\u00e3o havia outros rep\u00f3rteres cobrindo a chegada, apenas Edgard Manoel Erichsen, segundo o livro, funcion\u00e1rio da TV Globo e elo da emissora com os militares. Somente as m\u00e3os do rep\u00f3rter apareciam no v\u00eddeo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por um problema na revela\u00e7\u00e3o do filme, o &#8220;arrependimento&#8221; de Vandr\u00e9 tamb\u00e9m n\u00e3o foi ao ar. Os generais desconfiaram de que o cinegrafista queria sabotar o pedido de desculpas. &#8220;Pode at\u00e9 ser que o Vandr\u00e9 n\u00e3o tenha dito nada que n\u00e3o queria realmente dizer. De qualquer forma, ele foi orientado por policiais a falar sobre os assuntos. \u00c9 uma pena n\u00e3o termos essas imagens, nem texto, \u00e1udio, nada. Pedi para a Globo, mas eles dizem que n\u00e3o t\u00eam&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O UOL entrou em contato com a TV Globo a respeito do caso, mas a emissora n\u00e3o retornou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-8193\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/geraldo-vandre-no-festival-internacional-de-cancao-em-1968-1448970705564_300x420.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"420\" srcset=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/geraldo-vandre-no-festival-internacional-de-cancao-em-1968-1448970705564_300x420.jpg 300w, http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2015\/12\/geraldo-vandre-no-festival-internacional-de-cancao-em-1968-1448970705564_300x420-214x300.jpg 214w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Geraldo Vandr\u00e9 no Festival Internacional de Can\u00e7\u00e3o em 1968\/<span style=\"font-size: 12.16px; line-height: 15.808px;\">Kaoru\/CPDOCJB\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Por algum per\u00edodo, Vandr\u00e9 foi proscrito mesmo. Ele virou, para alguns, o inimigo p\u00fablico n\u00famero um por causa de uma can\u00e7\u00e3o. <\/strong><\/em><\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\">Vitor Nuzzi, autor de &#8220;Uma Can\u00e7\u00e3o Interrompida&#8221;<\/address>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dois acordes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Geraldo Vandr\u00e9 n\u00e3o se apresenta desde 1982, quando encerrou sua carreira nos palcos em um show no Paraguai. A sua arte, considerada simplista por cr\u00edticos, n\u00e3o encontrou o mesmo espa\u00e7o com o passar dos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora nunca tenha sido um militante engajado, as can\u00e7\u00f5es de Vandr\u00e9 eram retrato de sua preocupa\u00e7\u00e3o social &#8211;influ\u00eancia do pai, um m\u00e9dico militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro). Nuzzi, no entanto, recha\u00e7a que o m\u00fasico fosse de uma milit\u00e2ncia pol\u00edtico-partid\u00e1ria, como sustentava o regime na \u00e9poca. &#8220;Ele n\u00e3o teria nem disciplina nisso, era quase um anarquista&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cap\u00edtulo \u00e0 parte na MPB, Vandr\u00e9 sempre bradou pelas ra\u00edzes brasileiras e por uma simplicidade em suas can\u00e7\u00f5es, como &#8220;Arueira&#8221; ou o cl\u00e1ssico &#8220;Disparada&#8221;, defendido por Jair Rodrigues no Festival da M\u00fasica Popular Brasileira de 1966 e regravado por Tonico e Tinoco. &#8220;N\u00e3o d\u00e1 para dizer que ele era um bom instrumentista, mas muitos m\u00fasicos atestam que ele era muito carism\u00e1tico no jeito de colocar a voz&#8221;, relata Nuzzi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo com apenas dois acordes, &#8220;Caminhando&#8221; causou uma convuls\u00e3o. Composta no dia da Passeata dos Cem Mil, marco da luta contra a ditadura, Vandr\u00e9 sempre defendeu que n\u00e3o se tratava de uma can\u00e7\u00e3o contra a institui\u00e7\u00e3o militar, mas contra quem estava no poder naquele momento. Inscrita no Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o, em 1968, a m\u00fasica foi logo abra\u00e7ada pelo p\u00fablico. Para eles, n\u00e3o havia d\u00favidas quanto ao vencedor. &#8220;Caminhando&#8221;, no entanto, ficou em segundo lugar, atr\u00e1s de &#8220;Sabi\u00e1&#8221;, de Chico Buarque e Tom Jobim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ex-diretor da Globo, Walter Clark, morto em 1997, sustenta em seu livro de mem\u00f3rias que recebeu uma &#8220;ordem&#8221; para que &#8220;Caminhando&#8221; e &#8220;Am\u00e9rica, Am\u00e9rica&#8221; (de Cesar Rold\u00e3o Vieira) n\u00e3o vencessem o festival. O recado, segundo ele, teria partido de um general. &#8220;Se isso aconteceu mesmo, ningu\u00e9m soube&#8221;, revela Nuzzi. Procurado pelo autor, o diretor da emissora na \u00e9poca, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Oliveira, o Boni, negou que tivesse recebido qualquer orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que levou um &#8220;cantor de protesto&#8221;, como era celebrado na \u00e9poca, a se dizer arrependido e dedicar o poema &#8220;Fabiana&#8221; para a For\u00e7a A\u00e9rea, ainda \u00e9 dos grandes mist\u00e9rios que Vandr\u00e9 carrega. Seu bi\u00f3grafo, no entanto, pontua: n\u00e3o se trata de uma s\u00edndrome de Estocolmo. &#8220;Parece que ele est\u00e1 se rendendo aos antigos torturadores, mas ele n\u00e3o chegou a ser torturado. Quando ele volta ao Brasil, ele fica internado em um hospital militar, passa a ter uma rela\u00e7\u00e3o com aquelas pessoas. Foi l\u00e1 que ele foi acolhido. Pode ter o lado provocador dele, contra a sociedade que de certa forma deu as costas. Quem deu amparo foram as institui\u00e7\u00f5es militares&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sem autoriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vitor Nuzzi chegou a publicar a biografia em maio, pagando cem exemplares do pr\u00f3prio bolso. &#8220;Comecei a oferecer para v\u00e1rias editoras, algumas n\u00e3o demonstraram interesse pelo personagem em si, e outras demonstraram preocupa\u00e7\u00e3o pela hist\u00f3ria do Roberto Carlos&#8221;. No in\u00edcio da pesquisa, a biografia n\u00e3o autorizada &#8220;Roberto Carlos em Detalhes&#8221;, de Paulo C\u00e9sar de Ara\u00fajo, tinha acabado de ser recolhido das livrarias ap\u00f3s queixa do cantor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O julgamento do Supremo Tribunal Federal em junho deste ano, no entanto, reacendeu o interesse pela publica\u00e7\u00e3o. Agora, o livro sobre Vandr\u00e9 sai oficialmente pela Kuarup. O escritor comemora a conquista, mas pondera. &#8220;Ano que vem teremos um bom teste. O Paulo C\u00e9sar vai relan\u00e7ar aquele livro e os advogados do Roberto j\u00e1 se posicionaram contra&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vandr\u00e9 diz que estuda entrar com um processo contra a editora: &#8220;Mas n\u00e3o agora, estou cheio de coisas&#8221;. Na \u00e9poca em que entrou em contato com Vandr\u00e9, Nuzzi perguntou ao biografado porque n\u00e3o falar da pr\u00f3pria vida. &#8220;Ele perguntou minha idade &#8211;eu tinha 43 anos&#8211; e disse: &#8216;Pois quando voc\u00ea fizer 50, voc\u00ea vai entender'&#8221;. Hoje, aos 51 anos, o jornalista n\u00e3o teve nenhuma revela\u00e7\u00e3o. &#8220;O Vandr\u00e9 \u00e9 um enigma vivo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; UOL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Vandr\u00e9 \u00e9 ovacionado ao cantar &#8220;Caminhando&#8221; no Festival Internacional da Can\u00e7\u00e3o em 1968; a can\u00e7\u00e3o ficou em 2\u00b0 lugar e transformou a vida do compositor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8192,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8194"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8194"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8194\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8192"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}