{"id":8306,"date":"2016-03-07T23:52:17","date_gmt":"2016-03-07T23:52:17","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=8306"},"modified":"2016-03-08T00:04:13","modified_gmt":"2016-03-08T00:04:13","slug":"a-torre-das-donzelas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2016\/03\/07\/a-torre-das-donzelas\/","title":{"rendered":"Dia Internacional da Mulher. Homenagem \u00e0s mulheres v\u00edtimas do Golpe de 1964"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: justify;\">\n<strong>COMPANHEIRAS DE CADEIA<br \/>\nDilma, Eleonora, Guiomar, Rose e Cida na \u00e9poca em que foram presas<\/strong><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><strong><strong><img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1127104382615459.jpg\" alt=\"chamada.jpg\" \/><\/strong><\/strong><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><strong>MARCO<br \/>\nPortal tombado pelo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico \u00e9 o\u00a0que restou do pres\u00eddio<\/strong><\/h5>\n<h2><\/h2>\n<h2>A torre das donzelas<\/h2>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Como era a vida de Dilma Rousseff na masmorra que abrigava presas pol\u00edticas durante o regime militar no pres\u00eddio Tiradentes<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luiza Villam\u00e9a e Claudio Dantas Sequeira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante quase tr\u00eas anos, Dilma Rousseff, a candidata do PT \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, morou na Torre das Donzelas. A constru\u00e7\u00e3o colonial n\u00e3o pertencia a nenhum pal\u00e1cio. Encravada no pres\u00eddio Tiradentes, em S\u00e3o Paulo, ganhou o singelo nome por abrigar presas pol\u00edticas do regime militar. Para chegar \u00e0 Torre, Dilma e suas companheiras atravessavam um corredor com celas em uma das laterais. Os cub\u00edculos eram ocupados pelas corr\u00f3s, as presas correcionais, tiradas de circula\u00e7\u00e3o por um m\u00eas, em geral por vadiagem ou prostitui\u00e7\u00e3o. Essas mulheres costumavam ficar seminuas ou com a roupa virada pelo avesso, para se apresentarem em trajes limpos quando liberadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTerrorista! Linda! O que voc\u00ea est\u00e1 fazendo aqui?\u201d, gritavam as corr\u00f3s ao verem passar uma nova presa pol\u00edtica. Depois do corredor, havia um pequeno p\u00e1tio. Em seguida, vinha a Torre. Dilma atravessou o corredor das corr\u00f3s em fevereiro de 1970, aos 23 anos, ap\u00f3s mais de 20 dias nos por\u00f5es da repress\u00e3o pol\u00edtica. \u201cEla chegou fragilizada pela tortura, mas logo se recuperou\u201d, lembra a jornalista Rose Nogueira, 64 anos, que passara pelo mesmo processo tr\u00eas meses antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1127135082932189.jpg\" alt=\"img1.jpg\" \/><br \/>\n<strong>O pres\u00eddio Tiradentes, onde Dilma esteve presa, j\u00e1 havia sido usado para encarcerar<br \/>\nos estudantes detidos no Congresso da UNE em Ibi\u00fana (SP), em 1968.<br \/>\nNa era Vargas tamb\u00e9m abrigara presos pol\u00edticos, entre eles o escritor Monteiro Lobato<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao entrar pela primeira vez na Torre, Dilma viu as celas pequenas do t\u00e9rreo e duas escadarias laterais que sa\u00edam de uma esp\u00e9cie de hall e se encontravam no piso superior. Nesse andar, havia a cela 4, chamada de cel\u00e3o, pois se espalhava por 80 metros quadrados. Tinha tamb\u00e9m a cela 5, mais tarde adaptada como cozinha, e a 6, que Dilma dividiu com outras mulheres. \u201cNo come\u00e7o, fic\u00e1vamos na tranca o tempo todo\u201d, conta a advogada Maria Aparecida Costa, a Cida Costa, 65 anos, uma das ocupantes da cela 6. Depois de algumas semanas e muitas reivindica\u00e7\u00f5es, as celas passaram a ficar abertas durante o dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o demorou para que as donzelas da Torre se agrupassem, primeiro com base nas organiza\u00e7\u00f5es clandestinas \u00e0s quais pertenciam no \u201cmund\u00e3o\u201d. Porque a Torre, no vocabul\u00e1rio das presas, era o \u201cmundinho\u201d. Mas as afinidades pessoais tamb\u00e9m contavam muito, como relata a m\u00e9dica e pesquisadora Guiomar Silva Lopes, 66 anos. \u201cNo mund\u00e3o, o v\u00ednculo era de vida e morte\u201d, diz Guiomar. \u201cNa cadeia, estabelecemos uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a inabal\u00e1vel.\u201d Dilma \u00e9 at\u00e9 hoje lembrada pelo esp\u00edrito solid\u00e1rio. Durante um per\u00edodo, cuidou de uma estudante de arquitetura. \u201cQuando a menina chegou da tortura, estava muito desestruturada emocionalmente\u201d, afirma a advogada Rita Sipahi, 72 anos. \u201cA Dilma ficou de olho nela o tempo todo para evitar que cometesse algum desatino.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1127218303039154.jpg\" alt=\"img4.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a possibilidade de circular entre as celas, as presas pol\u00edticas tentavam curar as feridas umas das outras e tamb\u00e9m se organizavam. Havia escala para as tarefas da limpeza e da cozinha. Com os v\u00edveres levados pelas fam\u00edlias, elas preparavam as pr\u00f3prias refei\u00e7\u00f5es. Algumas conseguiam bons resultados, embora s\u00f3 contassem com dois fogareiros el\u00e9tricos. Outras, nem tanto. A dupla mais desastrada na cozinha era formada por Dilma e Cida. \u201cN\u00e3o domin\u00e1vamos a arte do tempero\u201d, reconhece Cida. Numa ocasi\u00e3o, as duas resolveram caprichar no preparo de um prato de legumes. Acabaram servindo uma sopa de quiabo intrag\u00e1vel. \u201cFicamos um pouco frustradas com o resultado, pois hav\u00edamos nos esfor\u00e7ado.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dilma se sobressa\u00eda nos grupos de estudo. \u201cEla \u00e9 muito engenhosa na macroeconomia\u201d, elogia outra companheira da Torre, a economista Diva Burnier, 63 anos. Na cadeia, Dilma, que abandonara a faculdade por causa da clandestinidade, dava aulas de economia para as colegas e participava dos debates. Num deles, defendeu a amplia\u00e7\u00e3o dos limites mar\u00edtimos do Brasil. \u201cEmbora fosse uma iniciativa dos militares, Dilma apoiava, pois acreditava ser uma quest\u00e3o de soberania\u201d, recorda Rose. \u201cHoje \u00e9 f\u00e1cil perceber a import\u00e2ncia daquela decis\u00e3o, tanto por causa da biodiversidade como pelo pr\u00e9-sal.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1127146043231650.jpg\" alt=\"img2.jpg\" \/><br \/>\n<strong>Diante do Tiradentes, m\u00e3es de estudantes fazem protesto contra a pris\u00e3o de seus filhos. As m\u00e3es das \u201cdonzelas da Torre\u201d chegavam para as visitas nas tardes de s\u00e1bado. Era o contato delas com o \u201cmund\u00e3o\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 82 anos, a advogada Therezinha Zerbini, mulher do general Euryale de Jesus Zerbini, cassado em 1964, tamb\u00e9m recorda de Dilma com admira\u00e7\u00e3o. Presa na Torre durante o ano de 1970, Therezinha se destacava tanto pela origem quanto por ser uma senhora entre a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria extremamente jovem. \u201cAs amigas dela me chamavam de \u2018burguesona\u2019 e ela me defendeu. Ela tinha uma lideran\u00e7a nata\u201d, diz Therezinha. Quando precisava, Dilma endurecia. No final do ano, Therezinha estava bordando o vestido que a filha usaria no R\u00e9veillon quando um grupo de militares a procurou. \u201cAcho que queriam me convencer a entrar num programa de arrependidos\u201d, diz, referindo-se aos presos que foram \u00e0 tev\u00ea renegar a op\u00e7\u00e3o pela resist\u00eancia ao regime. \u201cN\u00e3o quis atend\u00ea-los. Eles voltaram mais tarde e, quando eu estava mandando-os ir embora, a Dilma gritou: \u2018D\u00e1 duro neles, Therezinha. Se precisar, n\u00f3s colocamos todos para fora\u2019 .\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1127232521046838.jpg\" alt=\"img5.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naqueles tempos, a atitude desafiadora s\u00f3 seria poss\u00edvel mesmo no pres\u00eddio Tiradentes. Como muitos torturadores costumavam repetir durante as sess\u00f5es que promoviam, o Tiradentes \u201cera o para\u00edso\u201d. Isso porque, ao entrar no pres\u00eddio, a pessoa estava com a pris\u00e3o reconhecida pelo Estado. \u00c0s vezes, era levada para interrogat\u00f3rios em outras institui\u00e7\u00f5es, mas praticamente n\u00e3o corria risco de morrer ou \u201cdesaparecer\u201d. Na escala macabra estabelecida nos por\u00f5es do regime, a Opera\u00e7\u00e3o Bandeirante (Oban) era o inferno, ficando o purgat\u00f3rio por conta da Delegacia Estadual de Ordem Pol\u00edtica e Social (Deops). Como v\u00e1rias companheiras de cadeia, Dilma passou pelo inferno e pelo purgat\u00f3rio antes de chegar \u00e0 Torre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por conta das sev\u00edcias, sofreu uma disfun\u00e7\u00e3o hormonal que levou anos para ser curada. N\u00e3o perdeu, por\u00e9m, o gosto pela vida. Com Cida, passava horas lendo os livros de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Quando o rod\u00edzio do \u00fanico aparelho de tev\u00ea da Torre ca\u00eda em sua cela, entrava na madrugada vendo os filmes da sess\u00e3o \u201cVarig, a dona da noite\u201d. Aprendeu at\u00e9 a bordar. \u201cEla fez uma tape\u00e7aria com flores coloridas, que colocamos na parede\u201d, lembra Rose. Na Copa do Mundo de 1970, acompanhou os jogos de perto. \u201cA Dilma torceu muito pela Sele\u00e7\u00e3o Brasileira\u201d, diz a soci\u00f3loga Rosalba de Almeida Moledo, 66 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1127203826328753.jpg\" alt=\"img3.jpg\" \/><br \/>\n<strong>Criado em 1852, o pres\u00eddio Tiradentes recebeu no come\u00e7o escravos recapturados.<br \/>\nA Torre das Donzelas, onde ficaram Dilma e suas companheiras, \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o redonda ao centro. Todo o complexo foi demolido a partir de 1973, durante a constru\u00e7\u00e3o do metr\u00f4<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No per\u00edodo em que o advogado Carlos Franklin Paix\u00e3o de Ara\u00fajo, seu companheiro, permaneceu encarcerado no Tiradentes, Dilma se comunicava com ele com a ajuda dos presos comuns. A rota usada por ela e outras presas pol\u00edticas consistia em baixar mensagens por meio de uma corda artesanal, chamada \u201cteresa\u201d, para a carceragem dos \u201ccomuns\u201d, que ficava embaixo da Torre. \u201cDe cela em cela, as mensagens chegavam ao destinat\u00e1rio, na ala dos presos pol\u00edticos\u201d, comenta Guiomar. \u201cO recurso tamb\u00e9m era fundamental para sabermos o que estava acontecendo l\u00e1 fora.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro canal com o \u201cmund\u00e3o\u201d eram as visitas, nas tardes de s\u00e1bado, a maioria proveniente da capital paulista. \u201cNossas fam\u00edlias, de Belo Horizonte, n\u00e3o conseguiam viajar com tanta frequ\u00eancia\u201d, diz a pr\u00f3-reitora da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo, Eleonora Menicucci de Oliveira, 66 anos. \u201cDe qualquer forma, a m\u00e3e da Dilma e o irm\u00e3o dela conseguiam vir bastante. Era uma alegria.\u201d Para a m\u00e3e e as irm\u00e3s de Eleonora, viajar era mais complicado. Elas cuidavam de Maria, a filha de Eleonora, que tinha apenas um ano e dez meses quando a m\u00e3e foi presa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" title=\"Credito: \" src=\"http:\/\/content-portal.istoe.com.br\/istoeimagens\/imagens\/mi_1127247617258698.jpg\" alt=\"img6.jpg\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhecidas desde os tempos em que estudavam em Belo Horizonte, Dilma e Eleonora comemoravam com as meninas da Torre o Natal, o R\u00e9veillon e o Carnaval. As fantasias eram improvisadas, \u00e9 claro, mas havia at\u00e9 desfile no \u201ccel\u00e3o\u201d. No caso de Dilma, as estrat\u00e9gias para manter o moral elevado atr\u00e1s das grades tamb\u00e9m passava pelo humor. \u201cEla p\u00f4s apelido em todas n\u00f3s\u201d, conta Rita. \u201cUma era a Ervilha, outra a Mol\u00f3, porque tinha jogado um coquetel-molotov em uma a\u00e7\u00e3o.\u201d Essa faceta pouco conhecida de Dilma \u00e9 ressaltada por outras entrevistadas. \u201cEla tem um humor impag\u00e1vel\u201d, garante Eleonora. Quando a hoje presidenci\u00e1vel deixou a Torre, as companheiras de cadeia repetiram o ritual criado para o momento da liberta\u00e7\u00e3o: cantaram \u201cSu\u00edte do Pescador\u201d, de Dorival Caymmi, que come\u00e7a com o verso \u201cMinha jangada vai sair pro mar\u201d. Quase 40 anos depois, tudo o que sobrou do pres\u00eddio foi o portal de pedra, tombado como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico. No final de 1972, a constru\u00e7\u00e3o de 1852 come\u00e7ou a ser demolida, para a constru\u00e7\u00e3o do metr\u00f4 paulistano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Isto \u00c9<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>COMPANHEIRAS DE CADEIA Dilma, Eleonora, Guiomar, Rose e Cida na \u00e9poca em que foram presas MARCO Portal tombado pelo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico \u00e9 o\u00a0que restou do pres\u00eddio A torre das donzelas Como era a vida de Dilma Rousseff na masmorra que abrigava presas pol\u00edticas durante o regime militar no pres\u00eddio Tiradentes Luiza Villam\u00e9a e Claudio Dantas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8313,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8306"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8306"}],"version-history":[{"count":6,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8306\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8314,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8306\/revisions\/8314"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8313"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}