{"id":8327,"date":"2016-03-16T15:31:24","date_gmt":"2016-03-16T15:31:24","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=8327"},"modified":"2016-03-16T15:31:24","modified_gmt":"2016-03-16T15:31:24","slug":"avos-da-praca-de-maio-pedem-ajuda-a-obama-para-encontrar-netos-desaparecidos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2016\/03\/16\/avos-da-praca-de-maio-pedem-ajuda-a-obama-para-encontrar-netos-desaparecidos\/","title":{"rendered":"Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio pedem ajuda a Obama para encontrar netos desaparecidos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um grupo de organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos entregou segunda-feira\u00a0(14) a embaixadora dos Estados Unidos na Argentina, Noah Mamet, uma carta solicitando ao governo norte-americano a desclassifica\u00e7\u00e3o de documentos que possam contribuir para a busca de milhares de desaparecidos da ditadura argentina (1976-1983). O pedido coincide com a chegada do presidente dos EUA, Barak Obama, no dia 23 de marco, e as manifesta\u00e7\u00f5es do dia 24, marcando os 40 anos do golpe militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de a Argentina ter recuperado a democracia h\u00e1 33 anos, a ditadura militar continua presente: a Justi\u00e7a ainda est\u00e1 investigando crimes cometidos naquela \u00e9poca e punindo os respons\u00e1veis. E a organiza\u00e7\u00e3o Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio continua buscando 500 netos. S\u00e3o os filhos de seus filhos que desapareceram nos por\u00f5es da ditadura. A maioria nasceu em cativeiro, nos centros de tortura, e foi entregue ilegalmente para ado\u00e7\u00e3o, muitas vezes a fam\u00edlias com alguma liga\u00e7\u00e3o ao regime militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em quase quatro d\u00e9cadas de busca, as Av\u00f3s j\u00e1 encontraram 119 netos. Mas elas continuam buscando os demais, que hoje s\u00e3o adultos, maiores de 30 anos. Na carta, a organiza\u00e7\u00e3o explica a Obama que os documentos classificados do governo norte-americano podem ajud\u00e1-las a encontrar os netos, que podem estar morando nos Estados Unidos. O documento tamb\u00e9m pede a Obama que siga o exemplo do ex-presidente Jimmy Carter, conhecido por sua pol\u00edtica em defesa dos direitos humanos.<\/p>\n<figure class=\"default\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"Image img__fid__56040 img__view_mode__default attr__format__default\" title=\"\" src=\"http:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/_agenciabrasil2013\/files\/styles\/interna_pequena\/public\/56531c43211ea_520x346_macri.jpg?itok=84P_N5da\" alt=\" Maur\u00edcio Macri\" width=\"277\" height=\"160\" \/><figcaption>\n<h5>O presidente da Argentina, Mauricio Macri, prometeu refor\u00e7ar o pedido das organiza\u00e7\u00f5es a Obama<span class=\"author\">Arquivo\/EBC<\/span><\/h5>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da Argentina, Mauricio Macri, prometeu refor\u00e7ar o pedido das organiza\u00e7\u00f5es a Obama, que ir\u00e1 a Argentina ap\u00f3s sua visita \u00e0 Cuba. O \u00faltimo presidente norte-americano a visitar a Argentina foi George W. Bush, em 2005. Ele esperava inaugurar a \u00c1rea de Livre Comercio das Am\u00e9ricas (Alca), mas o projeto de integra\u00e7\u00e3o regional foi criticado por seu anfitri\u00e3o, o ent\u00e3o presidente Nestor Kirchner (2003-2007), e acabou sendo arquivado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Macri assumiu em dezembro, prometendo uma Argentina diferente da que herdou da ex-presidenta Cristina Kirchner (vi\u00fava e sucessora de Nestor Kirchner). A chegada de Obama marcaria a reaproxima\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses, mas a data escolhida pelo presidente dos Estados Unidos para visitar a Argentina coincidiu com o aniversario dos 40 anos do golpe militar. Nessa data, as organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos planejam marchar ate a Pra\u00e7a de Maio, localizada em frente a Casa Rosada (pal\u00e1cio presidencial).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Pr\u00eamio Nobel da Paz argentino, Adolfo Perez Esquivel, escreveu uma carta a Obama enumerando os motivos pelos quais sua presen\u00e7a em Buenos Aires, no dia 24, seria mal vista. Ele elogiou o presidente norte-americano por ter retomado as rela\u00e7\u00f5es com Cuba; por defender o fechamento da pris\u00e3o militar de Guant\u00e1namo; e por ter reconhecido que os EUA violaram direitos humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, lembrou que, em 1976, quando \u201cvoc\u00ea (Obama) tinha apenas 14 anos e seu pa\u00eds festejava dois s\u00e9culos de independ\u00eancia, n\u00f3s (os argentinos) come\u00e7\u00e1vamos o per\u00edodo mais tr\u00e1gico de nossa historia\u201d. E que a ditadura argentina \u2013 assim como outras na Am\u00e9rica Latina \u2013 receberam, na \u00e9poca,\u00a0 apoio e financiamento dos EUA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Perez Esquivel, a visita de Obama \u201cser\u00e1 vista pela maioria do povo argentino como um gesto de provoca\u00e7\u00e3o\u201d. O presidente dos EUA que, em principio, tinha previsto uma visita de dois dias, s\u00f3 permanecer\u00e1 em Buenos Aires no dia 23. Ele foi convidado para viajar no dia seguinte a Bariloche, no sul da Argentina, para descansar longe das comemora\u00e7\u00f5es do anivers\u00e1rio do golpe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; EBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de organiza\u00e7\u00f5es de direitos humanos entregou segunda-feira\u00a0(14) a embaixadora dos Estados Unidos na Argentina, Noah Mamet, uma carta solicitando ao governo norte-americano a desclassifica\u00e7\u00e3o de documentos que possam contribuir para a busca de milhares de desaparecidos da ditadura argentina (1976-1983). 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