{"id":8363,"date":"2016-04-06T19:29:28","date_gmt":"2016-04-06T19:29:28","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=8363"},"modified":"2016-04-06T19:29:28","modified_gmt":"2016-04-06T19:29:28","slug":"projeto-vai-identificar-marcas-psicologicas-da-ditadura-em-areas-de-periferia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2016\/04\/06\/projeto-vai-identificar-marcas-psicologicas-da-ditadura-em-areas-de-periferia\/","title":{"rendered":"Projeto vai identificar marcas psicol\u00f3gicas da ditadura em \u00e1reas de periferia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, o grupo Margens Cl\u00ednicas &#8211; que oferece atendimento psicol\u00f3gico a familiares e v\u00edtimas de viol\u00eancia policial &#8211; e o Instituto de Estudos da Religi\u00e3o lan\u00e7aram na noite dessa ter\u00e7a-feira (5) o n\u00facleo Cl\u00ednica do Testemunho nas Margens, um projeto que pretende identificar e tratar as marcas psicol\u00f3gicas deixadas pela ditadura militar em regi\u00f5es de periferia de munic\u00edpios brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na capital paulista, o projeto vai trabalhar prioritariamente nos bairros de Perus, no noroeste, e Heli\u00f3polis, na zona sul, escolhidos por terem sido locais com hist\u00f3rico de resist\u00eancia e luta social contra a ditadura. Um grupo de psic\u00f3logos e agentes treinados vai ouvir as pessoas com danos psicol\u00f3gicos impostos pelo regime de exce\u00e7\u00e3o entre os anos de 1946 e 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO encontro da mem\u00f3ria com o elemento democr\u00e1tico nos ajuda a reconstruir as tessituras esgar\u00e7adas, os projetos de vida que foram arrebentados, permitir que a voz fa\u00e7a com que as pessoas se recoloquem\u201d, destacou o presidente da Comiss\u00e3o de Anistia, Paulo Abr\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado no Centro Educacional Unificado (Ceu), em Perus, o projeto pretende ainda identificar como se d\u00e1 a continuidade das pol\u00edticas de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos nas periferias. \u201cEsse projeto em Perus e Heli\u00f3polis \u00e9 hist\u00f3rico porque vai acolher a narrativa desses tantos e tantos familiares, desses tantos afetados direta ou indiretamente pela viol\u00eancia do estado ditatorial. \u00c9 um esfor\u00e7o de &#8216;desnormalizar&#8217; a viol\u00eancia de Estado nas periferias\u201d, disse F\u00e1bio Franco, da Coordena\u00e7\u00e3o Direito \u00e0 Mem\u00f3ria e Verdade, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos da prefeitura de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Anistia destaca que o relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade atestou que a viol\u00eancia de Estado n\u00e3o cessou com o fim da ditadura. Segundo a comiss\u00e3o, dados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Mortalidade do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) mostram que esse tipo de viol\u00eancia \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica, principalmente entre jovens de popula\u00e7\u00f5es economicamente vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA viol\u00eancia de Estado continua. A gente pensa que a ditadura acabou, ela acabou de uma forma, mas continua quando n\u00f3s, principalmente nas periferias, ainda n\u00e3o conseguimos ter acesso a muitos dos direitos que pessoas que moram em bairros privilegiados j\u00e1 t\u00eam\u201d, disse J\u00e9ssica Moreira, da Comunidade Cultural Quilombaque, e do Movimento pela Reapropria\u00e7\u00e3o da F\u00e1brica de Cimento de Perus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a Comiss\u00e3o de Anistia, este ano cinco n\u00facleos de apoio psicol\u00f3gico ser\u00e3o instalados nas periferias de quatro capitais brasileiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; EBC<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, o grupo Margens Cl\u00ednicas &#8211; que oferece atendimento psicol\u00f3gico a familiares e v\u00edtimas de viol\u00eancia policial &#8211; e o Instituto de Estudos da Religi\u00e3o lan\u00e7aram na noite dessa ter\u00e7a-feira (5) o n\u00facleo Cl\u00ednica do Testemunho nas Margens, um projeto que pretende identificar e tratar as marcas psicol\u00f3gicas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8363"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8363"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8363\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8365,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8363\/revisions\/8365"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}