{"id":8670,"date":"2016-09-21T13:30:03","date_gmt":"2016-09-21T13:30:03","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=8670"},"modified":"2021-06-11T20:26:12","modified_gmt":"2021-06-11T20:26:12","slug":"chile-recorda-homicidio-do-chanceler-letelier-nos-eua-por-ditadura-de-pinochet","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2016\/09\/21\/chile-recorda-homicidio-do-chanceler-letelier-nos-eua-por-ditadura-de-pinochet\/","title":{"rendered":"Chile recorda homic\u00eddio do chanceler Letelier nos EUA por ditadura de Pinochet"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Chile recorda nesta quarta-feira o 40\u00ba anivers\u00e1rio do assassinato do ex-chanceler Orlando Letelier, em Washington, em 1976, o primeiro atentado em territ\u00f3rio americano ordenado diretamente pelo ditador Augusto Pinochet contra um opositor a seu regime.<\/p>\n<p>A presidente chilena, Michelle Bachelet, vai liderar a delega\u00e7\u00e3o que prestar\u00e1 uma homenagem a Letelier, na capital americana. Ele foi morto por uma bomba escondida em seu ve\u00edculo, em 21 de setembro de 1976.<\/p>\n<p>Nesta quinta-feira (22), a presidente inaugura um enorme painel pintado por um filho do ex-chanceler, Francisco Letelier, na American University e, no dia 23, presidir\u00e1 em Sheridan Circle, lugar do atentado, uma homenagem ao ex-ministro do deposto presidente socialista Salvador Allende pelo golpe militar de Augusto Pinochet, em 11 de setembro de 1973.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, um representante do governo dos Estados Unidos entregar\u00e1 a Bachelet um novo pacote de documentos da Intelig\u00eancia e da Diplomacia americanas, &#8220;desclassificados&#8221; recentemente e com informa\u00e7\u00f5es sobre o atentado.<\/p>\n<p>&#8220;Para a presidente, \u00e9 sumamente importante&#8221; assistir a essa comemora\u00e7\u00e3o, depois de participar da Assembleia Geral em Nova York nesta ter\u00e7a e quarta-feira, garantem fontes da Chancelaria.<\/p>\n<p>O atentado contra Letelier, um dos opositores mais ferrenhos do regime militar e com maior visibilidade internacional, foi executado por um grupo de agentes da Dina, a temida Pol\u00edcia Secreta de Pinochet. Entre eles, est\u00e1 Michael Townley, um ex-agente da CIA tamb\u00e9m autor do atentado em 1974, no qual morreram o ent\u00e3o comandante-em-chefe do Ex\u00e9rcito Carlos Prats e sua mulher, em Buenos Aires.<\/p>\n<p>Ronni Moffitt, assistente de Letelier, tamb\u00e9m faleceu na explos\u00e3o da bomba colocada no ve\u00edculo que o chanceler dirigia e que foi ativada remotamente. Seu marido, Michael Moffitt, ficou ferido.<\/p>\n<p>Onze dias antes do atentado, Pinochet j\u00e1 havia retirado sua nacionalidade chilena.<\/p>\n<p>&#8220;Foi o primeiro ato terrorista cometido por um governo estrangeiro na cidade de Washington&#8221;, disse \u00e0 AFP o atual embaixador do Chile em Washington e colaborador pr\u00f3ximo de Letelier, Juan Gabriel Vald\u00e9s.<\/p>\n<p>Longa batalha pela verdadeSempre se suspeitou que, por tr\u00e1s do assassinato de Letelier, estava o regime militar de Pinochet. A certeza veio com um documento da CIA tornado p\u00fablico no ano passado, datado de abril de 1978, em que se confirma que a Dina &#8220;autorizou o assassinato de Letelier sob ordens de Pinochet&#8221;.<\/p>\n<p>Durou mais de 15 anos, a batalha de Fabiola Letelier, irm\u00e3 do ex-chanceler e uma reconhecida advogada de direitos humanos, na Justi\u00e7a chilena para estabelecer a verdade, &#8220;um longo caminho que ainda n\u00e3o terminou&#8221;, disse \u00e0 AFP.<\/p>\n<p>Segundo uma investiga\u00e7\u00e3o do FBI (a Pol\u00edcia Federal americana), um grupo de cubanos anticastristas junto com agentes da Dina, a temida pol\u00edcia secreta da ditadura de Pinochet, foram os c\u00e9rebros do atentado.<\/p>\n<p>Junto com Michael Townley, a m\u00e3o que ativou a bomba, foram identificados como respons\u00e1veis pelo atentado o ent\u00e3o chefe da Dina, Manuel Contreras, e os agentes chilenos Armando Fern\u00e1ndez Larios e Pedro Espinoza.<\/p>\n<p>Contreras morreu atr\u00e1s das grades, no ano passado, no Chile, ap\u00f3s ser condenado a 500 anos de pris\u00e3o por outros crimes de lesa-humanidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 Townley foi extraditado do Chile para os Estados Unidos, em 1978, e Fern\u00e1ndez Larios se entregou dez anos depois. Ambos foram processados, mas sua colabora\u00e7\u00e3o com a Justi\u00e7a americana lhes permitiu ficar livres e, hoje, vivem nesse pa\u00eds.<\/p>\n<p>Falecido em 2006, Pinochet nunca foi julgado por esse caso, mas a Justi\u00e7a conseguiu process\u00e1-lo por algumas das mais de 3.200 v\u00edtimas, entre mortos e desaparecidos, deixados por seu regime (1973-1990), assim como por enriquecimento il\u00edcito. Nunca foi preso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; UOL\/AFP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Chile recorda nesta quarta-feira o 40\u00ba anivers\u00e1rio do assassinato do ex-chanceler Orlando Letelier, em Washington, em 1976, o primeiro atentado em territ\u00f3rio americano ordenado diretamente pelo ditador Augusto Pinochet contra um opositor a seu regime. A presidente chilena, Michelle Bachelet, vai liderar a delega\u00e7\u00e3o que prestar\u00e1 uma homenagem a Letelier, na capital americana. 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