{"id":8825,"date":"2017-01-18T19:27:50","date_gmt":"2017-01-18T19:27:50","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=8825"},"modified":"2017-01-18T19:27:50","modified_gmt":"2017-01-18T19:27:50","slug":"para-filho-de-jango-o-conselho-nacional-da-verdade-deve-ser-permanente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2017\/01\/18\/para-filho-de-jango-o-conselho-nacional-da-verdade-deve-ser-permanente\/","title":{"rendered":"Para filho de Jango, o Conselho Nacional da Verdade deve ser permanente"},"content":{"rendered":"<div class=\"row espacamento\">\n<div class=\"col-md-12\">\n<h3 class=\"inline\" style=\"text-align: justify;\">&#8216;O Brasil \u00e9 um pa\u00eds carente de direitos humanos e, muitas vezes, de mem\u00f3ria&#8217;, diz Jo\u00e3o Vicente<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"img espacamento\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"legenda bgclaro\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticia espacamento claro\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>Dedicado a preservar a legado do pai, o filho do presidente deposto Jo\u00e3o Goulart, Jo\u00e3o Vicente Goulart, veio a Porto Alegre para lan\u00e7ar o seu livro intitulado <em>Jango e Eu<\/em>, que narra a rela\u00e7\u00e3o dos dois durante o per\u00edodo em que viveram exilados no Uruguai. A hist\u00f3ria da fam\u00edlia Goulart se confunde com a da pol\u00edtica brasileira, uma vez que o ex-presidente foi tirado do poder pelo golpe militar em 2 de abril de 1964, dois dias depois de sua conflagra\u00e7\u00e3o, em 31 de mar\u00e7o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo Jo\u00e3o Vicente, a obra busca mostrar \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es as dificuldades de crescer exilado em outro pa\u00eds, pelo simples fato de lutar pela democracia. Ali\u00e1s, o filho de Jango considera que\u00a0o Brasil d\u00e1 pouca import\u00e2ncia \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0s medidas de repara\u00e7\u00e3o \u00e0s viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Apesar de reconhecer a &#8220;grande import\u00e2ncia&#8221; da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV), o filho do ex-presidente acredita que a CNV &#8211; que atuou durante dois anos, coletando documentos e relatos de pessoas atingidas pelas ditaduras brasileiras &#8211; deveria se tornar um \u00f3rg\u00e3o permanente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em entrevista ao<strong> Jornal do Com\u00e9rcio<\/strong>, Jo\u00e3o Vicente tra\u00e7ou um paralelo entre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a deposi\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Goulart. &#8220;Foi um ataque novo \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura constitucional, em moldes diferentes do golpe de 1964. Entretanto os atores s\u00e3o os mesmos&#8221;, avaliou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ele tamb\u00e9m acrescentou que, nos dois casos, quem promoveu a cassa\u00e7\u00e3o dos presidentes foi &#8220;um Congresso Nacional altamente suspeito, a Fiesp (Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo) e a grande m\u00eddia&#8221;. O objetivo tamb\u00e9m seria o mesmo: &#8220;desnacionalizar a economia&#8221;. O filho de Jango apontou ainda o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) como herdeiro da pol\u00edtica ligada \u00e0s &#8220;for\u00e7as populares&#8221;, da qual seu pai foi um representante.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"720\" height=\"405\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hvpBweExlGw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<\/div>\n<div><strong>Jornal do Com\u00e9rcio &#8211; O que o leitor pode esperar de seu livro?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente Goulart &#8211;<\/strong> \u00c9 um livro que revela a rela\u00e7\u00e3o de amizade entre um pai e um filho no ex\u00edlio, no contexto das ditaduras que se espalhavam pela Am\u00e9rica Latina. A vida no ex\u00edlio \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil de ser entendida. Mas espero conseguir mostrar \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es a dificuldade de crescer sem criar ra\u00edzes no exterior, quando se luta pela democracia, como o Jango lutou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; Qual a sua avalia\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade? Cumpriu o objetivo de resgatar a mem\u00f3ria das ditaduras brasileiras?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> Ela foi muito importante, principalmente se considerarmos que o Brasil \u00e9 um pa\u00eds carente de direitos humanos e, muitas vezes, de mem\u00f3ria. A CNV trouxe, inclusive, a possibilidade de fazermos a exuma\u00e7\u00e3o do corpo do presidente Jo\u00e3o Goulart. Sem esse instrumento, n\u00e3o conseguir\u00edamos isso. Lamentavelmente, a comiss\u00e3o n\u00e3o foi transformada em um \u00f3rg\u00e3o permanente de direitos humanos, que conseguisse continuar com esses poderes de investiga\u00e7\u00e3o e reconstitui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Ent\u00e3o creio que cumpriu um grande papel, mas dever\u00edamos pensar em uma forma permanente de mant\u00ea-la, inclusive para cumprir os acordos internacionais de direitos humanos, do qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; O que acredita que seria o ideal para dar continuidade ao trabalho da Comiss\u00e3o da Verdade?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> Acho que a transforma\u00e7\u00e3o da CNV em um Instituto de Direitos Humanos Brasileiro &#8211; com autonomia de a\u00e7\u00e3o &#8211; seria o ideal. Inclusive fa\u00e7o parte do Comit\u00ea de Acompanhamento da Sociedade Civil da Comiss\u00e3o da Anistia. Temos parados l\u00e1 18.000 processos; temos 4.000 militares legalistas que foram ca\u00e7ados e que, at\u00e9 agora, n\u00e3o tiveram suas patentes nas For\u00e7as Armadas restitu\u00eddas. Esse seria um dos assuntos que um instituto de direitos humanos poderia coordenar. Mas isso n\u00e3o deve acontecer neste governo, afinal acabou de nomear o Alberto Goldman para a Comiss\u00e3o de Anistia, um homem que diz ser contra a repara\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; N\u00e3o v\u00ea perspectiva de responsabiliza\u00e7\u00e3o dos torturadores, mesmo com as a\u00e7\u00f5es movidas por diversos procuradores do Minist\u00e9rio P\u00fablico, que usaram materiais da CNV para entrar principalmente com a\u00e7\u00f5es c\u00edveis contra membros do Ex\u00e9rcito?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> Na minha opini\u00e3o, somente uma nova constituinte poder\u00e1 dar esses poderes (de responsabiliza\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o). A nossa Lei de Anistia, que \u00e9 uma esp\u00e9cie de autoanistia outorgada pelos militares, n\u00e3o reconhece sequer o crime de lesa-humanidade, que n\u00e3o teria prazo de vencimento. Ent\u00e3o, na atual estrutura jur\u00eddica do Brasil, acho dif\u00edcil termos uma efetiva resposta aos direitos humanos t\u00e3o necess\u00e1rios no Brasil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; Alguns fatores que antecederam o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) tiveram semelhan\u00e7a com o per\u00edodo que antecedeu a deposi\u00e7\u00e3o de Jango, como por exemplo a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Como avalia a cassa\u00e7\u00e3o da Dilma?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> Jamais pensei que, depois de tanto tempo de ex\u00edlio, ia presenciar novamente algo como o que aconteceu em 2016. Foi um ataque novo \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, \u00e0 cultura constitucional, em moldes diferentes do golpe de 1964. Entretanto os atores s\u00e3o os mesmos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; Ent\u00e3o, na sua opini\u00e3o, foi golpe&#8230;<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> Se n\u00e3o foi um golpe militar, foi um golpe midi\u00e1tico-jur\u00eddico. E insisto: os atores s\u00e3o os mesmos de 1964.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; Quem seriam esses atores?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> Tanto no golpe militar que dep\u00f4s meu pai quanto no impeachment da Dilma, tivemos no m\u00ednimo tr\u00eas atores comuns. Primeiramente, os dois momentos envolveram um Congresso Nacional suspeito, seja pelos parlamentares envolvidos em esc\u00e2ndalos de corrup\u00e7\u00e3o, seja pela fonte de financiamento deles. Tamb\u00e9m tiveram a participa\u00e7\u00e3o da Fiesp. E houve ainda, nas duas ocasi\u00f5es, a colabora\u00e7\u00e3o da grande imprensa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; Pode apontar as semelhan\u00e7as e as diferen\u00e7as da participa\u00e7\u00e3o de cada um desses atores no golpe militar e no impeachment, come\u00e7ando pelo Congresso?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> Na elei\u00e7\u00e3o de 1962, muitos parlamentares do Congresso foram eleitos atrav\u00e9s do Ibad (Instituto Brasileiro de A\u00e7\u00e3o Democr\u00e1tica, fundado pelo empres\u00e1rio Ivan Hasslocher, que se considerava um &#8220;anticomunista&#8221;). Acontece que esse instituto, como revelou o general H\u00e9lio Ibiapina em 1998, recebia dinheiro da CIA (Ag\u00eancia Ventral de Intelig\u00eancia, dos Estados Unidos). Na \u00faltima vez em que esteve no Brasil, o pr\u00f3prio ex-embaixador Lincoln Gordon declarou que destinou na \u00e9poca US$ 5 milh\u00f5es para financiamento de campanha de deputados federais e senadores da Rep\u00fablica, o que hoje corresponderia a mais de US$ 50 milh\u00f5es. Esses parlamentares &#8211; financiados com dinheiro escuso &#8211; viabilizaram a fat\u00eddica sess\u00e3o do dia 2 de abril de 1964, presidida pelo senador Auro Moura de Andrade (PSD), quando ele declarou vaga a presid\u00eancia da Rep\u00fablica ilegalmente. Em 2016, muitos deputados e senadores que votaram a favor do impeachment est\u00e3o envolvidos em esquemas de corrup\u00e7\u00e3o. Segundo as not\u00edcias que t\u00eam sa\u00eddo, a lista de pol\u00edticos beneficiados pela Odebrecht tem o nome de mais de 300 parlamentares. Evidentemente que tem que saber se a empreiteira fez uma doa\u00e7\u00e3o legal ou n\u00e3o, mas, ao que tudo indica, foi ilegal. Ent\u00e3o, assim como em 1964, o Congresso que aprovou a sa\u00edda da Dilma \u00e9 altamente suspeito.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; E o papel da Fiesp?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> O sistema da Fiesp nos traz a recorda\u00e7\u00e3o de 1964. Naquela ocasi\u00e3o, o presidente da federa\u00e7\u00e3o chegou a comprar com malas de d\u00f3lares o comandante do II Ex\u00e9rcito, o general Amaury Kruel (que aderiu ao golpe no \u00faltimo instante, quando as tropas de Minas Gerais j\u00e1 haviam se mobilizado, em 31 de mar\u00e7o). Agora, a Fiesp vem com esse papo de que n\u00e3o v\u00e3o pagar o pato. Mas quem est\u00e1 pagando o pato \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da cassa\u00e7\u00e3o dos direitos dos trabalhadores, da diminui\u00e7\u00e3o da aposentadoria, da entrega do patrim\u00f4nio nacional \u00e0s multinacionais etc. Ali\u00e1s, essas medidas est\u00e3o sendo tomadas agora, sob os aplausos da Fiesp, porque antes existia um governo popular que tinha protegido os trabalhadores.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; E a m\u00eddia?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> Depois de janeiro de 1963, quando a popula\u00e7\u00e3o devolve ao presidente Jo\u00e3o Goulart os poderes presidenciais (o Brasil vivia um per\u00edodo parlamentarista desde 1961), ele convoca um plebiscito para consultar a popula\u00e7\u00e3o sobre as reformas de base. Em contra-ataque, o Ibad comprou reda\u00e7\u00f5es de grandes jornais brasileiros e emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o para produzirem filmes contra o Jango. Ent\u00e3o vemos que alguns m\u00e9todos n\u00e3o se modificaram, enquanto outros, sim. Por exemplo, trocamos os quepes pelas togas. Naquele momento, essa influ\u00eancia da grande m\u00eddia, daquele congresso suspeito, daquela Fiesp que n\u00e3o queria as reformas de base, usaram os militares para dar o golpe. Hoje, est\u00e3o usando um poder institucional do Brasil, que \u00e9 o Judici\u00e1rio, com decis\u00f5es altamente question\u00e1veis.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; O senhor mencionou a participa\u00e7\u00e3o da CIA em 1964. Durante o governo Dilma, houve aquele epis\u00f3dio em que foram interceptados os e-mails da ex-presidente pelo servi\u00e7o secreto norte-americano. Acredita que houve uma a\u00e7\u00e3o internacional no impeachment?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> Por algum motivo, existe espionagem dentro da presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Sem d\u00favida, existe essa grande influ\u00eancia (externa), s\u00f3 que hoje n\u00e3o \u00e9 mais pol\u00edtica, como em 1964, mas sim econ\u00f4mica. Acho que os m\u00e9todos de espionagem e avalia\u00e7\u00e3o foram aperfei\u00e7oados. Afinal, caiu a cortina de ferro, caiu o anticomunismo. Atualmente, se produz a debilita\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses em desenvolvimento atrav\u00e9s de grandes conglomerados econ\u00f4micos mundiais que, muitas vezes, t\u00eam PIBs maiores que alguns pa\u00edses. Hoje, esses grupos t\u00eam interesse no nosso petr\u00f3leo, a nossa Amaz\u00f4nia Azul, que \u00e9 a plataforma mar\u00edtima brasileira. A espionagem passou do setor pol\u00edtico para o setor empresarial. As grandes multinacionais, sem d\u00favida, est\u00e3o comprometidas com espionagem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; Qual a avalia\u00e7\u00e3o do governo do presidente Michel Temer (PMDB)?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Vicente &#8211;<\/strong> O governo Temer \u00e9 completamente entreguista, est\u00e1 implantando a agenda liberal no Brasil, desnacionalizando a economia brasileira, entregando nossas riquezas para as multinacionais. Quando derrubaram o Jango, usaram o argumento do combate ao comunismo, o que era uma fal\u00e1cia, porque, ao conversar com o Lincoln Gordon, o pr\u00f3prio presidente John Kennedy disse: &#8220;sabemos que o partido comunista \u00e9 incipiente no Brasil&#8221;. Apesar disso, usaram essa justificativa para derrubar o governo nacionalista do Jo\u00e3o Goulart. Para derrubar o governo da Dilma, foi utilizado um argumento jur\u00eddico. Mas o interesse \u00e9 o mesmo: desnacionalizar aquilo que \u00e9 do povo brasileiro, como o petr\u00f3leo que est\u00e1 na plataforma. Al\u00e9m disso, o Temer faz uma gest\u00e3o sem identifica\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o. Afinal, como um governo que chega ao poder na base da conspira\u00e7\u00e3o, na base do golpe, do golpe midi\u00e1tico, poderia se identificar com a popula\u00e7\u00e3o? Enquanto n\u00e3o tivermos um presidente leg\u00edtimo para outorgar as a\u00e7\u00f5es do povo brasileiro, n\u00e3o teremos sossego econ\u00f4mico, nem social, nem pol\u00edtico.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>JC &#8211; Hoje, quem seria o herdeiro pol\u00edtico de Jo\u00e3o Goulart? Consegue apontar uma lideran\u00e7a atual que siga a linha trabalhista defendida pelo seu pai?<\/strong><\/div>\n<div><strong>Jo\u00e3o Goulart &#8211;<\/strong> Acho que o Lula \u00e9 um l\u00edder da mais alta import\u00e2ncia. S\u00f3 que ele tem um partido que precisa rever seus posicionamentos, tem que fazer uma autocr\u00edtica neste momento. A esquerda tem setores adesistas, mais interessados no fisiologismo e em cargos do que representar as for\u00e7as populares. Por isso, gosto de distinguir as for\u00e7as populares da esquerda. Mas, sem d\u00favida, surgir\u00e3o novas propostas e novos movimentos para renacionalizar o Pa\u00eds.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"espacamentog\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h2>Perfil<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"noticia espacamento claro\" style=\"text-align: justify;\">\n<div>Filho do ex-presidente Jo\u00e3o Belchior Marques Goulart e de Maria Thereza Fontella Goulart, Jo\u00e3o Vicente Goulart nasceu em 22 de novembro de 1956, na cidade do Rio de Janeiro, momento em que seu pai era o vice-presidente da Rep\u00fablica. Quando ocorreu o golpe militar de 1964, partiu com a m\u00e3e e a irm\u00e3 para a fazenda Rancho Grande, na cidade natal dos pais, S\u00e3o Borja, Rio Grande do Sul. Depois, se mudou com a fam\u00edlia para o ex\u00edlio no Uruguai, onde fez parte do Ensino Fundamental. \u00c9 fundador e presidente do Instituto Presidente Jo\u00e3o Goulart. Foi deputado estadual pelo PDT no Rio de Janeiro, entre 1983 e 1986, e integrou o Conselho de Acompanhamento da Sociedade Civil, da Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. Em 1998, assumiu a presid\u00eancia do Instituto de Terras do Rio de Janeiro (Iterj), a convite do governador Leonel Brizola (PDT). Em 2000, assumiu a Subsecretaria de Agricultura, no estado do Rio de Janeiro, implantando o Banco da Terra, do qual foi presidente.<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; Jornal do Com\u00e9rcio<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8216;O Brasil \u00e9 um pa\u00eds carente de direitos humanos e, muitas vezes, de mem\u00f3ria&#8217;, diz Jo\u00e3o Vicente Dedicado a preservar a legado do pai, o filho do presidente deposto Jo\u00e3o Goulart, Jo\u00e3o Vicente Goulart, veio a Porto Alegre para lan\u00e7ar o seu livro intitulado Jango e Eu, que narra a rela\u00e7\u00e3o dos dois durante o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8825"}],"collection":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8825"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8825\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8827,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8825\/revisions\/8827"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}