{"id":894,"date":"2012-05-30T20:52:46","date_gmt":"2012-05-30T20:52:46","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/30\/testemunhas-do-regime-militar-retratam-o-cenario-que-vivenciaram-na-epoca-2\/"},"modified":"2012-05-30T20:52:46","modified_gmt":"2012-05-30T20:52:46","slug":"testemunhas-do-regime-militar-retratam-o-cenario-que-vivenciaram-na-epoca-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/30\/testemunhas-do-regime-militar-retratam-o-cenario-que-vivenciaram-na-epoca-2\/","title":{"rendered":"Testemunhas do regime militar retratam o cen\u00e1rio que vivenciaram na \u00e9poca"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Eles tamb\u00e9m falam sobre a Comiss\u00e3o da Verdade, que foi criada com o intuito de investigar crimes contra os direitos humanos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" \/>A popula\u00e7\u00e3o, que esteve presente diretamente e indiretamente durante o regime militar (1964-1985), enfrentou um Pa\u00eds sob o comando das For\u00e7as Armadas. Golpe que deu in\u00edcio em 31 de Mar\u00e7o de 1964, com ca\u00edda do ent\u00e3o presidente Jo\u00e3o Belchior Marques Goulart (1961 a 1964), mais conhecido como Jango.  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presidente Dilma Rousseff (PT) instituiu, na semana passada, a Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, que tem o intuito de investigar casos de viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Esta comiss\u00e3o vai trabalhar em conjunto com outras duas j\u00e1 existentes e que tratam de crimes cometidos durante a ditadura. Trata-se das comiss\u00f5es de Anistia e a de Mortos e Desaparecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O prefeito Carlos Augusto Pivetta (PT), que segue a mesma cartilha da presidente, argumenta que esta comiss\u00e3o tem o vi\u00e9s de apurar e esclarecer os abusos sofridos pelos cidad\u00e3os durante o regime militar. \u201cAl\u00e9m disso, vai averiguar a situa\u00e7\u00e3o dos mortos e desaparecidos, fazendo com que as fam\u00edlias tenham uma resposta sobre o caso\u201d, diz o prefeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Pivetta, a Comiss\u00e3o da Verdade n\u00e3o ter\u00e1 fim de revanchismo. O prefeito refere-se \u00e0 Lei de Anistia de 1979, que n\u00e3o indeniza os culpados pelas viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. Isto \u00e9, as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o ter\u00e3o cunho jurisdicional ou punitivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Favor\u00e1vel \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o, mas contra a ditadura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPerdi meu emprego ao ser candidato a vereador em Votorantim, em 1976, por um partido contr\u00e1rio ao regime militar\u201d, relata o marceneiro Jos\u00e9 Carlos de Campos Sobrinho, o T\u00e9, que fazia parte do partido Movimento Democr\u00e1tico Brasileiro (MDB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adepto \u00e0 independ\u00eancia do munic\u00edpio, por\u00e9m, contra a ditadura militar, Campos participava das comiss\u00f5es formadas pelo Sindicato dos Trabalhadores T\u00eaxteis de Sorocaba e Regi\u00e3o, pois trabalhou em v\u00e1rias empresas de tecido em Votorantim. \u201cEra (ainda sou) uma pessoa ativa na pol\u00edtica\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele brinca que n\u00e3o deu tempo de comemorar a emancipa\u00e7\u00e3o de Votorantim que, no ano seguinte, veio o regime militar. \u201cAinda est\u00e1vamos contentes com o desmembramento\u201d, lamenta o marceneiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Campos, as pessoas que eram contra o regime militar eram taxadas de comunistas. \u201cEu era contra, mas nunca fui comunista\u201d, explica. Mesmo sendo opositor \u00e0 ditadura, Campos nunca chegou a apanhar de nenhum militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele comenta que, mesmo depois do fim da ditadura, h\u00e1 alguns \u201cv\u00edrus\u201d espalhados na pol\u00edtica brasileira. Ele cita como exemplos Paulo Maluf (PP), Jos\u00e9 Sarney (PMDB) e Ant\u00f4nio Carlos Peixoto de Magalh\u00e3es, que faleceu em 2007. \u201cEle morreu, mas o filho dele continua com a mesma mentalidade pol\u00edtica\u201d, comenta, se referindo a Ant\u00f4nio Carlos Peixoto de Magalh\u00e3es Neto (DEM), conhecido como ACM Neto. Todos esses pol\u00edticos, que ele comentou, eram da Arena (Alian\u00e7a Renovadora Nacional). Ele relata que a ditadura s\u00f3 foi terminar mesmo, de fato, com a vit\u00f3ria de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nas elei\u00e7\u00f5es de 1993, dizendo que FHC n\u00e3o havia nenhuma liga\u00e7\u00e3o com a Arena e a ditadura. \u201cEle deu um passo enorme na democracia brasileira\u201d, comenta, dizendo que o presidente posterior a ele deu um salto ainda maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade, Campos acha que n\u00e3o h\u00e1 como apurar os ditadores, sem julg\u00e1-los. \u201cO relat\u00f3rio vai mostrar que X cometeu crime. A popula\u00e7\u00e3o vai querer que a justi\u00e7a fa\u00e7a algo, mesmo a comiss\u00e3o n\u00e3o fazendo nada\u201d, argumenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Campos toca no assunto de duas pessoas importantes durante o regime militar no munic\u00edpio, o ex-vereador Jos\u00e9 Carlos de Oliveira, o Luiz\u00e3o, que foi contra a emancipa\u00e7\u00e3o de Votorantim, e o ex-deputado estadual Juvenal de Campos. \u201cForam dois pol\u00edticos, com ra\u00edzes votorantinenses, atuantes durante a ditadura militar\u201d, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vereador Lazaro Alberto de Almeida (PMDB), o Labrego, recorda que, ap\u00f3s a primeira elei\u00e7\u00e3o municipal, da qual participou, os militares vieram question\u00e1-lo em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero alto de votos que recebeu, perguntando se ele era comunista. \u201cNunca fui de esquerda, apenas tinha amizade com todos da cidade, por isso faturei v\u00e1rios eleitores\u201d, comenta. Labrego, durante seu mandato como parlamentar, teve que ir semanalmente ao Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (DOPS), um \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por controlar e reprimir movimentos pol\u00edticos e sociais contr\u00e1rios ao regime militar. \u201cA grande maioria das vezes que ia, os militares questionavam sempre o mesmo assunto: \u2018voc\u00ea \u00e9 comunista?\u2019\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No plen\u00e1rio, os militares ordenavam os pol\u00edticos do MDB a ficarem calados durante a sess\u00e3o. \u201cPor isso que nem pe\u00e7o mais a palavra na C\u00e2mara atualmente. Peguei trauma da \u00e9poca\u201d, lastima Labrego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Labrego relata que, antes da primeira elei\u00e7\u00e3o municipal, o partido o colocou na c\u00e9dula de vota\u00e7\u00e3o, sem sua autoriza\u00e7\u00e3o. \u201cTentei ir ao F\u00f3rum para retirar minha candidatura, mas n\u00e3o consegui\u201d, relembra. E completa: \u201ccomo fui obrigado a ser vereador, agora quem me tira daqui \u00e9 o povo.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Comiss\u00e3o da (meia) verdade<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A favor do golpe de 1964, o advogado e jornalista Roque Dias Prestes recorda que foi necess\u00e1rio instalar a ditadura e retirar Jango do poder. \u201cEle queria implantar o regime totalit\u00e1rio comunista\u201d, conta, dizendo que ele n\u00e3o respeitou a ordem constitucional do Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Roque Dias, com receio de Jango fixar a ideologia de esquerda na sociedade, foi preciso as For\u00e7as Armadas intervir para que isso n\u00e3o ocorresse. \u201cT\u00ednhamos que frear o comunismo e restabelecer a democracia\u201d, afirma o advogado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a ditadura militar, o jornalista v\u00ea com bons olhos o per\u00edodo. \u201cN\u00e3o havia mensal\u00e3o, dinheiro na cueca, corrup\u00e7\u00e3o, empreiteira ficando rica do dia para a noite\u201d, diz. \u201cOs pol\u00edticos tinham mais responsabilidade, serviam mais o povo\u201d, emenda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Engajado na pol\u00edtica, Roque Dias tentou ser prefeito de Votorantim, em 1972, em uma das tr\u00eas sublegendas da Arena que existiam na \u00e9poca, mas acabou perdendo. Quatro anos depois se candidatou a vereador, outra vez sem \u00eaxito. Em outra elei\u00e7\u00e3o, agora com o PDT (Partido Democr\u00e1tico Trabalhista), tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiu se eleger e cuidar da cria\u00e7\u00e3o das leis do munic\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade, o jornalista comenta que trata-se de uma comiss\u00e3o de \u201cmeia verdade\u201d. Para ele, as pessoas que est\u00e3o envolvidas ir\u00e3o apurar apenas os crimes cometidos pelos militares. \u201cEm uma guerra, h\u00e1 dois lados\u201d, reflete. E ainda argumenta, dizendo que \u201ctanto os militares quantos os esquerdistas mataram inocentes.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo, como conta Roque Dias, foi a morte do Capit\u00e3o PM Alberto Mendes Junior. Ele comenta que, em 1970, o PM foi assassinado por um Tribunal Revolucion\u00e1rio, que era contra todos os atos do regime militar. Meses depois, os militares prenderam o culpado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>31 de Mar\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s 27 anos sem o regime militar, Votorantim ainda conta com resqu\u00edcio da \u00e9poca. Antes de ser nomeada como avenida 31 de Mar\u00e7o, a principal via do munic\u00edpio era chamada de Rua do Com\u00e9rcio. Em 1970, o prefeito da \u00e9poca, Luiz do Patrocino Fernandes (MDB), juntamente com os vereadores do mesmo partido, foi at\u00e9 S\u00e3o Paulo para conversar com representantes do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), para municipalizar um trecho da SP-079 e, tamb\u00e9m, para duplicar a avenida. Com o aval favor\u00e1vel do DER, o prefeito levou um projeto de lei para a C\u00e2mara colocar em vota\u00e7\u00e3o, visando a reforma da via. O Legislativo, que tinha como maioria o partido Arena, n\u00e3o quis aprovar, alegando que o prefeito era da oposi\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, Luiz do Patrocino enfrentou os militares e come\u00e7ou a duplica\u00e7\u00e3o da avenida. No ano seguinte, depois da obra pronta, ele levou novamente \u00e0 C\u00e2mara o projeto de lei para que fosse aprovado. \u201cComo j\u00e1 havia sido feita a constru\u00e7\u00e3o, os militares queriam que o nome da avenida fosse em homenagem ao golpe militar\u201d, comenta o parlamentar Labrego. Vereador h\u00e1 11 mandatos, Labrego diz que o nome 31 de Mar\u00e7o foi rejeitado pelo prefeito da \u00e9poca. A segunda op\u00e7\u00e3o foi p\u00f4r o nome de Marechal Humberto de Alencar \u201cCastelo Branco\u201d, primeiro presidente durante o regime militar: outra alternativa recusada por Luiz do Patrocino. Foi, ent\u00e3o, depois de v\u00e1rias reuni\u00f5es com militares que o prefeito aceitou de ser chamada de avenida 31 de Mar\u00e7o. Posteriormente, a nova denomina\u00e7\u00e3o foi encaminhada a Casa de Leis para que fosse votada. O presidente da C\u00e2mara na \u00e9poca, o vereador Lazaro Antunes de Oliveira (Arena), teve que dar o voto de minerva, pois a vota\u00e7\u00e3o havia empatado. Com a decis\u00e3o de Oliveira favor\u00e1vel, a avenida foi nomeada como sendo 31 de Mar\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em pesquisa no arquivo da C\u00e2mara Municipal de Votorantim, foi constatado que, em 1971, Luiz do Patrocino Fernandes enviou um projeto para alterar o nome da principal avenida do munic\u00edpio, a 31 de Mar\u00e7o. S\u00f3 que, antes de 1971, a avenida era chamada de rua do Com\u00e9rcio. No segundo artigo da lei mostra que, al\u00e9m da nova denomina\u00e7\u00e3o da avenida, iria ter os dizeres \u201cMovimento Revolucion\u00e1rio de 1964\u201d embaixo do nome da via. \u201cN\u00f3s enviamos uma foto a S\u00e3o Paulo, mostrando a placa pronta com a cita\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que, ao colocar as placas na avenida, foram retirados os dizeres\u201d, recorda o parlamentar Labrego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os anos foram se passando, Votorantim come\u00e7ou a se reestruturar politicamente e, principalmente, economicamente. Mesmo com esse progresso, alguns moradores, filhos que viram seus pais vivenciando a ditadura militar, convivem diariamente com o nome 31 de Mar\u00e7o na principal avenida do munic\u00edpio. O jornalista e radialista Thomaz Martins, que foi uma das pessoas respons\u00e1veis pelo projeto de constru\u00e7\u00e3o da avenida, comenta que houve vereadores querendo mudar o nome da via v\u00e1rias vezes. \u201cCada comerciante vai ter que ir ao cart\u00f3rio e modificar o endere\u00e7o do seu estabelecimento. N\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel\u201d, gesticula. Por\u00e9m, o vereador Labrego sugere uma solu\u00e7\u00e3o: \u201cse todos os comerciantes e moradores se juntarem, pode haver a troca de nome da avenida. S\u00f3 depende deles.\u201d Os dois d\u00e3o at\u00e9 sugest\u00f5es: Avenida da Emancipa\u00e7\u00e3o; Avenida dos Vanguardeiros; Avenida 7 de Mar\u00e7o (primeira elei\u00e7\u00e3o municipal; ou Avenida 1\u00b0 de Dezembro (data do plebiscito, em que \u00a0desmembrou Votorantim de Sorocaba).<\/p>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Folha de Votorantim<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles tamb\u00e9m falam sobre a Comiss\u00e3o da Verdade, que foi criada com o intuito de investigar crimes contra os direitos humanos A popula\u00e7\u00e3o, que esteve presente diretamente e indiretamente durante o regime militar (1964-1985), enfrentou um Pa\u00eds sob o comando das For\u00e7as Armadas. 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