{"id":900,"date":"2012-05-31T13:07:44","date_gmt":"2012-05-31T13:07:44","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/31\/mpf-recorre-de-sentenca-que-rejeitou-denuncia-contra-o-coronel-brilhante-ustra-por-sequestro-2\/"},"modified":"2012-05-31T13:07:44","modified_gmt":"2012-05-31T13:07:44","slug":"mpf-recorre-de-sentenca-que-rejeitou-denuncia-contra-o-coronel-brilhante-ustra-por-sequestro-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/05\/31\/mpf-recorre-de-sentenca-que-rejeitou-denuncia-contra-o-coronel-brilhante-ustra-por-sequestro-2\/","title":{"rendered":"MPF recorre de senten\u00e7a que rejeitou den\u00fancia contra o coronel Brilhante Ustra por sequestro"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) em S\u00e3o Paulo recorreu contra a decis\u00e3o da Justi\u00e7a de rejeitar a den\u00fancia de sequestro contra o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra e o delegado de Pol\u00edcia Civil Dirceu Gravina. Para o MPF, os dois s\u00e3o respons\u00e1veis pelo desaparecimento do l\u00edder sindical Alu\u00edsio Palhano Pedreira Ferreira em 1971, durante a ditadura militar.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para as procuradoras, Eug\u00eania Augusta Gonzaga e Tham\u00e9a Danelon de Melo, o juiz federal M\u00e1rcio Rached Millani rejeitou a den\u00fancia sem embasamento t\u00e9cnico, mas apoiado em argumentos pol\u00edticos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O MPF contesta a tese do juiz de que a Lei Federal 9.140 de 1995, que impede a puni\u00e7\u00e3o dos assassinos porque declarou mortos os desaparecidos. O \u00f3rg\u00e3o ressalta que a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o alterou nem o C\u00f3digo Penal, nem o Civil, por isso, a morte presumida s\u00f3 poder\u00e1 ser requerida ap\u00f3s \u201cesgotadas as buscas e averigua\u00e7\u00f5es, devendo a senten\u00e7a fixar a data prov\u00e1vel do falecimento\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O MPF sustenta que Ustra e Gravina devem ser imputados pelo crime de sequestro, crime que continua acontecendo, porque o corpo de Palhano nunca foi encontrado. O \u00f3rg\u00e3o diz que o delito n\u00e3o prescreveu, nem est\u00e1 coberto pela Lei de Anistia, que perdoou os crimes pol\u00edticos cometidos at\u00e9 1979.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Palhano foi presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Banc\u00e1rios e vice-presidente da antiga Central Geral dos Trabalhadores (CGT). Com o golpe de 1964, teve seus direitos pol\u00edticos cassados e foi exonerado do cargo que ocupava no Banco do Brasil. Palhano, ent\u00e3o, exilou-se em Cuba. Em 1970, voltou ao Brasil e ficou na clandestinidade, chegando a integrar a Vanguarda Popular Revolucion\u00e1ria (VPR), grupo liderado por Carlos Lamarca. No ano seguinte, Palhano foi preso em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Relatos colhidos pelo MPF indicam que o sindicalista teria sido torturado no Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codi), na capital paulista. O centro era comandando, \u00e0 \u00e9poca, pelo coronel Brilhante Ustra. O militar tenta um recurso contra a a\u00e7\u00e3o que o declarou respons\u00e1vel pelas torturas durante interrogat\u00f3rios no local.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) em S\u00e3o Paulo recorreu contra a decis\u00e3o da Justi\u00e7a de rejeitar a den\u00fancia de sequestro contra o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra e o delegado de Pol\u00edcia Civil Dirceu Gravina. 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