{"id":913,"date":"2012-06-01T20:02:06","date_gmt":"2012-06-01T20:02:06","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/06\/01\/mst-pede-desapropriacao-de-usina-que-teria-abrigado-incineracao-de-presos-da-ditadura-2\/"},"modified":"2012-06-01T20:02:06","modified_gmt":"2012-06-01T20:02:06","slug":"mst-pede-desapropriacao-de-usina-que-teria-abrigado-incineracao-de-presos-da-ditadura-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/06\/01\/mst-pede-desapropriacao-de-usina-que-teria-abrigado-incineracao-de-presos-da-ditadura-2\/","title":{"rendered":"MST pede desapropria\u00e7\u00e3o de usina que teria abrigado incinera\u00e7\u00e3o de presos da ditadura"},"content":{"rendered":"<p \/>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) est\u00e1 em campanha aberta pela desapropria\u00e7\u00e3o das fazendas pertencentes \u00e0 usina Cambahyba, localizada no norte do Rio de Janeiro. De acordo com o livro \u201cMem\u00f3rias de uma Guerra Suja\u201d, lan\u00e7ado em maio, o local teria sido utilizado pelos \u00f3rg\u00e3os da repress\u00e3o para dar um sumi\u00e7o nos corpos de desaparecidos pol\u00edticos durante a ditadura (1964-1985).  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As liga\u00e7\u00f5es entre o regime e os propriet\u00e1rios da Cambahyba apareceram nos depoimentos de Cl\u00e1udio Guerra, ex-delegado do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops), que revelou detalhes da repress\u00e3o pol\u00edtica aos jornalistas Rog\u00e9rio Medeiros e Marcello Neto, autores do livro. \u201cO forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vest\u00edgio humano\u201d, diz um trecho da obra, citado pelo MST. \u201cA usina passou, em contrapartida, a receber benef\u00edcios dos militares pelos bons servi\u00e7os prestados.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No livro, Cl\u00e1udio Guerra garante que a colabora\u00e7\u00e3o com a ditadura fez com que a Cambahyba escapasse \u00e0 crise que, na \u00e9poca, mergulhou em d\u00edvidas usineiros do norte fluminense. \u201cTinham acesso f\u00e1cil a financiamentos e outros benef\u00edcios que o Estado poderia prestar.\u201d Em nota, o movimento toma como verdade a den\u00fancia de que a instala\u00e7\u00e3o industrial foi usada como m\u00e1quina de morte pelo regime \u2013 e adiciona o fato ao hist\u00f3rico.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO Judici\u00e1rio vem impedindo a desapropria\u00e7\u00e3o do complexo de sete fazendas da Cambahyba, que totalizam 3,5 mil hectares\u201d, contabiliza. \u201cEm 1998, as fazendas foram consideradas improdutivas e pass\u00edveis de desapropria\u00e7\u00e3o para fins de Reforma Agr\u00e1ria pelo Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra), e objeto de um decreto presidencial.\u201d<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em 2000, frente \u00e0 lentid\u00e3o das autoridades, o MST afirma que 470 fam\u00edlias ocuparam as terras da usina. No mesmo ano, a Procuradoria da Fazenda Nacional de Campos dos Goytacazes, no estado do Rio, iniciou um processo de arrecada\u00e7\u00e3o das terras, cujas d\u00edvidas com a Uni\u00e3o ultrapassam R$ 100 milh\u00f5es. Por\u00e9m, continua o movimento, a tentativa foi frustrada pelo governo federal em 2003 atrav\u00e9s do Plano de Refinanciamento das D\u00edvidas dos empres\u00e1rios com a Uni\u00e3o (Refis).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA prote\u00e7\u00e3o do Estado ao latif\u00fandio permanece. Em 2006, as pol\u00edcias Federal e Militar, por decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal da cidade de Campos, despejaram com viol\u00eancia fam\u00edlias que viviam nas terras da Cambahyba\u201d, diz a nota. \u201cHouve agress\u00f5es e pris\u00f5es, casas e planta\u00e7\u00f5es foram destru\u00eddas. \u201cA hist\u00f3ria da usina ilustra o poder do latif\u00fandio em nossa sociedade. Por isso, exigimos a imediata desapropria\u00e7\u00e3o das terras da Cambahyba para assentamento das fam\u00edlias.\u201d<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) est\u00e1 em campanha aberta pela desapropria\u00e7\u00e3o das fazendas pertencentes \u00e0 usina Cambahyba, localizada no norte do Rio de Janeiro. 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