{"id":929,"date":"2012-06-04T19:21:36","date_gmt":"2012-06-04T19:21:36","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/06\/04\/desapropriacao-da-usina-cambahyba-2\/"},"modified":"2012-06-04T19:21:36","modified_gmt":"2012-06-04T19:21:36","slug":"desapropriacao-da-usina-cambahyba-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/06\/04\/desapropriacao-da-usina-cambahyba-2\/","title":{"rendered":"Desapropria\u00e7\u00e3o da Usina Cambahyba"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Por que isto \u00e9 importante<\/strong><\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/>No livro \u201cMem\u00f3rias de uma guerra suja\u201d (Topbooks), o ex-delegado do DOPS Cl\u00e1udio Guerra denuncia v\u00e1rios crimes da ditadura. O que mais causa indigna\u00e7\u00e3o \u00e9 saber que os corpos de dez militantes que lutaram contra o regime militar foram incinerados no forno da Usina Cambahyba, de propriedade de Heli Ribeiro Gomes.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o Batista Rita, Joaquim Pires Cerveira, Ana Rosa Kucinsk Silva e Wilson Silva, David Capistrano, Jo\u00e3o Massena Melo, Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira, Eduardo Coleia Filho, Jos\u00e9 Roman e Luiz Ign\u00e1cio Maranh\u00e3o Filho tiveram seus corpos incinerados, para que n\u00e3o ficassem vest\u00edgios das torturas impostas pela ditadura militar.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Segundo o ex-delegado do DOPS, a Usina, em troca, recebia facilidades como cr\u00e9ditos e financiamentos. A Usina Cambahyba, c\u00famplice da viol\u00eancia do Estado, era beneficiada e protegida.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Prossegue, hoje, a prote\u00e7\u00e3o \u00e0s terras da Usina Cambayba. E a viol\u00eancia continua. O Poder Judici\u00e1rio Federal vem impedindo a desapropria\u00e7\u00e3o do complexo de 7 fazendas que totalizam 3.500 hectares.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em 1998, as fazendas da Usina foram consideradas improdutivas e pass\u00edveis de desapropria\u00e7\u00e3o para fins de Reforma Agr\u00e1ria pelo INCRA, e objeto de um decreto presidencial.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Mas, ao longo desses 14 anos, o Poder Judici\u00e1rio vem impedindo a desapropria\u00e7\u00e3o e promovendo despejos violentos das fam\u00edlias que reivindicam a terra. No ano 2000, frente \u00e0 morosidade do INCRA e do Poder Judici\u00e1rio, 470 fam\u00edlias organizadas no MST ocuparam o complexo de fazendas da Usina.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">No mesmo ano, a Procuradoria da Fazenda Nacional de Campos dos Goytacazes iniciou um processo de arrecada\u00e7\u00e3o das terras da Usina, cujas d\u00edvidas com a Uni\u00e3o, ultrapassam R$ 100 milh\u00f5es. Por\u00e9m, esta tentativa foi frustrada pelo Governo Federal em 2003\/2004, atrav\u00e9s do Plano de Refinanciamento das D\u00edvidas dos empres\u00e1rios com a Uni\u00e3o (Refis).<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A prote\u00e7\u00e3o do Estado ao latif\u00fandio permanece. Em 2006, as Pol\u00edcias Federal e Militar, por decis\u00e3o da Justi\u00e7a Federal de Campos, despejaram com viol\u00eancia fam\u00edlias que viviam nas terras da Cambahyba. Houve agress\u00f5es e pris\u00f5es, casas e planta\u00e7\u00f5es foram destru\u00eddas.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria da Usina Cambahyba ilustra o poder do latif\u00fandio em nossa sociedade. \u00c9 inaceit\u00e1vel que essa viol\u00eancia continue. Por isso, exigimos a imediata desapropria\u00e7\u00e3o das terras da Cambahyba para assentamento das fam\u00edlias.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que isto \u00e9 importante No livro \u201cMem\u00f3rias de uma guerra suja\u201d (Topbooks), o ex-delegado do DOPS Cl\u00e1udio Guerra denuncia v\u00e1rios crimes da ditadura. 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