{"id":12000,"date":"2017-09-30T22:29:02","date_gmt":"2017-09-30T22:29:02","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12000"},"modified":"2017-09-30T22:29:02","modified_gmt":"2017-09-30T22:29:02","slug":"os-irmaos-o-operario-o-1o-conheca-vitimas-enterradas-em-vala-clandestina-durante-a-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2017\/09\/30\/os-irmaos-o-operario-o-1o-conheca-vitimas-enterradas-em-vala-clandestina-durante-a-ditadura\/","title":{"rendered":"Os irm\u00e3os, o oper\u00e1rio, o 1\u00ba: conhe\u00e7a v\u00edtimas enterradas em vala clandestina durante a ditadura"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O totem de concreto solit\u00e1rio foi erguido com aproximadamente um metro e meio de altura. No topo, traz uma placa de metal onde est\u00e3o gravados 31 dos literalmente milhares de nomes que pretende homenagear. \u00c9 cercado por mudas ainda raqu\u00edticas e secas, colocadas ali para um dia virarem um pequeno bosque de ip\u00eas amarelos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tributo \u00e9 discreto e pode tranquilamente passar despercebido por quem n\u00e3o souber de antem\u00e3o que est\u00e1 ali, no gramado ao lado do pr\u00e9dio da administra\u00e7\u00e3o e dos vel\u00f3rios no Cemit\u00e9rio Municipal Dom Bosco, em Perus, em uma \u00e1rea remota da zona norte da capital paulista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O memorial foi inaugurado no in\u00edcio deste m\u00eas pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente e pelo Servi\u00e7o Funer\u00e1rio do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo. Homenageia v\u00edtimas da ditadura na capital paulista que desapareceram e foram descobertos mais de mil corpos. A placa traz o seguinte texto:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Neste cemit\u00e9rio foram sepultadas v\u00edtimas da reprss\u00e3o numa \u00e9poca em que as for\u00e7as do Estado reservavam-se o direito de torturar e matar quem ousasse defender a democracia. Enterrados \u00e0s pressas, quase sempre como desconhecidos, sob o manto de um esquema perverso de oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1veres implantado com a colabora\u00e7\u00e3o da prefeitura e seus servidores&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Essa \u00e9 uma homenagem da Prefeitura de S\u00e3o Paulo aos mortos e desaparecidos da ditadura militar cujos corpos, identificados ou n\u00e3o, foram acolhidos por este solo em sua trajet\u00f3ria de resist\u00eancia e esperan\u00e7a&#8221;, segue o texto da placa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de Perus, receber\u00e3o o memorial at\u00e9 o final de outubro os cemit\u00e9rios de Campo Grande (zona sul da cidade) e Vila Formosa (zona lest). Em comum, os tr\u00eas locais abrigavam valas coletivas clandestinas, usadas por agentes da repress\u00e3o para sumir com os corpos de presos pol\u00edticos assassinados, invariavelmente sem chance de defesa ap\u00f3s sess\u00f5es de tortura ou emboscadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos os homenageados eram militantes de partidos, sindicatos ou organiza\u00e7\u00f5es de esquerda. Muitos entraram para a luta armada, outros apenas exerciam o direito negado de discordar do governo militar. A maioria era jovem, com menos de 30 anos. Todos foram assassinados sem chance de defesa. Em todos os casos, a Comiss\u00e3o Especial sobre Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos do governo federal, instaurada pelo ent\u00e3o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), reconheceu a culpa do Estado brasileiro nas mortes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><strong>Cen\u00e1rio de holocausto: mil corpos na vala comum<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/AAA2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-12001\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-12001\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/AAA2.jpg\" alt=\"AAA2\" width=\"615\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/AAA2.jpg 615w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/AAA2-300x146.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 615px) 100vw, 615px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; UOL<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O totem de concreto solit\u00e1rio foi erguido com aproximadamente um metro e meio de altura. No topo, traz uma placa de metal onde est\u00e3o gravados 31 dos literalmente milhares de nomes que pretende homenagear. \u00c9 cercado por mudas ainda raqu\u00edticas e secas, colocadas ali para um dia virarem um pequeno bosque de ip\u00eas amarelos. 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