{"id":12089,"date":"2017-11-21T19:44:07","date_gmt":"2017-11-21T19:44:07","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12089"},"modified":"2017-11-21T19:44:07","modified_gmt":"2017-11-21T19:44:07","slug":"classico-da-dramaturgia-brasileira-e-adaptado-para-os-dias-atuais-em-filme-rodado-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2017\/11\/21\/classico-da-dramaturgia-brasileira-e-adaptado-para-os-dias-atuais-em-filme-rodado-em-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Cl\u00e1ssico da dramaturgia brasileira \u00e9 adaptado para os dias atuais em filme rodado em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"m-supportline\" style=\"text-align: justify;\" data-reactid=\"402\">Com Marco Ricca, Drica Moraes e Chay Suede, Jorge Furtado dirige releitura de &#8220;Rasga Cora\u00e7\u00e3o&#8221;<\/h2>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Pe\u00e7a basilar da dramaturgia brasileira, definida por Nelson Rodrigues como &#8220;fascinante obra-prima&#8221;,\u00a0<em>Rasga Cora\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0chegar\u00e1 aos cinemas no longa-metragem hom\u00f4nimo que o diretor<strong>\u00a0Jorge Furtado<\/strong>\u00a0roda em Porto Alegre. Escrita por\u00a0<strong>Oduvaldo Vianna Filho<\/strong>\u00a0entre 1972 e 1974 \u2013 o autor concluiu o espet\u00e1culo pouco antes de morrer de c\u00e2ncer no pulm\u00e3o, aos 38 anos \u2013,\u00a0<em>Rasga Cora\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em>\u00e9 um manifesto pol\u00edtico e existencial que passa em revista momentos emblem\u00e1ticos da hist\u00f3ria do Brasil por meio do personagem Manguari Pistol\u00e3o. Combativo militante comunista na juventude, o protagonista encara na maturidade momentos de crise e reflex\u00e3o, com seu conformismo contrastando com a rebeldia do filho.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>No texto original, a a\u00e7\u00e3o se passa em tr\u00eas per\u00edodos ao longo de 40 anos, retrocedendo da d\u00e9cada de 1970 at\u00e9 o Estado Novo de Get\u00falio Vargas. Censurada \u00e0 \u00e9poca da ditadura militar,\u00a0<em>Rasga Cora\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em>foi liberada e encenada pela primeira vez em 1979, no Teatro Gua\u00edra, em Curitiba.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Vianninha escreveu uma obra-prima que fala de temas eternos: morte, sexo e pol\u00edtica. S\u00e3o os assuntos mais interessantes que existem \u2013 diz Furtado.<\/p>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Manguari Pistol\u00e3o \u00e9 vivido no filme por<strong>\u00a0Marco Ricca<\/strong>, com\u00a0<strong>Drica Moraes<\/strong>\u00a0no papel de Nena, sua mulher, e\u00a0<strong>Chay Suede<\/strong>como Luca, filho do casal. Em 1979, Manguari tem o rosto de\u00a0<strong>Jo\u00e3o Pedro Zappa<\/strong>, com\u00a0<strong>Duda Meneghetti<\/strong>\u00a0fazendo a jovem Nena. O elenco conta ainda, no presente, com\u00a0<strong>Luisa Arraes<\/strong>\u00a0(Mil, namorada de Luca) e, no passado, com\u00a0<strong>George Sauma\u00a0<\/strong>(Lorde Bundinha, tio de Manguari) e<strong>\u00a0Nelson Diniz<\/strong>(666, pai do protagonista).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<figure class=\"m-figure figure-md\"><picture><source srcset=\"\/\/www.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/23898986.jpg?w=700\" media=\"(min-width:1200px)\" \/><source srcset=\"\/\/www.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/23898986.jpg?w=580\" media=\"(min-width:768px)\" \/><source srcset=\"\/\/www.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/23898986.jpg?w=290\" \/><img decoding=\"async\" class=\"figure-img\" title=\"Fabio Rebelo \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/www.rbsdirect.com.br\/imagesrc\/23898986.jpg?w=700\" alt=\"Fabio Rebelo \/ Divulga\u00e7\u00e3o\" \/><\/picture><figcaption class=\"figure-caption\"><span class=\"figure-desc\">Chay Suede (com Luisa Arraes ao fundo) interpreta jovem em fase de conflitos afetivos com o pai<\/span><span class=\"figure-src\">Fabio Rebelo \/ Divulga\u00e7\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Produ\u00e7\u00e3o da Casa de Cinema de Porto Alegre, que em dezembro agora celebra seus 30 anos de funda\u00e7\u00e3o, em parceria com a Globo Filmes,\u00a0<em>Rasga Cora\u00e7\u00e3o<\/em>\u00a0tem or\u00e7amento de R$ 3 milh\u00f5es e previs\u00e3o de lan\u00e7amento para setembro de 2018. No roteiro que assina com<strong>\u00a0Ana Luiza Azevedo<\/strong>e\u00a0<strong>Vicente Moreno<\/strong>, Furtado localiza a a\u00e7\u00e3o em dois tempos: 1979, ano em que a anistia pol\u00edtica permitiu o retorno ao Brasil dos exilados pol\u00edticos, e 2013, quando o pa\u00eds vivenciou a volta \u00e0s ruas dos calorosos protestos protagonizados pelos estudantes.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u2013 As manifesta\u00e7\u00f5es de 2013 foram determinantes para o golpe parlamentar de 2016 \u2013 destaca Furtado. \u2013 O processo come\u00e7ou com reivindica\u00e7\u00f5es just\u00edssimas dos estudantes e logo foi dominado e capitalizado pela direita.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>H\u00e1 muito tempo eu queria adaptar\u00a0<em>Rasga Cora\u00e7\u00e3o<\/em>. Quando a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no Brasil degringolou, achei o momento oportuno. Parece que o Vianninha escreveu esse texto hoje.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Este ser\u00e1 o primeiro longa do diretor n\u00e3o realizado a partir de um texto seu:<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u2013 O roteiro \u00e9 fiel ao texto original. \u00c9 um desafio. Quando trabalho com meus textos, posso fazer mudan\u00e7as no set. Mas n\u00e3o tem o que mudar nessa que considero uma das mais bem escritas pe\u00e7as do Brasil, junto com\u00a0<em>Vestido de Noiva\u00a0<\/em>(de Nelson Rodrigues) e\u00a0<em>O Auto da Compadecida<\/em>\u00a0(de Ariano Suassuna).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O diretor ressalta, por\u00e9m, algumas mudan\u00e7as feitas para destacar a contemporaneidade de\u00a0<em>Rasga Cora\u00e7\u00e3o<\/em>:<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u2013 Al\u00e9m de sintetizarmos a trama em dois tempos, foram precisos alguns ajustes. A transgress\u00e3o que era ter um cabelo comprido nos anos 1970, no presente do filme est\u00e1 representada num rapaz que usa saia e pinta as unhas. A figura da m\u00e3e \u00e9 menos deprimida e mais ativa, e mostramos o protagonismo das jovens mulheres negras e dos gays \u00e0 frente das ocupa\u00e7\u00f5es das escolas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><em>Rasga Cora\u00e7\u00e3o\u00a0<\/em>come\u00e7ou a ser filmado em Porto Alegre em 8 de novembro. A \u00faltima di\u00e1ria ser\u00e1 no dia 4 de dezembro. O principal cen\u00e1rio da trama \u00e9 o apartamento de Manguari em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, minuciosamente erguido \u2013 dos c\u00f4modos e corredores aos dois falsos elevadores e a fachada \u2013 pelos diretores de arte\u00a0<strong>Fiapo Barth<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>William Valduga\u00a0<\/strong>na antiga capela do Campus da PUC de Viam\u00e3o. Encerrado os trabalhos do n\u00facleo de 2013, o local ser\u00e1 redecorado para abrigar os personagens de 1979. A reportagem de Ga\u00fachaZH acompanhou uma tarde de trabalho da equipe em Viam\u00e3o, no dia 16, quando foi registrada uma discuss\u00e3o em fam\u00edlia a respeito do futuro profissional de Luca. A estrutura dramat\u00fargica da pe\u00e7a \u00e9 ressaltada em di\u00e1logos de longa dura\u00e7\u00e3o, registrados em diferentes \u00e2ngulos pelo diretor de fotografia\u00a0<strong>Glauco Firpo<\/strong>. As falas de Rica e Drica, levadas at\u00e9 o fim sem interrup\u00e7\u00f5es, entusiasmavam Furtado a cada &#8220;corta&#8221; seguido de elogios ao elenco.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"article-paragraph\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013 Essas cenas mais longas valorizam a fala. N\u00e3o sou o tipo de diretor que gosta de for\u00e7ar um ator para tirar dele o seu melhor, por isso prefiro sempre trabalhar com os melhores, dos quais j\u00e1 sei o que esperar.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; Gauchazh<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com Marco Ricca, Drica Moraes e Chay Suede, Jorge Furtado dirige releitura de &#8220;Rasga Cora\u00e7\u00e3o&#8221; Pe\u00e7a basilar da dramaturgia brasileira, definida por Nelson Rodrigues como &#8220;fascinante obra-prima&#8221;,\u00a0Rasga Cora\u00e7\u00e3o\u00a0chegar\u00e1 aos cinemas no longa-metragem hom\u00f4nimo que o diretor\u00a0Jorge Furtado\u00a0roda em Porto Alegre. Escrita por\u00a0Oduvaldo Vianna Filho\u00a0entre 1972 e 1974 \u2013 o autor concluiu o espet\u00e1culo pouco antes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12089"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12089"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12089\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12091,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12089\/revisions\/12091"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12089"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12089"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}