{"id":12794,"date":"2019-04-02T00:36:40","date_gmt":"2019-04-02T00:36:40","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12794"},"modified":"2019-04-02T00:36:40","modified_gmt":"2019-04-02T00:36:40","slug":"documento-inedito-mostra-que-numero-de-presos-nos-primeiros-dias-do-golpe-militar-de-64-pode-ser-quatro-vezes-maior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2019\/04\/02\/documento-inedito-mostra-que-numero-de-presos-nos-primeiros-dias-do-golpe-militar-de-64-pode-ser-quatro-vezes-maior\/","title":{"rendered":"DOCUMENTO IN\u00c9DITO MOSTRA QUE N\u00daMERO DE PRESOS NOS PRIMEIROS DIAS DO GOLPE MILITAR DE 64 PODE SER QUATRO VEZES MAIOR"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><u>UM DOCUMENTO IN\u00c9DITO<\/u>\u00a0encontrado pelo\u00a0<strong>Intercept<\/strong>\u00a0no arquivo hist\u00f3rico do Minist\u00e9rio do Exterior da It\u00e1lia mostra que o n\u00famero de presos nos primeiros dias do golpe militar brasileiro de 1964 pode ser quatro vezes maior do que se estimava at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um of\u00edcio enviado do Rio de Janeiro em 8 de julho de 1964 por Eugenio Prato, ent\u00e3o embaixador italiano no Brasil, ao Minist\u00e9rio do Exterior da It\u00e1lia \u2013 a Farnesina \u2013 cita que \u201cforam efetuadas cerca de 20 mil pris\u00f5es nos primeiros dias da revolu\u00e7\u00e3o\u201d. At\u00e9 hoje, o n\u00famero estimado de deten\u00e7\u00f5es nos dias seguintes ao golpe militar vinha de um \u00fanico documento, produzido pela embaixada norte-americana no Brasil, que falava em \u201cem torno de 5 mil pessoas\u201d. Ele \u00e9 mencionado no\u00a0cap\u00edtulo 3, par\u00e1grafo 67, do relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP.jpg\" rel=\"attachment wp-att-12795\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-12795\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP.jpg\" alt=\"ABAP\" width=\"1000\" height=\"343\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP.jpg 1000w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-300x103.jpg 300w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-768x263.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o regime militar sempre escondeu o n\u00famero oficial de presos, o documento produzido pelos italianos se soma ao da embaixada dos Estados Unidos como \u00fanicos registros hist\u00f3ricos conhecidos sobre as deten\u00e7\u00f5es nos dias que se seguiram ao golpe de estado de 1964, quando os militares derrubaram o presidente eleito Jo\u00e3o Goulart para empossar uma sequ\u00eancia de ditadores que se perpetuariam no poder at\u00e9 mar\u00e7o de 1985,\u00a0sequestrando crian\u00e7as, queimando\u00a0dissidentes em fornos, enterrando clandestinamente opositores em\u00a0covas coletivas, forjando\u00a0suic\u00eddios\u00a0e praticando diversos outros crimes pelos quais ningu\u00e9m foi punido at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEsse documento que voc\u00eas encontraram \u00e9 muito importante\u201d, nos disse Pedro Dallari, advogado e um dos coordenadores da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade. \u201cNo pr\u00f3prio relat\u00f3rio que produzimos, a gente diz que ainda existem muitos documentos a serem descobertos\u201d, lembrou Dallari. \u201cVale lembrar que tanto a informa\u00e7\u00e3o norte-americana quanto a italiana s\u00e3o estimativas porque n\u00e3o havia registro das pris\u00f5es, elas eram feitas de maneira aleat\u00f3ria.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paulo Vannuchi, que trabalhou em um dos principais livros sobre o per\u00edodo, \u201cBrasil Nunca Mais\u201d, coordenado por dom Paulo Evaristo Arns, tamb\u00e9m comentou a descoberta. \u201cAo longos dos 40 anos que trabalho focado nesse tema, pude ver em v\u00e1rios textos uma estimativa gen\u00e9rica de 50 mil pris\u00f5es ao longo de toda a ditadura militar no Brasil. Portanto, os n\u00fameros citados nesse documento do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da It\u00e1lia me parecem bastante razo\u00e1veis.\u201d Vannuchi, que em 1975 mencionou 233 nomes de torturadores e assassinos em um extenso dossi\u00ea entregue \u00e0 Ordem dos Advogados do Brasil, acredita que um n\u00famero ainda maior de pessoas tenham sido presas pelo regime. \u201c\u00c9 prov\u00e1vel que os n\u00fameros estejam subestimados.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A It\u00e1lia era governada, \u00e0 \u00e9poca, por uma coaliz\u00e3o entre os conservadores da Democracia Crist\u00e3 e partidos de esquerda. No documento obtido pelo\u00a0<strong>Intercept<\/strong>, intitulado \u201cPris\u00f5es de elementos comprometidos com o governo Goulart\u201d, o ent\u00e3o embaixador Prato n\u00e3o revela suas fontes de informa\u00e7\u00e3o sobre as pris\u00f5es. Chamando o golpe de estado de \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d, o diplomata comunica que \u201cn\u00e3o se conhece o n\u00famero exato das pessoas que continuam presas\u201d, mas sugere que \u201c1.500 continuam detentas \u00e0 espera de julgamento\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os documentos deixaram o grau \u201cconfidencial\u201d em dezembro de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 hoje, o n\u00famero de presos \u00e9 um dos grandes mist\u00e9rios do per\u00edodo ditatorial. \u201cAs pessoas eram levadas em massa para est\u00e1dios e navios transformados em pris\u00f5es coletivas\u201d, diz Adriano Diogo, presidente da Comiss\u00e3o da Verdade do Estado de S\u00e3o Paulo \u201cRubens Paiva\u201d. Est\u00e1dios como dos clubes Ypiranga, em Maca\u00e9 (RJ); Esporte Clube Comerci\u00e1rios, em Crici\u00fama (SC); os navios Raul Soares, em Santos (SP); Princesa Leopoldina, na Guanabara; Corumb\u00e1, em Campo Grande (MS), lembra, s\u00e3o citados no relat\u00f3rio final da Comiss\u00e3o.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Ex\u00e9rcito armou e fardou civis<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro informe ao qual tivemos acesso mostra como o Ex\u00e9rcito armou cidad\u00e3os civis, sobretudo os declaradamente de direita, para derrubar o governo e fazer \u201ca\u00e7\u00f5es de limpeza\u201d nas ruas \u2013 ou seja, prender pessoas. Intitulado \u201cA situa\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo\u201d, o comunicado foi enviado em 8 de abril pelo consulado italiano de S\u00e3o Paulo \u00e0 embaixada no Rio, e transmitido \u00e0 Farnesina tr\u00eas dias depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-12796\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-12796\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-1.jpg\" alt=\"ABAP\" width=\"999\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-1.jpg 999w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-1-300x81.jpg 300w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-1-768x207.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 999px) 100vw, 999px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O texto chama as organiza\u00e7\u00f5es civis que participaram do golpe de \u201cher\u00f3is\u201d. Sobre S\u00e3o Paulo, est\u00e1 registrado: \u201cNesta enorme cidade, al\u00e9m dos 5 mil, dos quais s\u00f3 uma parte agiu desde o in\u00edcio, e recebeu uniforme e armas do ex\u00e9rcito. Os elementos que se reuniram depois ficaram \u00e0 paisana, e refor\u00e7aram, e em parte ainda refor\u00e7am, as for\u00e7as policiais nas a\u00e7\u00f5es de limpeza\u201d. O informe ainda aponta para as numerosas pris\u00f5es que \u201ccontinuam\u201d. E cita os primeiros desaparecidos pol\u00edticos. \u201cPoucos s\u00e3o liberados e h\u00e1 alguns casos de desaparecimento sem rastro ap\u00f3s a pris\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-2.jpg\" rel=\"attachment wp-att-12797\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-12797\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-2.jpg\" alt=\"ABAP\" width=\"1000\" height=\"783\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-2.jpg 1000w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-2-300x235.jpg 300w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-2-768x601.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Adrianna Setemy, professora de Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Paran\u00e1, \u00e9 fundamental que, diante do atual ambiente pol\u00edtico e social instaurado no Brasil, exista a possibilidade de acesso a esse tipo de documento. \u201cMesmo que diante do ponto de vista metodol\u00f3gico, do historiador, um documento in\u00e9dito n\u00e3o signifique, a princ\u00edpio, uma reviravolta na historiografia, ele traz a possibilidade de elaborarmos novas perguntas, novas quest\u00f5es e tamb\u00e9m a necessidade de questionarmos o que foi escrito at\u00e9 ent\u00e3o\u201d, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a professora, que foi pesquisadora da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, os novos documentos indicam que o tema ainda precisa ser pesquisado, n\u00e3o s\u00f3 por ter voltado a ocupar a \u201cordem do dia\u201d, mas para combater as falas que tentam negar a hist\u00f3ria. \u201cOs vest\u00edgios servem justamente para que a gente possa enfrentar qualquer tipo de covardia.\u201d<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Militares se organizaram antes da Opera\u00e7\u00e3o Condor<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros dois documentos encontrados no arquivo mostram como os militares brasileiros se articularam para controlar os exilados pol\u00edticos ainda no primeiro ano do governo, plantando as sementes do que viria a ser, nos anos 70, a Opera\u00e7\u00e3o Condor: uma rede do terror de repress\u00e3o pol\u00edtica e troca de prisioneiros formada pelos servi\u00e7os de intelig\u00eancia das ditaduras da Argentina, Bol\u00edvia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, com apoio da CIA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os principais alvos daquele primeiro ano de governo, sob comando do general Humberto de Alencar Castello Branco, eram o ex-presidente deposto Jo\u00e3o Goulart e seu cunhado, o ex-governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola \u2013 que havia montado uma campanha para evitar que os militares dessem um golpe de estado ainda em 1961.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambos viviam no Uruguai. Cerca de 300 exilados pol\u00edticos brasileiros viviam naquele pa\u00eds, segundo um dos informes da Farnesina, de 11 de junho de 1964, produzido pela embaixada italiana de Montevid\u00e9ueo, intitulado \u201cPol\u00edtica brasileira\u201d. Ele foi enviado com c\u00f3pia \u00e0s embaixadas italianas do Rio de Janeiro e de Washington. O documento avisa que o \u201cpresidente do conselho nacional est\u00e1 preocupado com as atividades pol\u00edticas dos refugiados brasileiros que vivem no pa\u00eds\u201d \u2013 citando Jango e Brizola \u2013 e avisa que \u201co governo uruguaio poder\u00e1 rever sua posi\u00e7\u00e3o e adotar medidas restritivas de liberdade de movimento\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-3.jpg\" rel=\"attachment wp-att-12798\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-12798\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-3.jpg\" alt=\"ABAP\" width=\"999\" height=\"464\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-3.jpg 999w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-3-300x139.jpg 300w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-3-768x357.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 999px) 100vw, 999px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um segundo documento enviado em 2 de dezembro pela embaixada do Rio ao governo italiano, e que traz no t\u00edtulo \u201cDesconforto nos c\u00edrculos pol\u00edticos parlamentares\u201d, relata que o ent\u00e3o ministro do exterior brasileiro Vasco Leit\u00e3o da Cunha pediu ao governo do Uruguai uma estrita vigil\u00e2ncia nas atividades dos exilados brasileiros \u2013 citando novamente Brizola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-4.jpg\" rel=\"attachment wp-att-12799\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-12799\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-4.jpg\" alt=\"ABAP\" width=\"1000\" height=\"513\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-4.jpg 1000w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-4-300x154.jpg 300w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/ABAP-4-768x394.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 interessante notar como o governo ditatorial do Brasil procurava fazer press\u00e3o ao governo do Uruguai, que naquela \u00e9poca ainda era uma democracia, para vigiar os exilados brasileiros\u201d, nos disse Francesca Lessa, pesquisadora italiana da Universidade de Oxford que investiga as responsabilidade pelos crimes transnacionais da Opera\u00e7\u00e3o Condor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSem d\u00favida, essa atividade de vigil\u00e2ncia e controle do exilado s\u00e3o embri\u00f5es do que veio a ser a Opera\u00e7\u00e3o\u201d, analisa Lessa. Para ela, os documentos s\u00e3o importantes porque \u201cmostram como os militares j\u00e1 estavam se organizando antes mesmo da Condor, que n\u00e3o ao acaso se concretizou nos anos 70 e se nutriu de todas as experi\u00eancias de pol\u00edticas repressivas da regi\u00e3o colocadas em pr\u00e1tica nos 60\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211;\u00a0theintercept.com<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UM DOCUMENTO IN\u00c9DITO\u00a0encontrado pelo\u00a0Intercept\u00a0no arquivo hist\u00f3rico do Minist\u00e9rio do Exterior da It\u00e1lia mostra que o n\u00famero de presos nos primeiros dias do golpe militar brasileiro de 1964 pode ser quatro vezes maior do que se estimava at\u00e9 hoje. Um of\u00edcio enviado do Rio de Janeiro em 8 de julho de 1964 por Eugenio Prato, ent\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12798,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12794"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12794"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12794\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12800,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12794\/revisions\/12800"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12798"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12794"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12794"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12794"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}