{"id":12801,"date":"2019-04-02T00:44:46","date_gmt":"2019-04-02T00:44:46","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=12801"},"modified":"2019-04-02T00:44:46","modified_gmt":"2019-04-02T00:44:46","slug":"violencia-alinhou-brasil-a-ditaduras-sul-americanas-no-seculo-20","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2019\/04\/02\/violencia-alinhou-brasil-a-ditaduras-sul-americanas-no-seculo-20\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia alinhou Brasil a ditaduras sul-americanas no s\u00e9culo 20"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"subtitle\" style=\"text-align: justify;\">Opera\u00e7\u00e3o interligada de servi\u00e7os de intelig\u00eancia para perseguir opositores dos regimes militares transformou a rela\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">As hist\u00f3rias do Chile, Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai compartilharam um mesmo momento de trevas na segunda metade do s\u00e9culo passado. Todos esses pa\u00edses sul-americanos tiveram que conviver com\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/sao-paulo\/edicao-feita-por-computador-da-pm-de-sp-suaviza-ditadura-na-wikipedia-25092018\" target=\"_blank\">ditaduras militares<\/a><\/strong>. A sincronia entre os pa\u00edses n\u00e3o foi apenas nas datas em que governos autorit\u00e1rios substitu\u00edram presidentes eleitos pela popula\u00e7\u00e3o. Ela foi al\u00e9m, em la\u00e7os de coopera\u00e7\u00e3o nunca vistos at\u00e9 ent\u00e3o, patrocinados essencialmente pela agenda comum de persegui\u00e7\u00e3o, sequestro, tortura e assassinato de militantes e opositores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes dos anos de chumbo, reinava no continente um clima de tens\u00e3o entre os pa\u00edses vizinhos. Contudo, os regimes autorit\u00e1rios que tomaram o poder entre 1954 e 1973 impuseram importantes mudan\u00e7as nessa agenda regional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das altera\u00e7\u00f5es mais impactantes nas relac\u00f5es internacionais do continente foi o surgimento de uma a\u00e7\u00e3o articulada das for\u00e7as armadas e servi\u00e7os de intelig\u00eancia dos pa\u00edses, a Opera\u00e7\u00e3o Condor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iniciada em 1968 com os governos militares de Brasil, Argentina e Paraguai, com as ben\u00e7\u00e3os do governo de Lyndon B. Johnson, nos EUA, tinha como objetivo facilitar o interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es e a entrada e sa\u00edda de agentes de seguran\u00e7a nos pa\u00edses vizinhos para ca\u00e7ar os considerados &#8220;inimigos&#8221; pelos regimes ditatoriais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, os militares do Brasil poderiam entrar na Argentina ou no Uruguai em busca de militantes brasileiros que estivessem tentando fugir da ditadura para outros pa\u00edses e vice-versa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os governos ainda trocavam informa\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia sobre os paradeiros dos opositores, que eram imensamente vigiados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente, os governos do Chile e do Uruguai, que passaram a ser controlados por militares em 1973, tamb\u00e9m se juntaram \u00e0 opera\u00e7\u00e3o. A medida ainda contou com o apoio do governo boliviano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Opera\u00e7\u00e3o era secreta e registros oficiais que compravavam a exist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o internacional e estavam classificados como confidenciais pela CIA s\u00f3 foram divulgados pelo governo de Bill Clinton na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O &#8216;Sequestro dos Uruguaios&#8217;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos casos mais conhecidos da Opera\u00e7\u00e3o Condor foi o &#8220;Sequestro dos Uruguaios&#8221;. Em 1980, membros do Ex\u00e9rcito uruguaio viajaram para Porto Alegre e tentaram sequestrar clandestinamente os militantes Universindo Rodr\u00edguez D\u00edaz e Lilian Celiberti, junto com seus dois filhos, Camilo e Francesca.<\/p>\n<div class=\"media_box full-dimensions460x305\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"edges\"><img decoding=\"async\" class=\"croppable\" title=\"Lilian e sua fam\u00edlia sobreviveram \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Condor\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/lilian-celiberti-29032019174020080?dimensions=460x305\" alt=\"Lilian e sua fam\u00edlia sobreviveram \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Condor\" \/><\/p>\n<h5 class=\"gallery_link\">\u00a0Lilian e sua fam\u00edlia sobreviveram \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Condor .\u00a0<span class=\"credit_box \">Reprodu\u00e7\u00e3o\/Facebook Lilian Celiberti<\/span><\/h5>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fam\u00edlia estava buscando ref\u00fagio no Rio Grande do Sul. Posteriormente ficou comprovada a participa\u00e7\u00e3o de agentes brasileiros no epis\u00f3dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, os militares foram surpreendidos pelo rep\u00f3rter Luiz Cl\u00e1udio Cunha e o fot\u00f3grafo Jo\u00e3o Baptista Scalco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alertados por um telefonema an\u00f4nimo, os jornalistas chegaram ao apartamento da fam\u00edlia na capital ga\u00facha quando os militares ainda mantinham Lilian em c\u00e1rcere.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles foram levados para Montevid\u00e9u, mas se tornaram os \u00fanicos alvos conhecidos da Opera\u00e7\u00e3o Condor a escapar com vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de horrores<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o professor e pesquisador Jos\u00e9 Alves de Freitas Neto, da Unicamp, especialista em ditaduras militares na Am\u00e9rica Latina, as ditaduras latino-americanas do s\u00e9culo XX surgiram no contexto da Guerra Fria, quando mulheres e trabalhadores come\u00e7avam a participar de vida p\u00fablica e o populismo ganhava for\u00e7a na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A resposta aos populismos foi o autoritarismo que as ditaduras impuseram. Nesse sentido, ao inv\u00e9s do pa\u00eds amadurecer democraticamente, houve um recrudescimento&#8221;, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas cada uma dessas ditaduras assumiu um perfil diferente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma de estabelecer o controle social sobre a popula\u00e7\u00e3o. Ou seja, diferentes formas de organizar o aparato policial e o uso de viol\u00eancia, por\u00e9m sem que nenhuma deixasse de faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freitas Neto revela que, proporcionalmente, a ditadura militar paraguaia \u2014 a primeira a ser decretada em 1954 e tamb\u00e9m a mais longeva \u2014 foi a que causou mais v\u00edtimas. Cerca de 20 mil pessoas foram presas, torturadas ou perseguidas pelo regime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, em 1989, quando Alfredo Stroessner foi deposto 35 anos depois de tomar o poder, o pa\u00eds tinha pouco mais de 4 milh\u00f5es de pessoas. Isso significa que 1 em cada 133 pessoas foi diretamente atingida pela ditadura paraguaia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Execu\u00e7\u00f5es abertas, voos da morte, tortura e censura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso chileno, por exemplo, a viol\u00eancia era mais escancarada.\u00a0N\u00e3o se sabe quantos milhares de chilenos morreram ao total, mas casos como o das execu\u00e7\u00f5es em massa no Est\u00e1dio Nacional d\u00e3o a dimens\u00e3o da viol\u00eancia praticada pela ditadura do general Augusto Pinochet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o existem estimativas definitivas sobre estas execu\u00e7\u00f5es, mas especula-se que pelo menos 400 pessoas foram mortas durante os dois meses em que o est\u00e1dio foi transformado em pris\u00e3o. Pelo menos 40 mil chilenos, teriam passado por ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BGU1-0JrjI9\/?utm_source=ig_embed\" target=\"_blank\" rel=\"attachment wp-att-12802\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-12802\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Captura-de-Tela-2019-04-01-a\u0300s-21.41.11.png\" alt=\"Captura de Tela 2019-04-01 a\u0300s 21.41.11\" width=\"503\" height=\"497\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Captura-de-Tela-2019-04-01-a\u0300s-21.41.11.png 503w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Captura-de-Tela-2019-04-01-a\u0300s-21.41.11-300x296.png 300w\" sizes=\"(max-width: 503px) 100vw, 503px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 na Argentina, a viol\u00eancia pode ser considerada mais discreta, no entanto causou grandes estragos. Os registros informam que pelo menos 30 mil cidad\u00e3os argentinos desapareceram durante a ditadura militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os chamados &#8220;voos da morte&#8221; foram uma pr\u00e1tica comum na Argentina. Os militares levavam os presos em helic\u00f3pteros e pequenos avi\u00f5es e os atirava no Rio de la Plata ou no mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m das mortes, tamb\u00e9m houve muitos casos de tortura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>Comiss\u00e3o Nacional da Verdade brasileira reconheceu 434 mortes<\/strong>\u00a0e desaparecimentos durante os 21 anos de ditadura militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero menor que o de nossos vizinhos acontece, segundo Freitas Neto, porque no Brasil era mais comum a persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o ex\u00edlio e a censura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, os restos mortais de muitas v\u00edtimas da ditadura nunca foram encontrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sequelas e legados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma perspectiva geral, as na\u00e7\u00f5es sul-americanas voltariam a ver a luz da democracia no in\u00edcio dos anos 1990.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada pa\u00eds resolveu lidar com as sequelas e legados dos regimes militares de formas diferentes. No Brasil, foi assinada a Lei da Anistia, que decretou que todos os exilados pol\u00edticos poderiam voltar \u00e0 terra natal, mas tamb\u00e9m impediu a condena\u00e7\u00e3o dos militares por crimes contra a humanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O modo como o Brasil enfrentou seu passado foi uma\u00a0<strong>pol\u00edtica deliberada de esquecer<\/strong>&#8220;, declara o professor da Unicamp.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Chile, que \u00e9\u00a0<strong>considerado um exemplo na forma em como tratou com o p\u00f3s-ditadura<\/strong>, s\u00f3 p\u00f4de lidar com seus traumas depois que o ditador Augusto Pinochet foi preso em Londres, em 1998.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o fim de seu governo, Pinochet havia assumido o cargo de Senador vital\u00edcio para impedir puni\u00e7\u00f5es em seu pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, a ditadura \u00e9 um assunto inc\u00f4modo que n\u00e3o recebe elogios abertamente. Al\u00e9m disso, o Est\u00e1dio Nacional, onde ocorreram pris\u00f5es e execu\u00e7\u00f5es tem uma parte que se tornou um museu destinado a conscientizar sobre os horrores da Ditadura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Investiga\u00e7\u00f5es na Argentina e no Uruguai<\/strong><\/p>\n<div class=\"media_box full-dimensions460x305\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"edges\"><img decoding=\"async\" class=\"croppable\" title=\"Argentina foi \u00fanico pa\u00eds a punir generais\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/videla-29032019174413605?dimensions=460x305\" alt=\"Argentina foi \u00fanico pa\u00eds a punir generais\" \/><\/p>\n<h5 class=\"gallery_link\">\u00a0Argentina foi \u00fanico pa\u00eds a punir generais. Enrique Garc\u00eda Medina\/EFE\/INFOSIC &#8211; 28.9.2001<\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Argentina e no Uruguai tampouco houve leis de anistia. Mas t\u00e3o logo governos democr\u00e1ticos assumiram o poder, come\u00e7ou a haver investiga\u00e7\u00f5es de crimes investigados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os generais que governaram a Argentina durante o per\u00edodo militar foram duramente punidos. Um caso emblem\u00e1tico \u00e9 o de general Jorge Rafael Videla que foi encontrado morto no banheiro de sua cela na cadeia em 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu corpo ficou no necrot\u00e9rio por uma semana at\u00e9 que sua fam\u00edlia o enterrou, com quase nenhuma identifica\u00e7\u00e3o e nenhuma honra militar em um cemit\u00e9rio de Buenos Aires.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Uruguai, a virada pol\u00edtica foi tamanha que Jos\u00e9 Alberto &#8220;Pepe&#8221; Mujica, um opositor \u00e0 ditadura que ficou preso clandestinamente por 12 anos se tornou presidente do pa\u00eds em 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Reflexos diplom\u00e1ticos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As rela\u00e7\u00f5es estabelecidas pelo terror das ditaduras entre os pa\u00edses sul-americanos tiveram reflexos mesmo ap\u00f3s a redemocratiza\u00e7\u00e3o. No lugar de reuni\u00f5es sobre como prender e exterminar opositores, surgiram discuss\u00f5es sobre como ampliar o com\u00e9rcio entre estes pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O estranhamento e o isolamento que havia antes dos anos 1950, onde os pa\u00edses se viam como rivais, isso desapareceu&#8221;, diz Freitas Neto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os projetos de integra\u00e7\u00e3o que resultaram no Mercosul acabam tendo esta origem dolorosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas as &#8220;boas rela\u00e7\u00f5es&#8221; entre ditadores tamb\u00e9m facilitaram situa\u00e7\u00f5es de impunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ditador paraguaio Alfredo Stroessner fugiu para o Brasil depois que foi deposto, evitando puni\u00e7\u00f5es. Morreu em Bras\u00edlia, em 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; R7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Opera\u00e7\u00e3o interligada de servi\u00e7os de intelig\u00eancia para perseguir opositores dos regimes militares transformou a rela\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses As hist\u00f3rias do Chile, Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai compartilharam um mesmo momento de trevas na segunda metade do s\u00e9culo passado. Todos esses pa\u00edses sul-americanos tiveram que conviver com\u00a0ditaduras militares. A sincronia entre os pa\u00edses n\u00e3o foi [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12803,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12801"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12801"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12801\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12804,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12801\/revisions\/12804"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}