{"id":13521,"date":"2020-10-10T22:40:35","date_gmt":"2020-10-10T22:40:35","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=13521"},"modified":"2020-10-10T22:41:15","modified_gmt":"2020-10-10T22:41:15","slug":"mourao-ustra-respeitava-os-direitos-humanos-de-subordinados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2020\/10\/10\/mourao-ustra-respeitava-os-direitos-humanos-de-subordinados\/","title":{"rendered":"Mour\u00e3o: Ustra respeitava os direitos humanos de subordinados"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span class=\"day-month\">Publicado originalmente em 9 OUT<\/span><span class=\"year\">2020<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\"><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Vice-presidente afirmou em entrevista que Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado por sequestro e tortura na ditadura, era um &#8216;homem de honra&#8217;; Bolsonaro j\u00e1 fez elogios ao militar<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vice-presidente Hamilton Mour\u00e3o afirmou que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro militar condenado por sequestro e tortura durante a\u00a0<strong>ditadura militar<\/strong>, foi um\u00a0<strong>&#8220;homem de honra&#8221;<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>&#8220;que respeitava os direitos humanos de seus subordinados&#8221;<\/strong>. A declara\u00e7\u00e3o, feita em entrevista \u00e0 rede de televis\u00e3o alem\u00e3\u00a0<strong>Deutsche Welle<\/strong>, faz eco aos diversos elogios que o presidente Jair Bolsonaro j\u00e1 fez ao militar.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;O que eu posso dizer sobre o homem Carlos Alberto Brilhante Ustra \u00e9 que ele foi meu oficial comandante durante o final dos anos 70 e ele foi um homem de honra que respeitava os direitos humanos de seus subordinados. Ent\u00e3o, muitas das coisas que as pessoas falam dele &#8211; posso dizer porque tive amizade muito pr\u00f3xima com ele &#8211; n\u00e3o s\u00e3o verdade&#8221;, afirmou Mour\u00e3o na entrevista.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Brilhante Ustra esteve \u00e0 frente do\u00a0<strong>DOI-Codi<\/strong>, \u00f3rg\u00e3o de repress\u00e3o pol\u00edtica tido como um dos mais cru\u00e9is durante a ditadura no Brasil, entre 1970 e 1974. Nesse per\u00edodo, foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos for\u00e7ados no local, de acordo com um relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV). O militar morreu em 2015, aos 83 anos, sem ter cumprido pena pelos seus crimes.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">O presidente Bolsonaro j\u00e1 chegou a chamar o coronel de\u00a0<strong>&#8220;her\u00f3i nacional&#8221;<\/strong>\u00a0e dizer que ele foi o respons\u00e1vel por evitar que &#8220;o Brasil ca\u00edsse naquilo que a esquerda hoje em dia quer&#8221;. Esta declara\u00e7\u00e3o foi feita ap\u00f3s um dos dois encontros realizados no Pal\u00e1cio do Planalto entre o presidente e a vi\u00fava do coronel,\u00a0<strong>Maria Jose\u00edta Silva Brilhante Ustra<\/strong>, no ano passado. &#8220;Eu sou apaixonado por ela. N\u00e3o tive muito contato, mas tive alguns contatos com o marido dela enquanto estava vivo. Um her\u00f3i nacional que evitou que o Brasil ca\u00edsse naquilo que a esquerda hoje em dia quer&#8221;, disse o presidente na ocasi\u00e3o, em agosto.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">O segundo encontro ocorreu em novembro, uma semana depois de o deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), defender medidas dr\u00e1sticas, como um novo AI-5, caso o Pa\u00eds enfrentasse manifesta\u00e7\u00f5es de rua como as que ocorriam no Chile.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Durante a vota\u00e7\u00e3o pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), tamb\u00e9m exaltou a mem\u00f3ria do militar. &#8220;Pela mem\u00f3ria do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff&#8221;, afirmou em seu voto. Dilma \u00e9 considerada uma das v\u00edtimas da ditadura. Em um levantamento feito pelo\u00a0<strong>Estad\u00e3o<\/strong>, Bolsonaro fez men\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo da ditadura militar em 1\/4 de seus discursos como deputado.<\/p>\n<div class=\"embed-externo\" style=\"text-align: justify;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"player-embed-wrap\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xiAZn7bUC8A\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Pa\u00eds sofre com excesso de &#8216;tribalismo&#8217; e polariza\u00e7\u00e3o, diz Mour\u00e3o<\/h3>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Na entrevista, o vice-presidente afirmou ainda que &#8220;h\u00e1 um excesso de &#8216;tribalismo&#8217; (<em>no Pa\u00eds<\/em>) e os lados pol\u00edticos est\u00e3o muito polarizados&#8221;. &#8220;H\u00e1 muita polariza\u00e7\u00e3o na pol\u00edtica, mas a nossa administra\u00e7\u00e3o est\u00e1 conduzindo bem o Pa\u00eds e as coisas est\u00e3o melhorando&#8221;, disse Mour\u00e3o, sem se referir aos novos acordos entre o governo federal e o Centr\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com o vice-presidente, as falas de aliados do governo sobre\u00a0<strong>fechar o Congresso<\/strong>\u00a0e os ataques ao Supremo Tribunal &#8220;n\u00e3o s\u00e3o perigosas&#8221; para a democracia. &#8220;(<em>As falas<\/em>) s\u00f3 seriam perigosas quando se tem o poder de fazer o que quer, mas ningu\u00e9m tem o poder de fazer o que quer aqui no Brasil&#8221;, disse.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Pandemia<\/h3>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">O vice-presidente tamb\u00e9m minimizou o coment\u00e1rio que havia feito em abril a rep\u00f3rteres. Na ocasi\u00e3o em que o governo enfrentava a sa\u00edda do ex-ministro da Sa\u00fade Luiz Henrique Mandetta, Mour\u00e3o afirmou: &#8220;Est\u00e1 tudo sob controle. S\u00f3 n\u00e3o sabemos de quem&#8221;. Segundo o vice-presidente, a fala foi &#8220;uma piada&#8221;.<\/p>\n<p class=\"text\" style=\"text-align: justify;\">Mour\u00e3o defendeu a atua\u00e7\u00e3o do atual ministro da Sa\u00fade, o general Eduardo Pazuello, e disse n\u00e3o ser necess\u00e1rio ser m\u00e9dico para ser ministro da Sa\u00fade. &#8220;\u00c9 preciso algu\u00e9m que entenda administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e que n\u00e3o seja conivente com a corrup\u00e7\u00e3o. O ministro Pazuello sabe muito sobre log\u00edstica, que era nosso principal problema com o ministro da Sa\u00fade&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; <a href=\"https:\/\/www.terra.com.br\/noticias\/mourao-ustra-respeitava-os-direitos-humanos-de-subordinados,3ac9d7dd7dfa9c32846dbf78cf67f71112ys8njs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Not\u00edcias Terra<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado originalmente em 9 OUT2020 Vice-presidente afirmou em entrevista que Carlos Alberto Brilhante Ustra, condenado por sequestro e tortura na ditadura, era um &#8216;homem de honra&#8217;; Bolsonaro j\u00e1 fez elogios ao militar O vice-presidente Hamilton Mour\u00e3o afirmou que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, primeiro militar condenado por sequestro e tortura durante a\u00a0ditadura militar, foi [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13521"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13521"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13521\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13524,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13521\/revisions\/13524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}