{"id":13638,"date":"2021-05-14T14:22:51","date_gmt":"2021-05-14T14:22:51","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=13638"},"modified":"2021-05-14T14:22:51","modified_gmt":"2021-05-14T14:22:51","slug":"o-que-torna-o-filme-marighella-tao-atual-e-urgente-no-brasil-de-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2021\/05\/14\/o-que-torna-o-filme-marighella-tao-atual-e-urgente-no-brasil-de-2021\/","title":{"rendered":"O que torna o filme &#8216;Marighella&#8217; t\u00e3o atual (e urgente) no Brasil de 2021?"},"content":{"rendered":"<pre><\/pre>\n<p><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ABAP.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-13640 alignleft\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/ABAP.png\" alt=\"\" width=\"154\" height=\"109\" \/><\/a><\/p>\n<pre>Publicado originalmente em 13\/05\/2021 04h44 por Camilo Vannuchi<\/pre>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece incr\u00edvel, mas o filme de Wagner Moura, que estreou h\u00e1 mais de dois anos no Festival de Berlim e seria lan\u00e7ado no Brasil em novembro de 2019 &#8211; n\u00e3o fosse um imbr\u00f3glio com a Ancine, revelado em meados daquele ano -, est\u00e1 mais forte, pungente, inspirador e necess\u00e1rio hoje do que antes da pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio desta semana, sites e jornais voltaram a tratar da cinebiografia do baiano Carlos Marighella, chefe da A\u00e7\u00e3o Libertadora Nacional, a ALN, uma das mais importantes organiza\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar no Brasil. O motivo n\u00e3o guarda rela\u00e7\u00e3o com Ancine, censura ou Bolsonaro. Exibido na plataforma de streaming de uma rede de cinema dos Estados Unidos, onde entrou em circuito comercial no in\u00edcio do m\u00eas, o longa foi copiado sem autoriza\u00e7\u00e3o e disponibilizado para download, via Torrent e pastas do Google Drive, de modo que diversos links de acesso correram os grupos de WhatsApp nos \u00faltimos dias. Os produtores chegaram a se reunir para discutir se mudariam a data de estreia por aqui. Optaram por mant\u00ea-la em novembro. Uma pena.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Marighella<\/em>, inspirado no livro <em>Marighella: o guerrilheiro que incendiou o mundo<\/em>, do jornalista-escritor M\u00e1rio Magalh\u00e3es, deveria ser visto logo, muito antes de novembro. Hoje mesmo, se fosse poss\u00edvel. Do conte\u00fado \u00e0 est\u00e9tica, das porradas em sentido literal \u00e0s porradas em sentido figurado, tudo parece urgente no filme de Wagner Moura. Sobretudo a linha t\u00eanue que separa utopia e esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta coluna, vou tratar de alguns temas especialmente contempor\u00e2neos que o filme nos traz. Garanto que o spoiler que vir\u00e1 a seguir \u00e9 sutil e n\u00e3o comprometer\u00e1 a experi\u00eancia de assistir ao filme. Aos leitores com hist\u00f3rico de intoler\u00e2ncia ou rejei\u00e7\u00e3o a teasers e resenhas, recomendo cautela. \u00c0queles que acham que o pa\u00eds atravessa uma fase alvissareira, pujante, de excepcional desenvolvimento, que o Governo Federal est\u00e1 no rumo certo, que o ex-capit\u00e3o \u00e9 o melhor presidente que o Brasil j\u00e1 teve e cloroquina \u00e9 b\u00e1lsamo milagroso contra a Covid-19, sugiro encerrar a leitura por aqui &#8211; e, ainda nesta semana, procurar um psiquiatra ou um terapeuta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A\u00e7\u00e3o, rea\u00e7\u00e3o, ina\u00e7\u00e3o \u2014<\/strong> Um primeiro sintoma da atualidade colossal do filme de Wagner Moura \u00e9 o olhar voltado para o rescaldo do golpe de 1964, quatro anos ap\u00f3s sua consuma\u00e7\u00e3o. No v\u00eddeo, Marighella (Seu Jorge) e Branco (Luiz Carlos Vasconcelos), personagem inspirado em Joaquim C\u00e2mara Ferreira, o &#8220;Velho&#8221;, defendem a op\u00e7\u00e3o pela luta armada, enquanto Jorge (Herson Capri), dono de um jornal e membro do Partido Comunista, diz que n\u00e3o \u00e9 hora, porque a oposi\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o estaria pronta para radicalizar. &#8220;Voc\u00ea est\u00e1 perguntando a mim por que eu estou reagindo. Pergunte a voc\u00ea por que voc\u00eas n\u00e3o fizeram nada (para impedir o golpe em 1964)&#8221;, Marighella prop\u00f5e. &#8220;N\u00f3s fizemos o que era prudente naquele momento&#8221;, Jorge rebate. Marighella sobe o tom para apontar o que considera leni\u00eancia e ina\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o fizemos nada, Jorge! Nos acovardamos enquanto prendiam e matavam tudo quanto era companheiro nosso&#8221;. &#8220;O Brasil ainda n\u00e3o re\u00fane as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o radicalismo que voc\u00eas est\u00e3o propondo&#8221;, ele ouve, em resposta. Marighella encara o amigo, olho no olho: &#8220;Trabalhadores explorados e assassinados, crian\u00e7as escravizadas em latif\u00fandios, grevistas massacrados pela pol\u00edcia, mulheres violentadas nas pris\u00f5es, companheiros torturados at\u00e9 a morte, imprensa amorda\u00e7ada, presidente eleito democraticamente pelo povo expulso do pa\u00eds por uma corja de fascistas&#8230; est\u00e1 bom de condi\u00e7\u00f5es ou voc\u00eas querem ouvir mais?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil de 2016, uma corja de fascistas de verde e amarelo n\u00e3o faria exatamente a mesma coisa? N\u00e3o expulsou do Planalto uma presidente eleita democraticamente pelo povo? E quem reagiu? Como? &#8220;N\u00f3s n\u00e3o fizemos nada, Jorge&#8221;, o filme parece nos lembrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Doutrina\u00e7\u00e3o &#8211;<\/strong> Carlinhos Marighella, o filho adolescente que migra para a Bahia com a m\u00e3e e n\u00e3o recebe visita do pai desde 1964 em raz\u00e3o da atividade clandestina, frequenta uma escola p\u00fablica e ouve os colegas elogiarem a &#8220;revolu\u00e7\u00e3o&#8221;. Na sala de aula, depois de se perfilar no p\u00e1tio e cantar o Hino Nacional, um professor discursa: &#8220;Essa revolu\u00e7\u00e3o salvou o pa\u00eds do comunismo e deve ser comemorada por todos os patriotas no dia 31 de mar\u00e7o. \u00c9 obriga\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s vigiar, estar atento&#8221;. Esse \u00e9 um pa\u00eds que vai pra frente. Ame ou deixe-o. Carlinhos, com 14 ou 15 anos, corrige o professor ao escutar pela segunda vez a palavra revolu\u00e7\u00e3o. &#8220;Golpe&#8221;, ele diz. &#8220;Perd\u00e3o?&#8221;, o professor ao escutar pela segunda vez a palavra revolu\u00e7\u00e3o. &#8220;Golpe&#8221;, ele diz. &#8220;Perd\u00e3o?&#8221;, o professor interpela. &#8220;N\u00e3o foi uma revolu\u00e7\u00e3o, foi um golpe&#8221;. Carlinhos sofrer\u00e1 as consequ\u00eancias por se manifestar, come\u00e7ando pelo bullying dos amigos governistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E hoje? Num momento em que o revisionismo progrediu para o negacionismo e toda trucul\u00eancia da ditadura militar tem sido paulatinamente apagada, como n\u00e3o banalizar a dor e a viol\u00eancia, o genoc\u00eddio e a morte? Como confrontar a tese aparvalhada de que a tortura n\u00e3o existiu ou de que a repress\u00e3o s\u00f3 se dirigiu contra os que praticaram ataques terroristas e crimes de sangue? Quantos podem repetir, sem sucumbir diante do ass\u00e9dio histri\u00f4nico dos governistas aloprados, que foi golpe em 1964, e tamb\u00e9m em 2016, em 2018, e est\u00e1 sendo novamente golpe em 2021?.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A necessidade de se fazer ouvir &#8211;<\/strong> &#8220;N\u00f3s estamos perdendo esta guerra porque tudo que n\u00f3s estamos fazendo n\u00e3o est\u00e1 chegando nas pessoas&#8221;. Essa constata\u00e7\u00e3o de Marighella \u00e9 real e miseravelmente contempor\u00e2nea. Em 1968 ou 1969, as a\u00e7\u00f5es de resist\u00eancia praticadas pela ALN e os muitos manifestos de rep\u00fadio \u00e0 ditadura, elaborados n\u00e3o somente por revolucion\u00e1rios e presos pol\u00edticos, mas tamb\u00e9m por intelectuais e trabalhadores, permaneciam nas sombras, sempre escondidos, porque havia censura e porque nunca interessou aos donos das r\u00e1dios e dos jornais jogar luz sobre as viola\u00e7\u00f5es de direitos e os abusos praticados pelo &#8220;regime&#8221;. Hoje, muitos pregam no deserto &#8211; porque \u00e9 exatamente esta a sensa\u00e7\u00e3o -, enquanto o colapso em que o Brasil se encontra \u00e9 vergonhosamente disfar\u00e7ado, suavizado, maquiado por parte significativa dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e por parte de uma casta que n\u00e3o se informa por outro meio que n\u00e3o por grupos de WhatsApp, quase sempre chafurdando em not\u00edcias falsas e desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ades\u00e3o popular &#8211;<\/strong> E quantos somos? Um em cada quatro eleitores aprova o atual governo e quer reeleger Bolsonaro no ano que vem, segundo o DataFolha. Um em cada dois \u00e9 contra o impeachment. Segundo o Ibope Intelig\u00eancia, 72% da popula\u00e7\u00e3o confiava nas For\u00e7as Armadas no final no ano passado, 65% nos bancos e 61% nos meios de comunica\u00e7\u00e3o (\u00e9 mole?). A cada cinco pessoas mortas por policiais, quatro s\u00e3o negras &#8211; como a vereadora Marielle Franco, morta por milicianos com suposta liga\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia presidencial, quase todos os 28 mortos na chacina de Jacarezinho, no in\u00edcio de maio, e tamb\u00e9m Marighella, o &#8220;inimigo p\u00fablico n\u00famero 1&#8221;, fuzilado por policiais em 1969.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivemos num sistema repressivo, regressivo, autorit\u00e1rio, que amplia desigualdades, condena milh\u00f5es \u00e0 fome e \u00e0 mis\u00e9ria, esculhamba com o meio ambiente e, neste momento, ultrapassa as 420 mil mortes decorrentes de uma doen\u00e7a para qual existe vacina &#8211; recusada diversas vezes pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica em dezembro do ano passado. E quem est\u00e1 disposto a protestar? Quem est\u00e1 disposto a marchar contra o desmando, a necropol\u00edtica e a viol\u00eancia de Estado? &#8220;N\u00f3s vamos vencer; voc\u00ea tem que acreditar nisso&#8221;, diz Marighella a um frade dominicano, mais confiante em Deus do que na raz\u00e3o dos homens, numa cena do filme. &#8220;Deu certo em Cuba, deu certo no Vietn\u00e3, vai dar certo aqui tamb\u00e9m&#8221;, ratifica o Velho. &#8220;Mas em Cuba e no Vietn\u00e3, eles tiveram apoio do povo&#8221;, o frade responde, desconfiado. Afinal, como conquistar o apoio do povo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Vamos \u00e0 luta &#8211;<\/strong> Por fim, Marighella tem uma trilha sonora \u00e0 altura da fun\u00e7\u00e3o social que o filme desempenha no Brasil de 2021. Chico Science d\u00e1 seu recado logo nas primeiras cenas: &#8220;Modernizar o passado \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o musical&#8221;, diz o cantor pernambucano, morto em 1997, na letra de Mon\u00f3logo ao p\u00e9 do ouvido. &#8220;O homem coletivo sente a necessidade de lutar&#8221;, &#8220;S\u00e3o dem\u00f4nios os que destroem o poder bravio da humanidade&#8221;. Os Racionais MCs tamb\u00e9m est\u00e3o l\u00e1 com a oportuna Mil faces de um homem leal. &#8220;Sem justi\u00e7a n\u00e3o h\u00e1 paz, \u00e9 escravid\u00e3o&#8221;, cantam. A certa altura, \u00e9 a voz de Gonzaguinha que ecoa na tela, quase \u00e0 capela. &#8220;Mem\u00f3ria de um tempo onde lutar por seu direito \u00e9 um defeito que mata&#8221;, arrisca o compositor do morro de S\u00e3o Carlos em Pequena mem\u00f3ria para um tempo sem mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o tantas lutas ingl\u00f3rias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o hist\u00f3rias que a hist\u00f3ria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qualquer dia contar\u00e1<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De obscuros personagens<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As passagens, as coragens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o sementes espalhadas nesse ch\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De Juvenais e de Raimundos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tantos J\u00falios de Santana<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa cren\u00e7a num enorme cora\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dos humilhados e ofendidos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Explorados e oprimidos<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que tentaram encontrar a solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o cruzes sem nomes,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem corpos, sem datas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mem\u00f3ria de um tempo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Onde lutar por seu direito<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um defeito que mata<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte &#8211; <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/camilo-vannuchi\/2021\/05\/13\/o-que-torna-o-filme-marighella-tao-atual-e-urgente-no-brasil-de-2021.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">UOL<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado originalmente em 13\/05\/2021 04h44 por Camilo Vannuchi &nbsp; &nbsp; &nbsp; Parece incr\u00edvel, mas o filme de Wagner Moura, que estreou h\u00e1 mais de dois anos no Festival de Berlim e seria lan\u00e7ado no Brasil em novembro de 2019 &#8211; n\u00e3o fosse um imbr\u00f3glio com a Ancine, revelado em meados daquele ano -, est\u00e1 mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13638"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13638"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13638\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13641,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13638\/revisions\/13641"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13638"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13638"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13638"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}