{"id":13737,"date":"2021-10-26T21:10:57","date_gmt":"2021-10-26T21:10:57","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/?p=13737"},"modified":"2021-10-26T21:10:57","modified_gmt":"2021-10-26T21:10:57","slug":"brasileiro-que-seria-julgado-por-crime-na-ditadura-morre-antes-da-sentenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2021\/10\/26\/brasileiro-que-seria-julgado-por-crime-na-ditadura-morre-antes-da-sentenca\/","title":{"rendered":"Brasileiro que seria julgado por crime na ditadura morre antes da senten\u00e7a"},"content":{"rendered":"<pre><strong class=\"txt-gray-base\">\r\n\r\nPublicado originalmente em 26\/10\/2021 11:38 - <\/strong><span class=\"h6 author-name mb-xs-24 name\">Thays Martins - Correio Braziliense<\/span><\/pre>\n<p>(foto: reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">\u00c1tila Rohrsetzer poderia ser 1\u00ba brasileiro condenado por crime da ditadura na opera\u00e7\u00e3o Condor<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A justi\u00e7a italiana foi informada nesta ter\u00e7a-feira (26\/10) da morte do brasileiro \u00c1tila Rohrsetzer. O militar era o \u00fanico brasileiro que estava sendo processado por crimes relacionados \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Condor e, caso condenado, seria o \u00fanico brasileiro a enfrentar uma senten\u00e7a por atos da ditadura militar, j\u00e1 que no Brasil, a Lei da Anistia impede a investiga\u00e7\u00e3o sobre esses crimes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo, que demorou uma d\u00e9cada, teria seu encerramento nesta ter\u00e7a, mas um procurador informou \u00e0 Corte que \u00c1tila Rohrsetzer morreu em agosto. Dessa forma, o julgamento foi suspenso e o processo ser\u00e1 extinto. Uma nova audi\u00eancia foi marcada para 29 de novembro para encerrar o caso. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da ag\u00eancia EFE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c1tila Rohrsetzer, que tinha 91 anos e vivia em Santa Catarina, era acusado de participa\u00e7\u00e3o no sequestro, tortura, assassinato e oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver do \u00edtalo-argentino Lorenzo Ismael Vi\u00f1as Gigli, em 1980. Pelos crimes, ele poderia ser condenado a pris\u00e3o perp\u00e9tua. Na \u00e9poca, ele trabalhava como diretor da Divis\u00e3o Central de Informa\u00e7\u00f5es do Rio Grande do Sul (DCI), que atuava em parceria com as \u00e1reas de seguran\u00e7a e informa\u00e7\u00f5es do III Ex\u00e9rcito, e com o Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna, o DOI-CODI.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Quem era Vi\u00f1as Gigli<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perseguido pela ditadura argentina, Vi\u00f1as Gigli, que na \u00e9poca tinha 25 anos e tinha uma filha rec\u00e9m-nascida, estava em um \u00f4nibus tentando fugir para a It\u00e1lia quando foi retirado por agentes do ex\u00e9rcito brasileiro na divisa da Argentina com o Brasil. O \u00edtalo-argentino foi uma das v\u00edtimas da Opera\u00e7\u00e3o Condor, uma alian\u00e7a entre as ditaduras do Brasil, Argentina, Bol\u00edvia, Chile, Paraguai e Uruguai para troca de informa\u00e7\u00f5es e prisioneiros iniciada na d\u00e9cada de 1960. A \u00faltima testemunha a v\u00ea-lo com vida foi Silvia Noemi Tolchinsky. Em seu depoimento, em 2018, ela disse que os dois estiveram presos no centro clandestino de deten\u00e7\u00e3o do Campo de Mayo, na Argentina, e ele informou que estava ali h\u00e1 90 dias. Ap\u00f3s isso, ele desapareceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se sabe o que aconteceu com ele, mas acredita-se que pode ter sido jogado sobre o Rio da Prata, pr\u00e1tica comum durante a Opera\u00e7\u00e3o Condor. &#8220;O Estado brasileiro reconheceu sua responsabilidade pela pris\u00e3o e tortura de Vi\u00f1as em 2 de agosto de 2005 em sess\u00e3o na Comiss\u00e3o Especial sobre Mortos e Desaparecidos Pol\u00edticos (CEMDP). O caso tamb\u00e9m consta do Dossi\u00ea Ditadura: mortos e desaparecidos pol\u00edticos no Brasil (1964-1985), elaborado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (2009, 2\u00aa ed.) e foi denunciado pela Conadep (Comiss\u00e3o Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas) da Argentina por meio do registro de n\u00ba 992.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Relat\u00f3rio Final da CNV (Comiss\u00e3o Nacional da Verdade), divulgado em 2014, o nome de Rohrsetzer aparece relacionado \u00e0 v\u00edtima&#8221;, constata o Instituto Vladimir Herzog. O processo, na It\u00e1lia, teve in\u00edcio em 2007. Ao todo, foram denunciadas 146 pessoas por crimes cometidos na Opera\u00e7\u00e3o Condor. Desses, 33 tornaram-se r\u00e9us, inclu\u00eddo quatro brasileiros, por\u00e9m todos morreram durante o processo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fonte &#8211; <a href=\"https:\/\/www.em.com.br\/app\/noticia\/nacional\/2021\/10\/26\/interna_nacional,1317188\/brasileiro-que-seria-julgado-por-crime-na-ditadura-morre-antes-da-sentenca.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Estado de Minas<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado originalmente em 26\/10\/2021 11:38 &#8211; Thays Martins &#8211; Correio Braziliense (foto: reprodu\u00e7\u00e3o) \u00c1tila Rohrsetzer poderia ser 1\u00ba brasileiro condenado por crime da ditadura na opera\u00e7\u00e3o Condor A justi\u00e7a italiana foi informada nesta ter\u00e7a-feira (26\/10) da morte do brasileiro \u00c1tila Rohrsetzer. 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