{"id":2027,"date":"2012-08-14T12:42:45","date_gmt":"2012-08-14T12:42:45","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/08\/14\/estudo-servira-de-base-para-comissao-da-verdade-2\/"},"modified":"2012-08-14T12:42:45","modified_gmt":"2012-08-14T12:42:45","slug":"estudo-servira-de-base-para-comissao-da-verdade-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/08\/14\/estudo-servira-de-base-para-comissao-da-verdade-2\/","title":{"rendered":"Estudo servir\u00e1 de base para Comiss\u00e3o da Verdade"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mapa aponta uso de s\u00edtio clandestino em S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" \/>Para desenvolver o mapa, que servir\u00e1 de base para as investiga\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, os pesquisadores do Projeto Rep\u00fablica classificaram os centros em quatro categorias: militares, policiais civis, clandestinos e h\u00edbridos (compartilhado entre militares e policiais civis). Uma das novidades apontadas pelos pesquisadores do grupo \u00e9 um s\u00edtio em S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti, na Baixada Fluminense.  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os locais mais conhecidos por tortura, morte ou desaparecimento de militantes que combateram o regime est\u00e3o os temidos Destacamentos de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es &#8211; Centros de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna (DOI-Codis) de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro, e os Departamentos de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops). J\u00e1 entre os clandestinos, est\u00e3o a Casa da Morte, em Petr\u00f3polis, e o S\u00edtio 31 de Mar\u00e7o, mas o n\u00famero total, como demonstram pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, pode ser muito maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O mapa n\u00e3o \u00e9 definitivo. Espero que sirva de est\u00edmulo para outros pesquisadores continuarem procurando e identificando centros de tortura &#8211; disse Helo\u00edsa Starling, coordenadora do projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em junho, o GLOBO publicou uma s\u00e9rie de reportagens com relatos do coronel Paulo Malh\u00e3es, primeiro agente da repress\u00e3o a admitir que atuou na Casa da Morte. Malh\u00e3es revelou que o local teria sido utilizado como &#8220;casa de conveni\u00eancia&#8221; para formar infiltrados nas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iniciado em 2007, o estudo est\u00e1 sustentado pelo mapeamento feito pelos pesquisadores. Outro objetivo \u00e9 produzir um mapa dos acervos dispon\u00edveis. A equipe \u00e9 formada por 20 pessoas, entre alunos de gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado. Na segunda-feira, os estudantes tamb\u00e9m mostrar\u00e3o um v\u00eddeo com imagens da repress\u00e3o, entre as quais uma filmagem in\u00e9dita do delegado paulista S\u00e9rgio Paranhos Fleury em uma cerim\u00f4nia de condecora\u00e7\u00e3o da Marinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora fez quest\u00e3o de ressaltar que a pr\u00e1tica da tortura se instalou desde o in\u00edcio do regime, mas teria se materializado como pol\u00edtica de Estado no per\u00edodo compreendido entre os anos de 1969 e 1977, \u00e9poca em que se registra a maior parte das mortes e desaparecimentos de guerrilheiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da apresenta\u00e7\u00e3o do estudo, a comiss\u00e3o realizar\u00e1 uma audi\u00eancia p\u00fablica com ex-presos e familiares de mortos e desaparecidos, al\u00e9m de debates com convidados como os professores Carlos Fico, Maria Celina D&#8221;Ara\u00fajo e o te\u00f3logo Leonardo Boff.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mapa aponta uso de s\u00edtio clandestino em S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti Para desenvolver o mapa, que servir\u00e1 de base para as investiga\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, os pesquisadores do Projeto Rep\u00fablica classificaram os centros em quatro categorias: militares, policiais civis, clandestinos e h\u00edbridos (compartilhado entre militares e policiais civis). 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