{"id":2029,"date":"2012-08-14T13:01:54","date_gmt":"2012-08-14T13:01:54","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/08\/14\/dops-223-colaboradores-atuavam-como-agentes-2\/"},"modified":"2012-08-14T13:01:54","modified_gmt":"2012-08-14T13:01:54","slug":"dops-223-colaboradores-atuavam-como-agentes-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/08\/14\/dops-223-colaboradores-atuavam-como-agentes-2\/","title":{"rendered":"Dops: 223 &#8216;colaboradores&#8217; atuavam como agentes"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Acervo de delegacia em PE mostra que militares tamb\u00e9m eram monitorados; prontu\u00e1rios escondiam abusos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" \/>Recife Extinto em 1990 e com seu acervo transferido para o Arquivo P\u00fablico do Estado &#8211; onde est\u00e1 sendo digitalizado &#8211; os quase 170 mil documentos da Delegacia de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops) em Recife come\u00e7am a revelar os bastidores da repress\u00e3o e mostram que n\u00e3o s\u00f3 os inimigos do regime eram monitorados, mas tamb\u00e9m os pr\u00f3prios agentes.  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00e1tica, muito usual no Estado Novo, prolongou-se pelo menos at\u00e9 duas d\u00e9cadas depois de 1964. Em alguns prontu\u00e1rios, \u00e9 poss\u00edvel identificar a inten\u00e7\u00e3o de proteger militares ou civis que participavam de opera\u00e7\u00f5es de repress\u00e3o; observa-se ainda que alguns deles cometiam abusos de autoridade em investiga\u00e7\u00f5es comuns e eram acobertados pelo sistema. E que se envolveram em assassinatos, investiga\u00e7\u00f5es paralelas e chegaram a ter seus nomes usados por terceiros em miss\u00f5es n\u00e3o autorizadas pela ent\u00e3o Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica, que agia entrosada com \u00f3rg\u00e3os federais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acervo revela, tamb\u00e9m, que al\u00e9m de funcion\u00e1rios da Secretaria de Seguran\u00e7a, a delegacia chegou a contar com uma lista de 223 colaboradores que, por conta dos servi\u00e7os prestados, eram &#8220;merecedores de renova\u00e7\u00e3o de credenciais&#8221; no in\u00edcio dos anos 70. Os documentos mostram que pessoas atuavam em car\u00e1ter paralelo e eram reunidas em grupos espec\u00edficos: Investigadores Adidos da Secretaria ou Sociedade Investigativa Secreta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pap\u00e9is praticamente n\u00e3o fazem refer\u00eancia ao Comando de Ca\u00e7a aos Comunistas, o CCC, que atuou com muita intensidade no per\u00edodo ap\u00f3s 64.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 prov\u00e1vel que o n\u00famero de colaboradores seja maior do que os 223 apontados num dos \u00faltimos relat\u00f3rios no per\u00edodo da ditadura. Um dos mais conhecidos era Rog\u00e9rio Matos, n\u00e3o inclu\u00eddo na lista, embora ele possu\u00edsse, em 1969, uma carteira de &#8220;agente secreto&#8221; do Dops, segundo revela\u00e7\u00e3o feita pelo ex-delegado Jorge de Tasso \u00e0 Comiss\u00e3o Estadual da Mem\u00f3ria e da Verdade. Rog\u00e9rio \u00e9 acusado de matar, em 1969, o padre Ant\u00f4nio Henrique Pereira Neto, assessor do bispo Dom Helder C\u00e2mara.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acervo de delegacia em PE mostra que militares tamb\u00e9m eram monitorados; prontu\u00e1rios escondiam abusos Recife Extinto em 1990 e com seu acervo transferido para o Arquivo P\u00fablico do Estado &#8211; onde est\u00e1 sendo digitalizado &#8211; os quase 170 mil documentos da Delegacia de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops) em Recife come\u00e7am a revelar os bastidores [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2029"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2029"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2029\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}