{"id":2438,"date":"2012-10-02T21:46:51","date_gmt":"2012-10-02T21:46:51","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/02\/comissao-da-verdade-solicitara-documentos-a-embaixadas-de-outros-paises-2\/"},"modified":"2012-10-02T21:46:51","modified_gmt":"2012-10-02T21:46:51","slug":"comissao-da-verdade-solicitara-documentos-a-embaixadas-de-outros-paises-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2012\/10\/02\/comissao-da-verdade-solicitara-documentos-a-embaixadas-de-outros-paises-2\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade solicitar\u00e1 documentos a embaixadas de outros pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Grupo de Trabalho da \u201cOpera\u00e7\u00e3o Condor\u201d come\u00e7ou atividades para apurar crimes da ditadura no RS<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/multimidia2.correiodopovo.com.br\/thumb.aspx?Caminho=multimidia\/2012\/09\/30\/290124.JPG&#038;Tamanho=250&#038;HW=2\" border=\"0\" width=\"250\" height=\"166\" style=\"vertical-align: middle;\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>\n<address \/>Comiss\u00e3o da Verdade solicitar\u00e1 documentos a embaixadas de outros pa\u00edses  <!--more-->  <\/address>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O Grupo de Trabalho (GT) Opera\u00e7\u00e3o Condor, que vai investigar a coopera\u00e7\u00e3o militar de \u00f3rg\u00e3os de intelig\u00eancia das for\u00e7as armadas na Am\u00e9rica do Sul durante as ditaduras militares, recebeu a imprensa neste domingo, em Porto Alegre. Coordenadora do GT, a advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha revelou que eles ir\u00e3o apurar todos os arquivos referentes ao per\u00edodo, compreendendo estruturas das for\u00e7as armadas e ligadas ao Itamaraty. Uma destas \u00e9 o Ciex (Centro de Informa\u00e7\u00f5es do Exterior). Conforme Rosa, documentos ser\u00e3o requeridos a embaixadas e consulados de pa\u00edses como Chile, Argentina e Uruguai em territ\u00f3rio brasileiro. Integrantes da Comiss\u00e3o da Verdade tamb\u00e9m viajar\u00e3o para pa\u00edses vizinhos para buscar documentos nas embaixadas do Brasil.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cPretendemos descobrir o que aconteceu com brasileiros que se refugiaram em outros pa\u00edses. Tamb\u00e9m j\u00e1 h\u00e1 solicita\u00e7\u00e3o de documentos produzidos no Ciex e outros \u00f3rg\u00e3os. O pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Defesa faz uma an\u00e1lise da nossa solicita\u00e7\u00e3o sobre o envio de arquivos. Durante a ditadura, as leis n\u00e3o previam a destrui\u00e7\u00e3o de documentos sem que n\u00e3o fossem produzidas atas e a assinatura dos respons\u00e1veis pela autoriza\u00e7\u00e3o ou destrui\u00e7\u00e3o. Por isso, acreditamos que n\u00e3o houve a elimina\u00e7\u00e3o de arquivos\u201d, relatou Rosa Cardoso da Cunha. O GT Condor tem apoio do jornalista ga\u00facho Luiz Cl\u00e1udio Cunha, autor do livro &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Condor: o Sequestro dos Uruguaios&#8221; no qual relata a pris\u00e3o e sequestro\u00a0de Universindo Dias e Lilian Celiberti por policiais uruguaios e brasileiros, no final da d\u00e9cada de 70, em Porto Alegre.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">Conselheiro do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos (MJDH), Jair Krischke ser\u00e1 o primeiro a ser ouvido pelo GT. Entre as d\u00e9cadas de 70 e 80, o MJDH conseguiu evitar o desaparecimento e a morte de cerca de 2 mil militantes de esquerda na Am\u00e9rica do Sul. Para ele, a publicidade dos arquivos de \u00f3rg\u00e3os como SNI, Cenimar, Ciex e de outras estruturas que atuaram conjuntamente no monitoramento, pris\u00e3o, desaparecimento, tortura e morte de pessoas \u00e9 imprescind\u00edvel para o esclarecimento de fatos ainda desconhecidos das autoridades. \u201cO Brasil foi respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o de quadros militares repressivos em todos os pa\u00edses da regi\u00e3o, como Argentina, Chile e Uruguai. No Itamaraty, por exemplo, \u00e9 o embaixador Pio Corr\u00eaa que cria o Ciex\u201d, citou Krischke.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O Ciex teve papel fundamental como um servi\u00e7o de intelig\u00eancia que monitorava brasileiros fora do pa\u00eds, segundo ele. \u201cEm 1975, quando \u00e9 formalizada a Opera\u00e7\u00e3o Condor em uma reuni\u00e3o das for\u00e7as armadas dos pa\u00edses sulamericanos no Chile, o Brasil envia dois representantes, mas n\u00e3o assina a ata da reuni\u00e3o. Naquela \u00e9poca, o Brasil j\u00e1 havia aniquilado toda a resist\u00eancia armada, como o caso do Araguaia. A ditadura brasileira operou sutilmente, treinando militares de outros pa\u00edses\u201d, disse.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A Opera\u00e7\u00e3o Condor \u00e9 considerada a mais terr\u00edvel a\u00e7\u00e3o cooperativa entre for\u00e7as armadas para exterminar grupos de resist\u00eancia a golpes militares. A troca de informa\u00e7\u00f5es, pris\u00f5es e assassinatos ocorreram do in\u00edcio de 1970 at\u00e9 1989, mesmo depois da Lei de Anistia (1979) e do fim do Regime Militar brasileiro (1985). Estimativas d\u00e3o conta de que pelo menos 10 mil pessoas desapareceram ou foram assassinadas por militares brasileiros, chilenos, uruguaios, argentinos, bolivianos e paraguaios. Nesta segunda-feira, a advogada Rosa Cardoso ter\u00e1 reuni\u00e3o com a Comiss\u00e3o da Verdade ga\u00facha e com familiares de v\u00edtimas da Opera\u00e7\u00e3o Condor.<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Correio do Povo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo de Trabalho da \u201cOpera\u00e7\u00e3o Condor\u201d come\u00e7ou atividades para apurar crimes da ditadura no RS Comiss\u00e3o da Verdade solicitar\u00e1 documentos a embaixadas de outros pa\u00edses<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2438"}],"collection":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2438"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2438\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}