{"id":4532,"date":"2013-04-03T15:34:06","date_gmt":"2013-04-03T15:34:06","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/03\/as-manchetes-do-golpe-de-1964\/"},"modified":"2013-04-03T15:34:06","modified_gmt":"2013-04-03T15:34:06","slug":"as-manchetes-do-golpe-de-1964","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/04\/03\/as-manchetes-do-golpe-de-1964\/","title":{"rendered":"As manchetes do golpe de 1964"},"content":{"rendered":"<p><p style=\"text-align: justify;\">Via Blog da BR Hist\u00f3ria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"line-height: 1.3em;\">Depois da revela\u00e7\u00e3o de que o governo norte-americano patrocinou, com armas e d\u00f3lares, a implanta\u00e7\u00e3o da ditadura de 1964, um pesquisador se deu ao trabalho de coletar e divulgar na internet uma lista das manchetes e editoriais dos principais jornais brasileiros a partir de 1\u00ba de abril de 1964. Confira:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" \/><strong \/>De Norte a Sul vivas ao golpe  <!--more-->  <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDesde ontem se instalou no Pa\u00eds a verdadeira legalidade [&#8230;] Legalidade que o caudilho n\u00e3o quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade est\u00e1 conosco e n\u00e3o com o caudilho aliado dos comunistas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Editorial do Jornal do Brasil \u2013 Rio de Janeiro \u2013 1\u00ba de abril de 1964<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMultid\u00f5es em j\u00fabilo na Pra\u00e7a da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemora\u00e7\u00f5es que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vit\u00f3ria do movimento pela paz e pela democracia foi, sem d\u00favida, a concentra\u00e7\u00e3o popular defronte ao Pal\u00e1cio da Liberdade. Toda \u00e1rea localizada em frente \u00e0 sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multid\u00e3o, que ali acorreu para festejar o \u00eaxito da campanha deflagrada em Minas [&#8230;], formando uma das maiores massas humanas j\u00e1 vistas na cidade.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Estado de Minas \u2013 Belo Horizonte \u2013 2 de abril de 1964<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os bravos militares<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSalvos da comuniza\u00e7\u00e3o que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos [&#8230;] Este n\u00e3o foi um movimento partid\u00e1rio. Dele participaram todos os setores conscientes da vida pol\u00edtica brasileira, pois a ningu\u00e9m escapava o significado das manobras presidenciais.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Globo \u2013 Rio de Janeiro \u2013 2 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carnaval nas ruas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA popula\u00e7\u00e3o de Copacabana saiu \u00e0s ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Ex\u00e9rcito. Chuvas de pap\u00e9is picados ca\u00edam das janelas dos edif\u00edcios enquanto o povo dava vaz\u00e3o, nas ruas, ao seu contentamento.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dia \u2013 Rio de Janeiro \u2013 2 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escorra\u00e7ado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEscorra\u00e7ado, amorda\u00e7ado e acovardado, deixou o poder como imperativo de leg\u00edtima vontade popular o senhor Jo\u00e3o Belchior Marques Goulart, infame l\u00edder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a hist\u00f3ria brasileira j\u00e1 registrou, o senhor Jo\u00e3o Goulart passa outra vez \u00e0 hist\u00f3ria, agora tamb\u00e9m como um dos grandes covardes que ela j\u00e1 conheceu.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tribuna da Imprensa \u2013 Rio de Janeiro \u2013 2 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A paz alcan\u00e7ada<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA vit\u00f3ria da causa democr\u00e1tica abre o Pa\u00eds a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. N\u00e3o se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os \u00e2nimos sejam postos a fogo. Assim o querem as For\u00e7as Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim dever\u00e1 ser, pelo bem do Brasil.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Editorial de O Povo \u2013 Fortaleza \u2013 3 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ressurge a Democracia!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVive a Na\u00e7\u00e3o dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vincula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas simp\u00e1ticas ou opini\u00e3o sobre problemas isolados, para salvar o que \u00e9 de essencial: a democracia, a lei e a ordem. Gra\u00e7as \u00e0 decis\u00e3o e ao hero\u00edsmo das For\u00e7as Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de vis\u00e3o dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irrespons\u00e1vel, que insistia em arrast\u00e1-lo para rumos contr\u00e1rios \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o e tradi\u00e7\u00f5es [&#8230;]. Como diz\u00edamos, no editorial de anteontem, a legalidade n\u00e3o poderia ter a garantia da subvers\u00e3o, a \u00e2ncora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade n\u00e3o seria leg\u00edtimo admitir o assass\u00ednio das institui\u00e7\u00f5es, como se vinha fazendo, diante da Na\u00e7\u00e3o horrorizada.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Globo \u2013 Rio de Janeiro \u2013 4 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMilhares de pessoas compareceram, ontem, \u00e0s solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presid\u00eancia da Rep\u00fablica [&#8230;]. O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democr\u00e1tico, tal o apoio que obteve.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Correio Braziliense \u2013 Bras\u00edlia \u2013 16 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVibrante manifesta\u00e7\u00e3o sem precedentes na hist\u00f3ria de Santa Maria para homenagear as For\u00e7as Armadas. Cerca de 50 pessoas na Marcha C\u00edvica do Agradecimento.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Raz\u00e3o \u2013 Santa Maria \u2013 Rio Grande do Sul \u2013 17 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVive o Pa\u00eds, h\u00e1 nove anos, um desses per\u00edodos f\u00e9rteis em programas e inspira\u00e7\u00f5es, gra\u00e7as \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. [&#8230;] Negue-se tudo a essa revolu\u00e7\u00e3o brasileira, menos que ela n\u00e3o moveu o Pa\u00eds, com o apoio de todas as classes representativas, numa dire\u00e7\u00e3o que j\u00e1 a destaca entre as na\u00e7\u00f5es com parcela maior de responsabilidades.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jornal do Brasil \u2013 Rio de Janeiro \u2013 31 de mar\u00e7o de 1973<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSab\u00edamos, todos que est\u00e1vamos na lista negra dos ap\u00e1tridas \u2013 que se eles consumassem os seus planos, seriamos mortos. Sobre os democratas brasileiros n\u00e3o pairava a mais leve esperan\u00e7a, se vencidos. Uma razzia de sangue vermelha como eles, atravessaria o Brasil de ponta a ponta, liquidando os \u00faltimos soldados da democracia, os \u00faltimos paisanos da liberdade\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Cruzeiro Extra \u2013 10 de abril de 1964 \u2013 Edi\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica da Revolu\u00e7\u00e3o \u2013 \u201cSaber ganhar\u201d \u2013 David Nasser<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGolpe? \u00c9 crime s\u00f3 pun\u00edvel pela deposi\u00e7\u00e3o pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federa\u00e7\u00e3o \u00e9 crime de lesa-p\u00e1tria. Aqui acusamos o senhor Jo\u00e3o Goulart de crime de lesa-p\u00e1tria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrup\u00e7\u00e3o generalizada\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jornal do Brasil \u2013 Rio de Janeiro \u2013 1\u00ba de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cParticipamos da Revolu\u00e7\u00e3o de 1964 identificados com os anseios nacionais de preserva\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, amea\u00e7adas pela radicaliza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, greves, desordem social e corrup\u00e7\u00e3o generalizada\u201d. Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Globo \u2013 Rio de Janeiro \u2013 7 de outubro de 1984, sob o t\u00edtulo: \u201cJulgamento da Revolu\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c[&#8230;] cuja subvers\u00e3o al\u00e9m de bloquear os dispositivos de seguran\u00e7a de todo o hemisf\u00e9rio, lan\u00e7aria nas garras do totalitarismo vermelho, a maior popula\u00e7\u00e3o latina do mundo [&#8230;]\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Folha da Tarde \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 31 de mar\u00e7o de 1964 \u2013 Do editorial: A grande amea\u00e7a<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Brasil j\u00e1 sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Correio da Manh\u00e3 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 31 de mar\u00e7o de 1964 \u2013 Do editorial: Basta!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuem quisesse preparar um Brasil nitidamente comunista n\u00e3o agiria de maneira t\u00e3o fulminante quanto a do senhor Jo\u00e3o Goulart a partir do com\u00edcio de 13 de mar\u00e7o [&#8230;]\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jornal do Brasil \u2013 Rio de Janeiro \u2013 31 de mar\u00e7o de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cS\u00f3 h\u00e1 uma coisa a dizer ao senhor Jo\u00e3o Goulart: Saia!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Correio da Manh\u00e3 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 1\u00ba de abril de 1964 \u2013 Do editorial: Fora!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMinas desta vez est\u00e1 conosco [&#8230;] dentro de poucas horas, essas for\u00e7as n\u00e3o ser\u00e3o mais do que uma parcela m\u00ednima da incont\u00e1vel legi\u00e3o de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a na\u00e7\u00e3o jamais se vergar\u00e1 \u00e0s suas imposi\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Estado de S.Paulo \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 1\u00ba de abril de 1964, sob o t\u00edtulo \u201cS\u00e3o Paulo repete 32\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c[&#8230;] atendendo aos anseios nacionais de paz, tranquilidade e progresso\u2026 As For\u00e7as Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Na\u00e7\u00e3o na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Globo \u2013 Rio de Janeiro \u2013 2 de abril de 1964, sob o t\u00edtulo \u201cFugiu Goulart e a democracia est\u00e1 sendo restaurada\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLacerda anuncia volta do pa\u00eds \u00e0 democracia.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Correio da Manh\u00e3 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 2 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica antecedeu em um m\u00eas a revolu\u00e7\u00e3o comunista.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Globo \u2013 Rio de Janeiro \u2013 5 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFeliz a na\u00e7\u00e3o que pode contar com corpora\u00e7\u00f5es militares de t\u00e3o altos \u00edndices c\u00edvicos. Os militares n\u00e3o dever\u00e3o ensarilhar suas armas antes que emude\u00e7am as vozes da corrup\u00e7\u00e3o e da trai\u00e7\u00e3o \u00e0 p\u00e1tria.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Estado de Minas \u2013 Minas Gerais \u2013 5 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPontes de Miranda diz que For\u00e7as Armadas violaram a Constitui\u00e7\u00e3o para poder salv\u00e1-la!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jornal do Brasil \u2013 Rio de Janeiro \u2013 6 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCongresso concorda em aprovar Ato Institucional\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jornal do Brasil \u2013 Rio de Janeiro \u2013 9 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPartidos asseguram a elei\u00e7\u00e3o do general Castelo Branco\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jornal do Brasil \u2013 Rio de Janeiro \u2013 10 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cRio festeja a posse de Castelo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jornal do Brasil \u2013 Rio de Janeiro \u2013 16 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCastelo garante o funcionamento da Justi\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jornal do Brasil \u2013 Rio de Janeiro \u2013 18 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCastelo diminui n\u00edvel de aumento aos militares\u201d. Corte prop\u00f5e aumento aos militares com 50% menos do que tabela anterior\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jornal do Brasil \u2013 Rio de Janeiro \u2013 21 de abril de 1964<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c[&#8230;] Sem o povo n\u00e3o haveria revolu\u00e7\u00e3o, mas apenas um \u201cpronunciamento\u201d ou \u201cgolpe\u201d com o qual n\u00e3o estar\u00edamos solid\u00e1rios. [&#8230;] nos meses dram\u00e1ticos de 1968 em que a intensifica\u00e7\u00e3o dos atos de terrorismo provocou a implanta\u00e7\u00e3o do AI-5. [&#8230;] na expans\u00e3o econ\u00f4mica de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu \u00e0 taxa m\u00e9dia anual de 10% [&#8230;] naquele primeiro dec\u00eanio revolucion\u00e1rio, a infla\u00e7\u00e3o decrescer\u00e1 de 96% para 12% ao ano, elevando-se as exporta\u00e7\u00f5es anuais de 1 bilh\u00e3o e 300 mil d\u00f3lares para mais de 12 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. [&#8230;] elevando a produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo de 175 mil para 500 mil barris di\u00e1rios e a de \u00e1lcool de 680 milh\u00f5es para 8 bilh\u00f5es de litros, e simultaneamente aumentar a fabrica\u00e7\u00e3o industrial em 85%, expandir a \u00e1rea plantada para produ\u00e7\u00e3o de alimentos com 90 milh\u00f5es de hectares a mais, criar 13 milh\u00f5es de novos empregos, assegurar a presen\u00e7a de mais de 10 milh\u00f5es de estudantes nos bancos escolares, ampliar a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa de 25 milh\u00f5es para 45 milh\u00f5es elevando as exporta\u00e7\u00f5es anuais de 12 bilh\u00f5es para 22 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. [&#8230;] h\u00e1 que se reconhecer um avan\u00e7o impressionante: em 1964 \u00e9ramos a quadrag\u00e9sima nona economia mundial, com uma popula\u00e7\u00e3o de 80 milh\u00f5es de pessoas e renda per capita de 900 d\u00f3lares; somos hoje a oitava, com uma popula\u00e7\u00e3o de 130 milh\u00f5es de pessoas, e uma renda m\u00e9dia per capita de 2500 d\u00f3lares. [&#8230;] N\u00e3o h\u00e1 mem\u00f3ria de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro pa\u00eds, que um regime de for\u00e7a consolidado h\u00e1 mais de dez anos, se tenha utilizado do seu pr\u00f3prio arb\u00edtrio para se auto limitar, extinguindo-se os poderes de exce\u00e7\u00e3o, anistiando advers\u00e1rios, ensejando novos quadros partid\u00e1rios, em plena liberdade de imprensa. \u00c9 esse, indubitavelmente, o maior feito da Revolu\u00e7\u00e3o de 1964\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Globo \u2013 Rio de Janeiro \u2013 7 de outubro de 1984 \u2013 Do editorial: Julgamento da Revolu\u00e7\u00e3o<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Via Blog da BR Hist\u00f3ria Depois da revela\u00e7\u00e3o de que o governo norte-americano patrocinou, com armas e d\u00f3lares, a implanta\u00e7\u00e3o da ditadura de 1964, um pesquisador se deu ao trabalho de coletar e divulgar na internet uma lista das manchetes e editoriais dos principais jornais brasileiros a partir de 1\u00ba de abril de 1964. 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