{"id":6423,"date":"2013-09-09T21:34:14","date_gmt":"2013-09-09T21:34:14","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/09\/09\/pinochet-tambem-espionou-o-brasil-durante-a-ditadura-de-parceiros-militares\/"},"modified":"2013-09-09T21:34:14","modified_gmt":"2013-09-09T21:34:14","slug":"pinochet-tambem-espionou-o-brasil-durante-a-ditadura-de-parceiros-militares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/09\/09\/pinochet-tambem-espionou-o-brasil-durante-a-ditadura-de-parceiros-militares\/","title":{"rendered":"Pinochet tamb\u00e9m espionou o Brasil durante a ditadura de parceiros militares"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O ditador chileno Augusto Pinochet, que chegou ao poder h\u00e1 40 anos com amplo apoio brasileiro, obteve por meio de espionagem informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas dos arquivos de Bras\u00edlia. Um documento de circula\u00e7\u00e3o \u201cultrassecreta\u201d do Conselho de Seguran\u00e7a Nacional brasileiro \u2013 colegiado ligado ao Pal\u00e1cio do Planalto e respons\u00e1vel pelos assuntos mais sens\u00edveis do Pa\u00eds \u2013 foi parar nas m\u00e3os do pr\u00f3prio Pinochet, em meados de 1975. A prova da \u201cbisbilhotice\u201d do regime militar do Chile contra aditadura brasileira est\u00e1 em telegramas chilenos secretos e recentemente liberados, aos quais o jornal O Estado de S\u00e3o Paulo teve acesso.<\/p>\n<address \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6422\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/pinochet.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/><br \/>Pinochet conduziu o Chile com m\u00e3o de ferro e espionava seus parceiros na Am\u00e9rica Latina  <!--more-->  <\/address>\n<address><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O embaixador do Chile em Bras\u00edlia ap\u00f3s o golpe de 1973, Hern\u00e1n Cubillos Leiva, conseguiu uma c\u00f3pia do relat\u00f3rio \u201cConceito Estrat\u00e9gico Nacional\u201d, que detalhava os princ\u00edpios de seguran\u00e7a interna e externa do regime militar brasileiro. O documento est\u00e1 hoje no Arquivo Nacional de Bras\u00edlia. Nos despachos a Santiago, Cubillos n\u00e3o explica como conseguiu chegar ao dossi\u00ea \u201cultrassecreto\u201d, a classifica\u00e7\u00e3o mais restrita dentro do Estado brasileiro, dizendo apenas que o roubo da informa\u00e7\u00e3o foi produto de suas \u201cgest\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cRogo fazer chegar uma c\u00f3pia ao sr. presidente da Rep\u00fablica\u201d, escreveu o embaixador no Brasil ao final de seu telegramas \u00e0 chancelaria. A resposta de Santiago \u00e0 embaixada em Bras\u00edlia veio coberta de elogios ao feito de Cubillos. O documento brasileiro tinha sido lido \u201ccom aten\u00e7\u00e3o\u201d nos c\u00edrculos do poder chileno, escreveu a chancelaria. Mas havia um problema: faltavam algumas p\u00e1ginas. Consultado, Cubillos respondeu que n\u00e3o conseguiria obter a parte perdida.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/correiodobrasil.com.br\/destaque-do-dia\/eua-espionam-o-brasil-mas-usam-diplomacia-para-evitar-o-assunto-diz-greenwald\/641921\/\">O caso de espionagem<\/a> ocorreu num momento de ampla coopera\u00e7\u00e3o entre Chile e Brasil, como reconhecia o embaixador chileno. Em um outro telegrama secreto enviado a Santiago na mesma \u00e9poca, Cubillos relata como diplomatas brasileiros ajudavam chilenos em organiza\u00e7\u00f5es internacionais e louvava as rela\u00e7\u00f5es entre os militares dos dois lados.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO Brasil apoiou praticamente todas as candidaturas chilenas apresentadas em organismos internacionais, tanto regionais quanto mundiais. Do mesmo modo, o Brasil apoiou e colaborou com o Chile para fazer frente \u00e0 agress\u00e3o internacional de que (fomos) v\u00edtima (ap\u00f3s o golpe)\u201d, escreveu o diplomata em Bras\u00edlia, em junho de 1975.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cTamb\u00e9m \u00e9 de interesse destacar o excelente plano das rela\u00e7\u00f5es (\u2026) entre as For\u00e7as Armadas dos dois pa\u00edses, que teve como resultado o significativo interc\u00e2mbio de visitas e experi\u00eancias, al\u00e9m do apoio institucional que nos t\u00eam brindado.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">No fim de novembro daquele ano, seria realizada em Santiago a primeira reuni\u00e3o do Plano Condor, a macabra alian\u00e7a entre pa\u00edses do Cone Sul para internacionalizar a repress\u00e3o a opositores pol\u00edticos nos anos de chumbo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Correio do Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ditador chileno Augusto Pinochet, que chegou ao poder h\u00e1 40 anos com amplo apoio brasileiro, obteve por meio de espionagem informa\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas dos arquivos de Bras\u00edlia. 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