{"id":6602,"date":"2013-10-09T22:36:30","date_gmt":"2013-10-09T22:36:30","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/10\/09\/janot-defende-punicao-de-agentes-da-ditadura-argentina\/"},"modified":"2013-10-09T22:36:30","modified_gmt":"2013-10-09T22:36:30","slug":"janot-defende-punicao-de-agentes-da-ditadura-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/10\/09\/janot-defende-punicao-de-agentes-da-ditadura-argentina\/","title":{"rendered":"Janot defende puni\u00e7\u00e3o de agentes da ditadura argentina"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, manifestou haver possibilidade jur\u00eddica de punir agentes do Estado que cometeram crimes durante a ditadura. Em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre <a href=\"http:\/\/www.ebc.com.br\/noticias\/brasil\/2013\/10\/procuradoria-geral-republica-manifesta-se-a-favor-da-prisao-de-argentino\">a pris\u00e3o de argentino acusado de tortura<\/a>, Janot muda o entendimento do antecessor, Roberto Gurgel.\u00a0 Para o ex-procurador, a quest\u00e3o estava resolvida desde 2010 quando o STF se manifestou pela plena constitucionalidade da Lei de Anistia, aprovada pelo Congresso em 1979.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6601\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/janot_stf.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"448\" \/><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<address style=\"text-align: justify;\" \/>Em parecer sobre a pris\u00e3o de um ex-policial argentino que vive no Brasil, o procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, manifestou haver possibilidade jur\u00eddica de punir agentes do Estado que cometeram crimes durante a ditadura (1964-1985). (Nelson Jr.\/SCO\/STF)  <!--more-->  <\/address>\n<address style=\"text-align: justify;\"><\/address>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em seu parecer, Janot se manifestou favor\u00e1vel \u00e0 pris\u00e3o de Manuel Alfredo Montenegro, acusado de praticar tortura durante a ditadura militar na Argentina. A pris\u00e3o \u00e9 analisada no processo de extradi\u00e7\u00e3o protocolado pelo governo argentino. Segundo a Interpol, Montenegro est\u00e1 morando em Itaqui (RS).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA imprescritibilidade dos crimes contra a humanidade constitui norma jur\u00eddica imperativa, tanto de car\u00e1ter consuetudin\u00e1rio quanto de car\u00e1ter principiol\u00f3gico, do direito internacional dos direitos humanos\u201d, defende Janot, que tomou posse no \u00faltimo dia 17 de setembro. Em 2010, Gurgel acolheu a vis\u00e3o do STF de que a anistia &#8220;resultou de um longo debate nacional para viabilizar a transi\u00e7\u00e3o entre o regime militar e o regime democr\u00e1tico atual&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Montenegro \u00e9 acusado de prender e torturar tr\u00eas pessoas, durante per\u00edodo em que foi oficial da Pol\u00edcia Federal argentina, entre 1972 e 1977. O parecer de Janot \u00e9 de 24 de setembro e foi divulgado hoje (8) pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF). \u00a0\u201cNos regimes autorit\u00e1rios, os que querem o socorro do direito contra os crimes praticados pelos agentes respectivos n\u00e3o deixam de obt\u00ea-lo porque est\u00e3o dormindo, e sim porque est\u00e3o de olhos fechados, muitas vezes vendados; n\u00e3o deixam de obt\u00ea-lo porque est\u00e3o em repouso, e sim porque est\u00e3o paralisados, muitas vezes manietados&#8221;, diz Janot.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/10\/ppe_696.pdf\">Confira a \u00edntegra do parecer<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Rede Brasil Atual e a Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, manifestou haver possibilidade jur\u00eddica de punir agentes do Estado que cometeram crimes durante a ditadura. 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