{"id":6673,"date":"2013-10-31T16:54:03","date_gmt":"2013-10-31T16:54:03","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/10\/31\/comissao-da-verdade-do-rio-detalha-execucao-de-militantes-em-chacina-durante-a-ditadura\/"},"modified":"2013-10-31T16:54:03","modified_gmt":"2013-10-31T16:54:03","slug":"comissao-da-verdade-do-rio-detalha-execucao-de-militantes-em-chacina-durante-a-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/10\/31\/comissao-da-verdade-do-rio-detalha-execucao-de-militantes-em-chacina-durante-a-ditadura\/","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o da Verdade do Rio detalha execu\u00e7\u00e3o de militantes em chacina durante a ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/>Um epis\u00f3dio ocorrido em 29 de mar\u00e7o de 1972, quando tr\u00eas guerrilheiros da organiza\u00e7\u00e3o VAR-Palmares foram mortos por for\u00e7as da repress\u00e3o militar, foi detalhado hoje (29), em sess\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade do Rio (CEV-Rio) presidida pelo advogado Wadih Damous. Ap\u00f3s pesquisas no Arquivo P\u00fablico do estado e entrevistas com vizinhos de militantes do grupo, membros da comiss\u00e3o conseguiram reconstituir o epis\u00f3dio, que ficou conhecido como Chacina de Quintino, em refer\u00eancia ao bairro onde os guerrilheiros foram mortos.  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA farsa da ditadura [1964-1985] hoje cai. Os militantes n\u00e3o entraram em confronto com os militares. Foram sumariamente executados. Assim dizem as provas t\u00e9cnicas e os vizinhos, que relatam que n\u00e3o houve troca de tiros. Os tiros foram dentro da casa\u201d, disse Wadih.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com a vers\u00e3o oficial dos militares, Antonio Marcos Pinto de Oliveira, Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo e L\u00edgia Maria Salgado N\u00f3brega morreram durante uma troca de tiros com agentes do Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social (Dops) e do Destacamento de Opera\u00e7\u00f5es de Informa\u00e7\u00f5es-Centro de Opera\u00e7\u00f5es de Defesa Interna do Ex\u00e9rcito (DOI-Codi).<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A pesquisa hist\u00f3rica permitiu, por\u00e9m, que os membros da comiss\u00e3o remontassem os fatos, mostrando que os jovens foram executados ap\u00f3s sofrerem viol\u00eancia dentro da casa, que ficava na ent\u00e3o Avenida Suburbana, 8.985, atual Avenida Dom H\u00e9lder C\u00e2mara. Na \u00e9poca, era comum integrantes de grupos pol\u00edticos de resist\u00eancia ao regime militar alugarem im\u00f3veis, denominados aparelhos, onde se refugiavam, mantinham suas atividades e produziam material de divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Entre os documentos fundamentais obtidos pela CEV-Rio, est\u00e3o os laudos do Instituto M\u00e9dico Legal (IML) e o depoimento do m\u00e9dico legista Valdecir Tagliare, que assinou a certid\u00e3o de \u00f3bito das v\u00edtimas. Segundo a comiss\u00e3o, o m\u00e9dico atestou firmou que \u201cos corpos eram jovens demais, [estavam] bem vestidos, [e eram] visivelmente de classe m\u00e9dia\u201d. Conforme o documento do legista, houve esmagamento total das m\u00e3os e parte dos bra\u00e7os, o que comprovaria os golpes causados \u201cpor armamento pesado\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Diferentemente da vers\u00e3o oficial dos \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a da \u00e9poca, de que houve troca de tiros, o que ocorreu foi uma a\u00e7\u00e3o unilateral, uma execu\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria de militantes da organiza\u00e7\u00e3o VAR-Palmares, afirmou Wadih Damous. &#8220;Os militantes foram executados. Uma delas, que estava gr\u00e1vida, saiu da casa com as m\u00e3os na cabe\u00e7a e foi sumariamente executada. Pela primeira vez, uma Comiss\u00e3o da Verdade consegue, documentalmente e com base em testemunhos de vizinhos, desmontar essa farsa da ditadura\u201d, disse ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Participaram da audi\u00eancia p\u00fablica parentes e amigos das v\u00edtimas, al\u00e9m de ex-integrantes de grupos que atuaram na clandestinidade durante a ditadura, estudantes e defensores dos direitos humanos. Irm\u00e3os e filhos dos militantes deram depoimentos sobre eles. De manh\u00e3, alguns deles foram ao local da chacina, onde acenderam velas e rezaram pelos mortos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um epis\u00f3dio ocorrido em 29 de mar\u00e7o de 1972, quando tr\u00eas guerrilheiros da organiza\u00e7\u00e3o VAR-Palmares foram mortos por for\u00e7as da repress\u00e3o militar, foi detalhado hoje (29), em sess\u00e3o da Comiss\u00e3o da Verdade do Rio (CEV-Rio) presidida pelo advogado Wadih Damous. 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