{"id":6727,"date":"2013-11-26T03:23:19","date_gmt":"2013-11-26T03:23:19","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/11\/26\/livro-conta-historias-de-criancas-sequestradas-pela-ditadura\/"},"modified":"2013-11-26T03:23:19","modified_gmt":"2013-11-26T03:23:19","slug":"livro-conta-historias-de-criancas-sequestradas-pela-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/11\/26\/livro-conta-historias-de-criancas-sequestradas-pela-ditadura\/","title":{"rendered":"Livro conta hist\u00f3rias de crian\u00e7as sequestradas pela ditadura"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cEle foi sequestrado no dia 24 de mar\u00e7o, nesse dia certinho. \u00c9 f\u00e1cil de lembrar porque nesse dia a gente n\u00e3o vai \u00e0 escola. \u00c9 o Dia da Mem\u00f3ria.\u201d O 24 de mar\u00e7o ao que o fragmento se refere aconteceu no ano 1976, quando um golpe militar derrubou Isabel Per\u00f3n (1974-1976) na Argentina. Nesse dia, Gast\u00f3n Gon\u00e7alves foi levado por agentes do governo rec\u00e9m-instaurado e seu corpo, encontrado em abril do mesmo ano no acostamento de uma estrada, foi enterrado como indigente.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6724\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/capa.jpg52369.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"350\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Gast\u00f3n \u00e9 o pai de Manuel Gon\u00e7alves, um dos 109 netos que as Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio conseguiram localizar nos 36 anos de busca por beb\u00eas sequestrados ou nascidos em cativeiro durante a \u00faltima ditadura (1976-1983). A hist\u00f3ria desse beb\u00ea \u2013 hoje um homem de 37 anos \u2013 n\u00e3o se parece com os livros que pais e m\u00e3es leem aos filhos para faz\u00ea-los dormir. Mas, contada por ele mesmo, virou um dos relatos de um livro infantil lan\u00e7ado na Argentina pela editora Calibroscopio.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Os quatro pequenos cap\u00edtulos de \u00bfQui\u00e9n Soy? (&#8220;Quem sou?&#8221;, em tradu\u00e7\u00e3o livre) s\u00e3o inspirados em depoimentos de seus protagonistas e narram o reverso dos contos de fadas em forma de aventura, suspense e, tamb\u00e9m, terror. Cada hist\u00f3ria foi adaptada ao universo infantil por escritores e ilustradores que, sem meias palavras e com imagens fortes &#8211; mas, cheias de sensibilidade &#8211; contam \u00e0s crian\u00e7as de hoje esse cap\u00edtulo dif\u00edcil da hist\u00f3ria argentina. Ao final de cada narrativa, o autor ou autora explica, \u00e0 parte, como aquela experi\u00eancia real se transformou na hist\u00f3ria que aparece no livro.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A compila\u00e7\u00e3o de \u201crelatos sobre identidade, netos e reencontros\u201d &#8211; subt\u00edtulo da obra &#8211; \u00e9 uma aposta para falar seriamente com as novas gera\u00e7\u00f5es sobre o que aconteceu com a de seus pais. As Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio estimam que cerca de 500 beb\u00eas nascidos entre 1975 e 1980 foram registrados como filhos pr\u00f3prios ou adotados em orfanatos onde foram deixados sem informa\u00e7\u00e3o sobre sua proced\u00eancia. Elas acreditam que as 400 crian\u00e7as que elas ainda procuram s\u00e3o hoje adultos, alguns<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A essa nova gera\u00e7\u00e3o, nascida depois de quase 30 anos de democracia ininterrupta na Argentina, as Av\u00f3s querem transmitir a necessidade de se continuar buscando, de encontrar as verdadeiras fam\u00edlias, de conhecer a hist\u00f3ria, ainda que n\u00e3o seja um conto de fadas. \u201cPara voc\u00ea, para voc\u00eas, (\u2026) que entendem desde sempre o valor de viver em liberdade, \u00e9 mais f\u00e1cil que para muitos adultos. As Av\u00f3s sabem. Sabem que, se encontrarem seus netos, \u00e9 poss\u00edvel que encontrem seus bisnetos. E que em voc\u00eas a luz da verdade \u00e9 brilhante. MUITO brilhante\u201d, diz o ep\u00edlogo de Paula Bombara, autora do primeiro relato, \u201cManuel n\u00e3o \u00e9 o Super-Homem.\u201d<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Hist\u00f3rias reais<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Manuel foi sequestrado em novembro de 1976 na capital argentina, no mesmo operativo em que sua m\u00e3e, Ana Maria, foi assassinada. Quando nasceu, em junho do mesmo ano, seu pai j\u00e1 estava desaparecido e seus restos s\u00f3 foram identificados em 1996. Manuel foi encontrado por agentes da ditadura dentro de um arm\u00e1rio, chorando, no fim do tiroteio em que sua m\u00e3e foi morta. Foi levado a um hospital onde passou quatro meses isolado, custodiado por membros das for\u00e7as de seguran\u00e7a. Manuel cresceu em Quilmes, na Grande Buenos Aires, e sempre soube que havia sido adotado, mas nunca em que circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6725\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/manuel1edit52371.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"378\" \/><\/p>\n<address>Ilustra\u00e7\u00e3o de Irene Singer para o cap\u00edtulo que conta a hist\u00f3ria de Manuel em \u00bfQui\u00e9n Soy?<\/address>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria de Jimena Vicario \u00e9 parecida. Aos oito meses, foi sequestrada junto \u00e0 m\u00e3e, que tentava sair do pa\u00eds, em Buenos Aires. No mesmo dia, 5 de fevereiro de 1977, seu pai foi sequestrado em Ros\u00e1rio, onde a fam\u00edlia morava. Jimena foi abandonada em um orfanato e adotada por uma funcion\u00e1ria, at\u00e9 que, em 1986, sua fam\u00edlia a encontrou. A protagonista do cap\u00edtulo inspirado por sua hist\u00f3ria \u00e9 uma menina que conversa com o cachorro sobre as ang\u00fastias de uma crian\u00e7a que se v\u00ea obrigada a escolher Buenos Aires e Ros\u00e1rio, entre uma m\u00e3e adotiva que ama e uma av\u00f3 que a buscou por quase 10 anos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Athos, seu companheiro canino, \u00e9 o \u00fanico confidente sobre o que sente ao descobrir que tem uma av\u00f3, que seus pais est\u00e3o mortos e sobre a raiva que sente do juiz que determina que ela passe metade da semana em cada cidade &#8211; onde \u00e9 chamada por nomes diferentes (seu nome adotivo era Romina) e tem dois cachorros diferentes. Jimena aprendeu a andar aos tr\u00eas anos de idade e todos acreditavam que, at\u00e9 os quatro anos, n\u00e3o era capaz de falar. Mas Iris Rivera, autora de seu relato, conta que a menina mantinha conversas secretas com seu cachorro e com seus brinquedos, mesmo que se recusasse a falar com seres humanos.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Irm\u00e3os separados<\/strong><\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O relato epistolar de Mario Mendez revela a hist\u00f3ria de Sabrina Negro Valenzuela, que escreve a seu irm\u00e3o g\u00eameo, de quem ainda hoje n\u00e3o se sabe o paradeiro, para falar de sua vida e de como foi bom reencontrar-se com Sebastian, o irm\u00e3o mais velho por parte de m\u00e3e. Seus pais, Raquel Negro e Tulio Valenzuela, eram militantes importantes na hierarquia dos Montoneros, guerrilha e movimento popular de raiz peronista.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Raquel, Tulio e Sebastian foram sequestrados na cidade litor\u00e2nea de Mar del Plata, em janeiro de 1978, quando a mulher estava gr\u00e1vida de cinco meses. Os tr\u00eas foram levados a um centro clandestino de deten\u00e7\u00e3o em Rosario, a \u201cQuinta de Funes\u201d, um dos cen\u00e1rios macabros do livro Recuerdo de la muerte (Lembran\u00e7a da morte, em tradu\u00e7\u00e3o livre), do jornalista e militante montonero Miguel Bonasso.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Em quase 500 p\u00e1ginas, Bonasso conta a hist\u00f3ria do sequestro de Jaime Dri, sobrevivente de v\u00e1rios centros clandestinos de deten\u00e7\u00e3o, que conseguiu escapar na fronteira da Argentina com o Paraguai, aonde foi levado por agentes da ditadura para que \u201cmarcasse\u201d (denunciasse) outros militantes. O depoimento de Dri e o livro de Bonasso foram fundamentais para que Sabrina soubesse que junto a ela nasceu outro beb\u00ea, um menino.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6726\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/sabrina52372.jpg\" border=\"0\" width=\"600\" height=\"743\" srcset=\"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/sabrina52372.jpg 600w, https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/sabrina52372-242x300.jpg 242w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<address>Sabrina escreve ao irm\u00e3o g\u00eameo desconhecido<span class=\"s1\">\/ <\/span>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/address>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Seu pai foi levado ao M\u00e9xico para que exercesse uma fun\u00e7\u00e3o parecida \u00e0 que os militares designaram a Dri. Tulio Valenzuela deveria fazer contato com a c\u00fapula dos Montoneros, muitos exilados no pa\u00eds norte-americano, e ajudar os militares a chegar at\u00e9 eles. Tulio escapou e, junto aos l\u00edderes do movimento, organizou uma coletiva de imprensa onde contou sua hist\u00f3ria e a de Raquel, que havia ficado sob cust\u00f3dia na Quinta de Funes, como garantia de que Velenzuela cumpriria sua parte no acordo.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Essa hist\u00f3ria aparece na carta de Sabrina ao irm\u00e3o g\u00eameo, escrita por Mario Mendez. \u201cA mam\u00e3e, querido g\u00eameo, estava presa e j\u00e1 havia sido condenada. O papai estava longe, sofrendo com o que sabia que ia acontecer, desesperado.\u201d Raquel foi vista pela \u00faltima vez quando ia dar \u00e0 luz no hospital militar da cidade de Paran\u00e1. Tulio retornou \u00e0 Argentina de forma clandestina, ainda durante a ditadura, e est\u00e1 desaparecido at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Outra hist\u00f3ria de irm\u00e3os separados pela repress\u00e3o a militantes de resist\u00eancia \u00e0 ditadura \u00e9 a de Mar\u00eda de las Victorias e Marcelo. Ele tinha quase quatro anos e ela menos de dois quando foram abandonados em orfanatos de Cordoba e Rosario, com uma placa pendurada no pesco\u00e7o com a mensagem \u201cmeus pais n\u00e3o podem me criar\u201d ao lado de seus nomes. A fam\u00edlia foi sequestrada em maio de 1980, depois de ter estado exilada na Su\u00ed\u00e7a, onde Mar\u00eda de las Victorias nasceu. Os pais, Silvia Dameri e Orlando Ruiz, continuam desaparecidos.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A escritora Maria Teresa Andruetto, que adaptou o relato dos jovens, narra a lembran\u00e7a que Marcelo tem de viajar em um Peugeot 404 vinho, de m\u00e3os dadas com sua irm\u00e3, assustados pelos dois homens desconhecidos que sentavam na parte dianteira do carro. Ambos foram adotados por fam\u00edlias que os criaram sem esconder o que sabiam de suas hist\u00f3rias e Marcelo foi localizado em 1989. Maria de las Victorias foi identificada dez anos depois, quando procurou as Av\u00f3s da Pra\u00e7a de Maio depois de se reconhecer em um jornal que publicou uma foto em que aparece ainda beb\u00ea ao lado da m\u00e3e.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Silvia estava gr\u00e1vida de cinco meses quando foi sequestrada. A terceira filha do casal, Laura, nasceu durante o cativeiro da m\u00e3e e foi encontrada em 2008. Juan Antonio Azic, um dos integrantes do aparelho repressivo que atuava em um dos maiores centros clandestinos de deten\u00e7\u00e3o da Argentina, a Esma (Escola Superior de Mec\u00e2nica da Marinha) se apropriou de Laura, que foi criada como irm\u00e3 de outra filha de desaparecidos, a hoje deputada federal Victoria Donda, identificada em 2004.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Hoje, Azic est\u00e1 internado em um hospital psiqui\u00e1trico depois de uma tentativa de suic\u00eddio. Foi condenado por participa\u00e7\u00e3o no plano sistem\u00e1tico de sequestro de beb\u00eas e tamb\u00e9m cumpre pena pelo julgamento conhecido como \u201cMegacausa Esma\u201d, local onde foi visto torturando um beb\u00ea de 20 dias para que o pai delatasse companheiros de milit\u00e2ncia.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">\u201cD\u00e1 pra ver que os adultos n\u00e3o gostam de falar da ditadura. Eu gosto. \u00c9 ruim que tenha existido, mas, sei l\u00e1. Tamb\u00e9m n\u00e3o sinto medo, porque quem fez isso tem que estar preso\u201d, pensa o narrador-personagem da hist\u00f3ria de Manuel. O menino relata o que ouviu de sua amiga Martina, verdadeiro nome da filha do jovem encontrado em 1997, bisneta de Matilde P\u00e9rez, uma av\u00f3 que reencontrou seu neto.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Opera Mundi<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEle foi sequestrado no dia 24 de mar\u00e7o, nesse dia certinho. \u00c9 f\u00e1cil de lembrar porque nesse dia a gente n\u00e3o vai \u00e0 escola. \u00c9 o Dia da Mem\u00f3ria.\u201d O 24 de mar\u00e7o ao que o fragmento se refere aconteceu no ano 1976, quando um golpe militar derrubou Isabel Per\u00f3n (1974-1976) na Argentina. 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