{"id":6756,"date":"2013-12-05T20:29:19","date_gmt":"2013-12-05T20:29:19","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/05\/torturados-pela-ditadura-contam-a-comissao-da-verdade-o-que-passaram\/"},"modified":"2013-12-05T20:29:19","modified_gmt":"2013-12-05T20:29:19","slug":"torturados-pela-ditadura-contam-a-comissao-da-verdade-o-que-passaram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/05\/torturados-pela-ditadura-contam-a-comissao-da-verdade-o-que-passaram\/","title":{"rendered":"Torturados pela ditadura contam a Comiss\u00e3o da Verdade o que passaram"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 40 anos, o Brasil viveu um dos momentos mais tenebrosos e silenciosos de toda a sua hist\u00f3ria. Ap\u00f3s o governo democr\u00e1tico, muitas verdades passaram a ser ditas, sobretudo, por quem sofreu as consequ\u00eancias de se opor \u00e0quele regime. Com riqueza de detalhes da \u00e9poca, a jornalista Mariluce Moura abriu, ontem, o segundo dia de Audi\u00eancia P\u00fablica pela Comiss\u00e3o Estadual da Verdade da Bahia, realizada no sal\u00e3o nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia, no Canela. O deputado federal Emiliano Jos\u00e9 e um dos fundadores da antiga Sindipetro, Marival Nogueira Caldas, formaram a mesa de depoentes.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.tribunadabahia.com.br\/thumbnail.ashx?w=468&#038;h=0&#038;img=%2fupload%2fimages%2f20131205075657_torturados.jpg&#038;s=y\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A jornalista Mariluce, al\u00e9m de ter sido presa e torturada enquanto estava gr\u00e1vida, \u00e9 vi\u00fava de Gildo Macedo Lacerda, sequestrado e morto em depend\u00eancias do Estado brasileiro e cujo corpo at\u00e9 hoje est\u00e1 desaparecido. \u201cFomos presos e torturados no Quartel do Barbalho. Gildo logo foi levado para Recife, onde foi torturado e executado no dia 28 de outubro de 1973. Dias depois, um capel\u00e3o do Ex\u00e9rcito me entregou um jornal com a not\u00edcia da morte dele\u201d, relatou Mariluce.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A vers\u00e3o oficial conta que Gildo teria sido assassinado em um suposto tiroteio no centro da cidade de\u00a0 Recife. \u201cA verdade apareceu e o Governo deu a anistia a Gildo, pediu desculpas e reconheceu que ele foi morto. A luta agora \u00e9 para que haja uma declara\u00e7\u00e3o de quem provocou a morte dele\u201d, espera a jornalista.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O depoente seguinte, o jornalista, escritor e deputado federal Emiliano Jos\u00e9, tamb\u00e9m n\u00e3o poupou o p\u00fablico dos detalhes vividos. Ele n\u00e3o s\u00f3 relembrou momentos de tortura na Galeria F, para onde eram levados os presos pol\u00edticos, situado no Quartel do Barbalho, como tamb\u00e9m acusou o superintendente da Pol\u00edcia Federal, Luiz Artur de Carvalho, de tamb\u00e9m torturar os presos. \u201cNossos depoimentos n\u00e3o s\u00e3o meros relatos individuais. Somos a voz dos mortos e assassinados que l\u00e1 tr\u00e1s plantaram um sonho junto conosco\u201d, define Emiliano, em refer\u00eancia \u00e0 Comiss\u00e3o da Verdade.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Emiliano conta que a ditadura primeiro torturava e depois perguntava. Perguntas essas que, para o sindicalista Marival, n\u00e3o faziam o menor sentido. Mesmo sem v\u00ednculo partid\u00e1rio, ele foi preso e torturado por ser l\u00edder sindical. Fechando os depoimentos no evento em Salvador, o sindicalista conta que \u201cos torturadores perguntavam qual o nosso partido pol\u00edtico. Quanto mais a gente negava, mais tapa no rosto a gente levava. Ou seja, sempre havia rea\u00e7\u00e3o brusca se as respostas n\u00e3o fossem do agrado deles\u201d.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Marival Nogueira acusou a Igreja Cat\u00f3lica por avalizar as a\u00e7\u00f5es militares, deixando de agir mais em favor do povo. Intermediando o depoimento do sindicalista, o diretor-presidente da Tribuna, Walter Pinheiro, integrante da Comiss\u00e3o da Verdade da Bahia, rebateu a afirma\u00e7\u00e3o, revelando que \u00e9 de conhecimento de todos que in\u00fameros religiosos acolheram os perseguidos do regime militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Assim como Marival revelou ainda que outros sindicalistas tamb\u00e9m foram torturados durante a ditadura militar. A pr\u00f3xima audi\u00eancia p\u00fablica dever\u00e1 acontecer na cidade de Vit\u00f3ria da Conquista, ainda sem data definida. As cidades escolhidas t\u00eam rela\u00e7\u00e3o direta com as a\u00e7\u00f5es de maior repress\u00e3o do regime militar.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Tribunal da Bahia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 40 anos, o Brasil viveu um dos momentos mais tenebrosos e silenciosos de toda a sua hist\u00f3ria. Ap\u00f3s o governo democr\u00e1tico, muitas verdades passaram a ser ditas, sobretudo, por quem sofreu as consequ\u00eancias de se opor \u00e0quele regime. 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