{"id":6758,"date":"2013-12-05T20:39:55","date_gmt":"2013-12-05T20:39:55","guid":{"rendered":"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/05\/em-salvador-ufba-empossa-comissao-de-memoria-e-verdade\/"},"modified":"2013-12-05T20:39:55","modified_gmt":"2013-12-05T20:39:55","slug":"em-salvador-ufba-empossa-comissao-de-memoria-e-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/2013\/12\/05\/em-salvador-ufba-empossa-comissao-de-memoria-e-verdade\/","title":{"rendered":"Em Salvador, UFBA empossa Comiss\u00e3o de Mem\u00f3ria e Verdade"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em uma cerim\u00f4nia aberta, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) empossou, nesta quarta-feira (4\/12), os nove integrantes da Comiss\u00e3o Milton Santos de Mem\u00f3ria e Verdade da Universidade, criada para investigar a rela\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o de ensino com as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar (1964-1985). O evento aconteceu no Sal\u00e3o Nobre da Reitoria, no Canela, em Salvador.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-6757\" src=\"http:\/\/anistiapolitica.org.br\/abap3\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/comissao_da_verdade_-_ufba52934.jpg\" border=\"0\" width=\"300\" height=\"200\" \/>  <!--more-->  <\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A posse foi dada pela reitora Dora Leal aos professores Iracy Silva Pican\u00e7o, Jo\u00e3o Augusto de\u00a0<span style=\"line-height: 1.3em;\">Lima Rocha, Emiliano Jos\u00e9, Olival Freire e Ilka Bichara, aos estudantes Leandro Coutinho e J\u00e9ssica Santos, e ao servidor t\u00e9cnico-administrativo Umberto Carvalho Bastos. A coordena\u00e7\u00e3o do grupo ser\u00e1 do professor Othon Jambeiro Barbosa.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cApesar de, em alguns momentos, ser doloroso, \u00e9 preciso esclarecer o passado. N\u00e3o se trata de acusar ou absolver, mas revelar as a\u00e7\u00f5es de alguns indiv\u00edduos contra os direitos humanos. A UFBA precisa reconhecer os abusos do passado e, com este trabalho, vamos confirmar a op\u00e7\u00e3o brasileira pela democracia\u201d, discursou o coordenador Othon Jambeiro Barbosa, ap\u00f3s a posse.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O trabalho da comiss\u00e3o ser\u00e1 pautado, essencialmente, na localiza\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise e cataloga\u00e7\u00e3o de documentos que est\u00e3o sob posse da Universidade e que possam estar relacionados \u00e0 viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos e liberdades individuais no per\u00edodo do regime militar. Naquela \u00e9poca, professores, servidores e alunos foram presos e expulsos pela posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria ao golpe.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para se dedicar \u00e0s atividades da Comiss\u00e3o, a professora Ilka Bichara, ex-militante do movimento estudantil e hoje docente do Departamento de Psicologia da UFBA, teve que abrir m\u00e3o de outros compromissos que tinha na pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o. Entusiasmada com a posse, ela garante que o esfor\u00e7o e a responsabilidade valer\u00e3o a pena.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cFiquei emocionada quando recebi o convite para participar desta comiss\u00e3o. Primeiro, porque eu que vivi a luta nesta Universidade pelo fim da ditadura. Depois, pelos meus pares, que s\u00e3o pessoas que me honram por estarem ao meu lado. Eu pretendo me dedicar muito porque um trabalho desse voc\u00ea n\u00e3o pega por vaidade. \u00c9 uma responsabilidade muito grande\u201d, afirma Ilka.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Projetos<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A partir das pesquisas realizadas pela Comiss\u00e3o, a UFBA pretende elaborar e publicar relat\u00f3rios com os resultados encontrados. A Universidade tamb\u00e9m estuda a possibilidade de criar um memorial que dever\u00e1 abrigar todo o material coletado pelo grupo.<\/p>\n<p class=\"p3\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Homenagem<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A Comiss\u00e3o de Mem\u00f3ria e Verdade da UFBA homenageia o professor da Universidade Milton Santos, que foi preso e exilado durante a ditadura militar. Milton se formou em Direito pela mesma institui\u00e7\u00e3o e concluiu o doutorado em Geografia pela Universidade de Strasburgo \u2013 \u00e1rea em que mais se destacou.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Fonte &#8211; Vermelho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma cerim\u00f4nia aberta, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) empossou, nesta quarta-feira (4\/12), os nove integrantes da Comiss\u00e3o Milton Santos de Mem\u00f3ria e Verdade da Universidade, criada para investigar a rela\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o de ensino com as viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos cometidas durante a ditadura militar (1964-1985). 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